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IMAGEM E PODER | Editorial Voz de Lamego | 8 de setembro

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A edição da Voz de Lamego desta semana é coincidente com a festa da Natalidade de Nossa Senhora, invocado na cidade e na Diocese de Lamego como Nossa Senhora dos Remédios, a Romaria de Portugal, razão mais que suficiente para ser o destaque desta semana.

Porém, muitas outras temáticas na ordem do dia e presentes da Voz de Lamego, como a Visita Ad Limina Sacra dos Bispos Portugueses ao Vaticano, ou a questão problemática dos Refugiados, além das notícias ou eventos anunciados, as reflexões variadas dos diferentes colaboradores.

O Editorial do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, centra-se no poder da imagem, mormente daquele menino, Aylan Curdi, fotografado morto, na praia, em mais um apelo ao acolhimento das famílias que estão a chegar a Portugual.

IMAGEM E PODER

O poder da palavra tem que desafiar a palavra do poder. Eis uma das afirmações do Dr. Adriano Moreira no recente simpósio do clero. Apesar da idade que não esconde e da fragilidade que denota, continua a ser uma referência pela profundidade e simplicidade que emprega às suas reflexões.

Na leitura atenta e nem sempre optimista do contexto em que vivemos, alerta para os perigos que espreitam e a crueldade que impera, afirmando também que a nossa época é marcada pela falta de autenticidade dos indivíduos e que o poder está a ser exercido por centros ou interesses nem sempre visíveis. E conclui: o credo dos valores foi substituído pelo credo do mercado.

E se a palavra tem poder, não o tem menos a imagem.

Por estes dias ficámos marcados pela imagem de um menino sírio, o Aylan, de três anos, já sem vida, numa praia turca. A fotografia percorreu o mundo e tornou-se símbolo de quantos nascem no lado errado do mundo e não conseguem chegar ao outro lado, a tempo de experimentar a serenidade da paz e a alegria da abundância. Ninguém ficou indiferente ao corpo desta criança trazido pelas mortíferas águas até uma praia que estava longe demais.

Os políticos andam à procura de soluções que não se afiguram fáceis, as vítimas continuam a contar-se e a serem notícia, os refugiados aparecem sem cessar e as fronteiras vão, necessariamente, abrir-se. Porque há imagens como esta que desassossegam e fazem ecoar a pergunta bíblica: “que fizeste do teu irmão?”.

As imagens que chegam e as palavras que não cessam de ouvir-se contribuem para a onda de solidariedade que cresce. Também no nosso país há famílias, instituições e paróquias que já se disponibilizaram para acolher e cuidar de quem chega em busca de uma oportunidade para viver.

in Voz de Lamego, ano 85/41, n.º 4328, 8 de setembro

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