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Archive for Julho, 2015

VELHICE E SABEDORIA | Editorial Voz de Lamego | 21 de julho de 2015

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A abrir o Jornada da Diocese, Voz de Lamego, desta semana, a Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Diocese de Lamego, entre 26 de julho e 9 de agosto, merecendo a NOTA PASTORAL de D. António Couto, publicada também nesta edição. Outros temas específicos: Visita Pastoral à Paróquia de Britiande, Missa Nova do Pe. Valentim Fonseca, na paróquia de Ferreiros, o falecimento do Pe. Joaquim Manuel Pinto, Peregrinação Nacional do MMF, entre outros acontecimentos. Entre as reflexões propostas em cada semana, visitamos a do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, desta feita dedicada à idade anciã e à sabedoria que nos enriquece.

VELHICE E SABEDORIA

A propósito da memória litúrgica dos pais de Maria de Nazaré, a assinalar no próximo domingo, o olhar da comunidade humana volta-se para os avós e estende-se a todos os idosos. E vive-se festivamente o momento, louvando a vida e agradecendo o testemunho.

A Bíblia dá valor à velhice e à sua sabedoria. Porque o idoso vê as diferentes ligações da vida e mais facilmente contempla o percurso, compreende e pode tornar-se sábio, isto é, capaz de ver e entender melhor a razão que dá consistência à sua vida. Por outro lado, a velhice permite uma maior proximidade com a eternidade e perante o eterno, perante Deus, tudo o que é terreno se relativiza.

O envelhecimento da população é um dado evidente, mas falar de uma “sociedade envelhecida” em tom de censura e preocupação, pode dificultar aos idosos o aceitar sereno do seu envelhecimento, bem como o reconhecer de um sentido para a vida. Porque conceder valor à vida apenas enquanto se é jovem revela um certo infantilismo e leva a olhar a velhice como um estorvo.

Muitos idosos queixam-se de serem deixados à margem ou para trás, de serem ignorados ou de não valerem para nada, apesar do muito que dizem ter feito ou legado. Nem sempre se sentem preparados para aceitar o envelhecimento e, tal como na juventude, ainda querem sentir-se o centro das atenções.

Aceitar não é apenas resignar-se, mas tomar consciência dos próprios limites. E isso implica ser capaz de renunciar, embora saibamos que a renúncia é um processo doloroso. E dói muito mais quando se pensa que se perde valor e importância no momento em que renuncia.

O ideal será articular o combate à “cultura do descartável” com o distanciamento de uma postura de “insubstituível”.

in Voz de Lamego, ano 85/26, n.º 4323, 21 de julho

CALL CENTER EM LAMEGO – possibilidade de trabalho

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Padre Joaquim Manuel Martins Pinto | Nas mãos de Deus | 1920-2015

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No passado domingo, dia 19, faleceu o Padre Joaquim Manuel Martins Pinto que recentemente havia assinalado o seu 95.º aniversário natalício. Tal como noticiado recentemente neste jornal, este sacerdote era o segundo mais velho do nosso presbitério. Faleceu em casa, no lugar de Vale do Porco, freguesia de Poço do Canto, onde residia há alguns anos com familiares.

Nas últimas semanas a sua saúde foi diminuindo deforma rápida, sendo socorrido em diversas ocasiões no hospital da Guarda. Apesar das visíveis limitações e do previsível desenlace, os seus familiares proporcionaram-lhe, até ao fim, os devidos cuidados que só uma família atenta e solícita pode oferecer. O Padre Joaquim Pinto era filho de Acácio Manuel Pinto e de Ana Joaquina Martins e nasceu em 5 de julho de 1920, na freguesia de Poço do Canto, concelho da Mêda, distrito da Guarda e diocese de Lamego.

Frequentou os nossos seminários e foi ordenado diácono na Sé de Lamego, em 17 /03/1945, e presbítero no mesmo local, em 01/07/1945, pelo bispo de então, D. Ernesto Sena de Oliveira.

Ao longo da sua vida sacerdotal, assumiu a paroquialidade de Alvarenga, a que se seguiram Gateira, Barreira, Coriscada, Rabaçal, Ranhados, Cedovim, Sebadelhe e Custóias. Quando as forças diminuíram retirou-se para a sua terra, amparado pelas suas gentes, continuando a auxiliar o seu pároco de acordo com as possibilidades.

O funeral realizou-se no dia 20 de julho, tendo a Eucaristia exequial sido presidida por D. Jacinto Botelho, nosso bispo emérito, na igreja paroquial de Poço do Canto, e o seu corpo foi sepultado no cemitério local. Para lá das quase duas dezenas de sacerdotes presentes, destaque para os muitos fiéis leigos que participaram nas cerimónias, vindos das diversas paróquias onde este irmão sacerdote havia sido pároco. Um gesto de estima e gratidão que se sublinha e muito diz da maneira de ser do Pe. Joaquim.

Na homília, D. Jacinto salientou as muitas qualidades deste sacerdote que, ao longo de 70 anos, serviu o Senhor nesta Igreja de Lamego. Entre o muito que fez, destaque para uma brochura, “O Rosário do Amor e da Felicidade”, publicada em 2006, onde nos ofereceu uma forma nova de rezar esta oração tão popular.

No final da celebração, D. Jacinto agradeceu também aos familiares que, de forma tão carinhosa e atenta, acompanharam e cuidaram do Pe. Joaquim Pinto. Louvando o Senhor pela vida e vocação deste nosso irmão, agradecemos a sua disponibilidade e missão sacerdotal em favor do Povo de Deus residente na nossa diocese.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 85/26, n.º 4323, 21 de julho

Ação Católica Rural | Comunicado final

 

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CONSELHO NACIONAL DA ARC

O FUTURO É AGORA: SEMEIA, CUIDA, PARTILHA!

 

Reunidos em Conselho Nacional, os representantes de 14 Dioceses portuguesas em que a ACR está implantada (Aveiro, Braga, Coimbra, Funchal, Guarda, Lamego, Leiria-Fátima, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu), à luz das linhas de força da VII Assembleia Nacional de Delegados, reafirmadas pelo Conselho Nacional, projetaram e definiram as prioridades e o plano de ação para 2015/2016.

Esteve presente a equipa nacional da ACR e o respetivo Assistente. Contaram ainda com a presença do Sr. D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco e presidente da CELF – Comissão Episcopal do Laicado e Família – que nos convidou a gerar uma empatia cativadora para servir de suporte à nossa ação evangelizadora. Esta presença foi um sinal da comunhão eclesial que valorizamos na vida do Movimento.

A publicação da Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco, que nos convida ao cuidado da casa comum, é uma interpelação para nós, tendo em conta as nossas identidades rural e a ligação inerente que temos à mãe natureza. Procuraremos assim durante o ano de trabalho reforçar as ações que desenvolvemos neste âmbito.

A proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia constitui uma ocasião especial para sairmos ao encontro dos irmãos das periferias e anunciarmos a misericórdia de Deus com palavras e ações, certos de que “ ser testemunha da misericórdia de Deus é um caminho que começa na conversão espiritual”.

Além das atividades realizadas em cada diocese onde a ACR continua viva e atuante e que foram partilhadas neste Conselho Nacional, foram ainda avaliadas como muito positivas as atividades realizadas pela Equipa Nacional. Reafirmou-se a importância de um maior empenho na participação dos militantes nestas atividades e recomendou-se o desdobramento das mesmas a nível diocesano.

Foi reafirmada a determinação do Movimento na sua renovação e revitalização através da criação de novos grupos de crianças e adolescentes e pelo prosseguimento da sua Missão Eclesial e Social, deixando a dinâmica da obrigação e cultivando a dinâmica do fascínio, com um coração apaixonado por Jesus Cristo.

O Conselho rejubilou com a apresentação de propostas de manuais de animadores de grupos infantis e de adolescentes/jovens, que estarão disponíveis no início do próximo ano pastoral.

Para o programa de 2015/2016 propõem-se as dioceses:

  • estar em sintonia com a Igreja vivendo o Ano da Misericórdia;
  • estudar e divulgar a Enciclica  Laudato Si, promovendo o cuidado pela nossa casa comum;
  • continuar o trabalho em curso valorizando a Família em todas as suas dimensões nomeadamente a social, a espiritual e a económica, acompanhando e apoiando localmente as famílias em necessidade;
  • articular a campanha nacional da ACR com os planos pastorais específicos de cada Igreja Particular.

A revista Mundo Rural foi reassumida como um órgão integrante e fundamental do trabalho do Movimento para formar os seus membros e dar a conhecer a sua ação e missão.

A forma de trabalho cooperante das Dioceses de Proximidade  é um instrumento essencial para o fortalecimento das equipas e dos grupos, pois trata-se de uma estratégia importante para acudir às Dioceses e Equipas Diocesanas com mais dificuldades, mas também para apoiar a expansão do Movimento.

A ACR reafirma a sua vontade de fazer crescer o Movimento em cada uma das dioceses e reafirma o seu propósito de SEMEAR, CUIDAR E PARTILHAR, POIS O FUTURO é quando nós quisermos, É AGORA!

A Direção Nacional, in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

CANTO CORAL NA CELEBRAÇÃO DO MATRIMÓNIO

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  1. A música, na celebração do sacramento do Matrimónio, não pode ser considerada como um mero elemento decorativo ou expressão externa de pompa ou motivo de circunstância. “Os cânticos a utilizar, devem ser adequados ao rito do Matrimónio e exprimir a fé da Igreja… O que se diz da escolha dos cânticos vale também para a escolha das obras musicais” (Ritual do Matrimónio, Preliminares, 30).
  1. O seu caráter sagrado e a sua adequação à Liturgia do Matrimónio são critérios fundamentais, acima dos gostos e das preferências dos noivos e/ou dos grupos que se apresentam para cantar ou tocar. Estes critérios implicam que os grupos corais e instrumentais possuam um repertório sacro e litúrgico experimentado e que conheçam a liturgia da Igreja, nomeadamente a do Sacramento do Matrimónio.
  1. Enquanto elemento litúrgico, a música deve corresponder ao sentido do mistério celebrado e conduzir os fiéis a participar nele, quer interior quer exteriormente. A música na liturgia é primariamente canto da Palavra de Deus e do louvor da Igreja. Os instrumentos podem ser usados como prolongamento do canto.
  1. Os executantes (cantores, coros e instrumentistas) devem ser competentes técnica e artisticamente, possuir o sentido da Assembleia, ser capacitados para assumir o serviço da Oração da Igreja e participar consciente e ativamente na celebração. Em princípio, dentro do possível, embora não exclusivamente, dever-se-á dar preferência aqueles agrupamentos ou cantores e instrumentistas que, dominicalmente, realizam o serviço litúrgico.
  1. Não se exclui a Música Sacra antiga, coral ou instrumental, que pertence ao tesouro da fé e da arte da Igreja, música nascida e executada na Liturgia, imbuída e configurada pelo mistério celebrado. Tal música possui qualidades de caráter, ao mesmo tempo, estético e espiritual que oferece uma forma muito própria e única de participação.
  1. O programa musical de qualquer celebração litúrgica e a sua execução deve ter a aprovação do Pároco ou do Presidente da celebração. Cabe-lhe, de acordo com os princípios enunciados e atendendo às circunstâncias:

a) discernir a qualidade formal e espiritual, e o enquadramento litúrgico dos cânticos, no que se refere ao rito, ao tempo litúrgico, às possibilidades da Assembleia e às capacidades dos executantes.

b) julgar da oportunidade ou necessidade de omitir ou modificar a escolha de alguns cânticos, em função das circunstâncias pessoais dos nubentes ou do ritmo da celebração.

7. Na preparação para a Celebração, os noivos deverão requerê-lo e dispor-se a oferecer um contributo, para a Paróquia, destinada à formação musical, litúrgica e espiritual dos cantores e dos fiéis.

Pe. Marcos Alvim, (Departamento Diocesano de Música Sacra)

in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

Tribunal Interdiocesano Vilarealense | Salus Animarum

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Os membros do Tribunal Interdiocesano Vilarealense, do qual fazem parte as Dioceses de Vila Real, Lamego e Bragança-Miranda, reuniram-se no passado dia 8 de Julho. Entre os seus membros, para além dos Srs. Bispos das respectivas Dioceses, fazem parte dois sacerdotes da Diocese de Lamego, três sacerdotes da Diocese de Vila Real e dois sacerdotes da Diocese de Bragança-Miranda. É, ainda, membro do Tribunal, o Sr. António Pais Rodrigues, leigo que exerce a função de Notário. Desde o passado dia 8 de Julho, passou a fazer parte da equipa que compõe o Tribunal o Dr. Delfim Oliveira, leigo, que assumiu funções como Juiz Auditor. Para além dos Juízes, Defensor do Vínculo e Notário, há outros leigos a colaborar, ocasionalmente, como Notários e outros como Advogados.

A reunião dos membros do Tribunal teve lugar em Sendim, concelho de Miranda do Douro, onde fomos recebidos pelo Sr. Bispo de Bragança-Miranda, Sr. D. José Cordeiro, e pelo Pároco, Pe. António Ferreira Pires, que também exerce funções de Juiz Eclesiástico no Tribunal. A reunião foi presidida pelo Sr. D. Amândio Tomás, Bispo de Vila Real, e Moderador do Tribunal Interdiocesano e teve, como principais objectivos, servir como momento de reflexão e de partilha de experiências, dar posse ao novo Juiz Auditor e proporcionar momentos de convívio.

O Tribunal Interdiocesano Vilarealense é competente para todas as causas que o direito da Igreja prevê que sejam tratadas por este órgão eclesial, que está ao serviço da salvação das almas, em estreita colaboração com a pastoral.

Pe. José Alfredo Patrício,  in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

DIA SACERDOTAL | Arciprestado de Moimenta, Sernancelhe, Tabuaço

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O reconfortante espaço do Santuário da Senhora da Lapa serviu de palco, no passado dia 7 de Julho, para o dia sacerdotal do clero do arciprestado de Moimenta, Sernancelhe e Tabuaço.

Com a presença honrosa do Sr. Bispo de Lamego, juntamente com o Srs. Vigário e Pró-vigário geral, a tarde foi de reflexão, de partilha, de oração e de degustação. Apesar de algumas ausências, a diferenciação de gerações – dos 30 aos 90 anos de idade – proporcionou um convívio ainda mais rico e mais fecundo.

O caloroso acolhimento do Sr. Reitor do Santuário, Pe Amorim, e das religiosas que com ele colaboram fez-se sentir do início ao fim. O encontro começou oficialmente com a palavra de abertura, proferida pelo Vice-arcipreste, Pe Jorge Giroto, que inteirou os presentes do sentido e finalidade deste dia sacerdotal, assim como do programa a que este obedeceria. De seguida, tomou a palavra o Sr. D. António Couto, para discorrer cuidadosamente sobre as motivações, implicações e consequências da última encíclica do Papa Francisco, Laudato Si. Com o incontestável poder comunicativo que lhe é reconhecido e com a profundidade que lhe é característica, o Bispo diocesano começou por fazer uma esclarecedora alusão à vida e espiritualidade de São Francisco de Assis, ressalvando assim a responsabilidade comum de salvaguarda de toda a Criação, alertando para os efeitos, tantas vezes nefastos, de uma mentalidade exageradamente economicista, que perpassa os meandros das sociedades hodiernas. Importa que os cristãos – por fidelidade ao Evangelho – e os pastores – por obediência à sua missão – sejam o impulso necessário de uma reviravolta que urge acontecer a partir das nossas comunidades eclesiais.

Após esta alocução do Sr. Bispo, houve oportunidade para algumas ressonâncias breves, reforçando a importância do seu discurso. A oração de Vésperas teve lugar logo a seguir. E pelas 19h30 foi altura de ser servido um agradável jantar. Durante este – à boa maneira monástica – fomos brindados com a leitura de alguns documentos referentes às ocorrências abusivas contra o património do Santuário da Lapa. Seguiu-se-lhe uma graciosa partilha retrospetiva dos tempos de seminário de alguns dos presentes, proporcionando uma contagiante sequência de gargalhadas, que muito ajudaram a iniciar a digestão.

Terminado o jantar e feitas as respetivas despedidas, cada um rumou ao seu destino, levando na bagagem o fortalecimento da fraternidade e da amizade sacerdotal, que confere um sentido sempre renovado à espiritualidade própria do clero secular.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

MOVIMENTO DA MENSAGEM DE FÁTIMA | Retiro Diocesano

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MMF – Retiro – Seminário Maior de Lamego

No passado sábado, 11 de julho, o MMF realizou o seu Retiro Diocesano no Seminário Maior de Lamego. Esteve presente um bom número de pessoas de muitas paróquias da Diocese.

E, porque todos os batizados são chamados à santidade, “Santificados em Cristo, confiamos na Sua misericórdia”, foi o tema de reflexão deste retiro, orientado pelo Senhor Padre Vasco Pedrinho, também Assistente Espiritual Diocesano do Movimento.

Longe das confusões e preocupações diárias da vida, fez-se uma pequena pausa para meditar, ficar mais perto de Deus e ouvir a Sua voz. Quem sabe, talvez encontrar uma resposta para uma dúvida, uma hesitação. Viveram-se momentos de oração e reflexão. À tarde, houve lugar para a Reconciliação e a Eucaristia. Terminou, o retiro, com um tempo de Adoração ao Santíssimo Sacramento.

A santidade, para além de ser uma graça e um dom de Deus, também exige de nós um esforço constante para que, com a ajuda d’Ele e de Nossa Senhora, nos separemos de tudo o que seja mal. Que este pequeno retiro possa ter contribuído para continuarmos a aprender a caminhar alegremente com Jesus: rezar, sofrer, amar, viver, trabalhar, sermos bons e misericordiosos como Ele é.

O Secretariado Diocesano, in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

Visita Pastoral de D. António Couto na Paróquia de Meijinhos

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Paróquia de Nossa Senhora da Piedade de Meijinhos

Decorreu nos dias 9 e 12 de Julho.

Pelas 5 horas da tarde, o Sr. Bispo reuniu-se com os crismandos numa das salas da residência paroquial. Seis jovens, um pouco tímidos, mas de coração aberto e disponível para receber o Sr. D. António. A timidez deu lugar à serenidade e à abertura da mente e do coração. O Sr. Bispo começou por explicar os momentos principais da Administração do sacramento do Crisma: a profissão de Fé, a oração e imposição das mãos e a unção. Sempre numa atitude de diálogo, explicou principalmente o  significado da unção. Às seis, a população de Meijinhos reuniu-se na Igreja Paroquial para a celebração da eucaristia e administração do sacramento da Santa Unção. Foi um momento de ternura para com os mais fragilizados e doentes. Desde mais velhinhos aos que se arrastaram com canadianas, todos estavam presentes. A Eucaristia foi animada pelo grupo coral. O sr. Bispo baseando-se nas leituras próprias do dia ferial pediu a todos que temos de ser construtores da paz e da união entre os irmãos. Os irmãos venderam José, mas também foi Deus que o enviou ao Egito para um dia mais tarde os socorrer e ajudar. A conclusão é óbvia: todos nós, como José, temos de ter os braços abertos para receber os nossos irmãos e ser semeadores da paz, do amor e da alegria. Recordou ainda o exemplo de S. Francisco de Assis que se despojou de tudo e começou a viver uma nova vida. No Final deste dia, reuniu-se com os agentes pastorais desta comunidade (Conselho Económico, responsáveis da Mensagem de Fátima do Apostolado da Oração, Grupo Coral, Irmandade do Santíssimo e Comissão da Festa de S. Brás). A Todos os presentes, o Senhor Bispo quis saber o que faziam e como faziam. A todos convidou a fazer uma nova evangelização, recordando as palavras do papa Francisco “Igreja em saída”.

Com muito calor e rajadas de vento, às 4 horas da tarde, a comunidade de Meijinhos recebeu o Sr. Bispo. Este brincou com a situação lembrando o dia de Pentecostes e que faltavam os baldes de óleo para verdadeiramente, na comunidade de Meijinhos se concretizar esse momento ímpar na vida da Igreja.

Iniciou-se a Eucaristia solenizada pelo grupo coral e por toda a assembleia, nomeadamente pelos confirmandos que leram as leituras, a oração dos fiéis e levaram os dons ao altar para o ofertório. Na homilia o Sr. Bispo começou com as palavras da saudação inicial “é com o título de irmãos e irmãs que nos devemos reunir neste local”, depois pegando no salmo 85, salmo do dia, em que nos fala “encontraram-se a misericórdia e a fidelidade, abraçaram-se a paz e a justiça, a fidelidade vai germinar da terra e a justiça descerá do Céu”, falou-nos de árvores novas que temos de cultivar na nossa vida. As árvores da paz, da misericórdia, da justiça e da fidelidade. Do evangelho salientou o envio dos apóstolos dois a dois e enviou-os sem nada, mas pediu-lhes que confiassem nesse Pai (Abba) com ternura, afecto e solicitude. Pediu a todos que sejam capazes de abrir os braços aos irmãos tal como a padroeira Nossa Senhora da Piedade, abriu os abraços ao seu filho com a mesma ternura e amor. O pároco agradeceu ao sr. Bispo a sua presença e as orientações e os convites que nos fez. Ao fim da celebração houve um lanche convívio aberto a toda a população. Sentimos pena de que o Sr. Bispo tivesse tão rapidamente devido às suas tarefas. Para Meijinhos inicia-se uma nova caminhada na vivência da fé.

Padre Inocêncio Fernandes,  in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

Visita Pastoral de D. António Couto na Paróquia de Várzea de Abrunhais

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De 8 a 12 de Julho decorreu a Visita pastoral na paróquia de São Pedro de Várzea de abrunhais. Na tarde do dia 8, o Sr. Bispo visitou os doentes em número de dez a quem levou uma mensagem de esperança e do amor de Deus com a administração da Santa unção e da sagrada comunhão. . Visitou depois as capelas de S. sebastião, de S. António e de S. Aleixo onde os habitantes destes lugares se reuniram para receberem o Senhor Bispo. Partindo da vida destes santos deixou uma mensagem a todos os presentes: o testemunho de fé de S. Sebastião, o amor à sagrada escritura e a necessidade de levar o Evangelho aos outros de S. António e o desprendimento e a necessidade da partilha de S. Aleixo. Este dia terminou com a visita à sede da Junta de Freguesia e com um jantar no Centro Desportivo oferecido pela Junta de Freguesia. No dia 10, começou com encontro com os crismandos no salão do Centro paroquial. O Sr. Bispo explicou aos crismandos os momentos principais do sacramento do Crisma: a profissão de fé, a imposição das mãos e a oração e o ato do Crisma. Recordou que o óleo crismal benzido na quinta feira santa e, com o qual os crismandos iam ser ungidos na fronte, era para chegar ao coração e os encher dos dons do Espírito Santo. Seguidamente, reuniu-se com os agentes pastorais (Conselho Económico, catequistas, responsáveis da Mensagem de Fátima e da Associação do Apostolado da Oração, leitores, acólitos e Grupo Coral). Partindo da sua experiência como missionário em Moçambique, numa região do norte, num 24 de Dezembro para celebrar a missa do Galo, alertou os presentes a para a necessidade de evangelizar e para isso é necessário maior empenho e responsabilidade daquilo que somos “baptizados”, “filhos de Deus” e “membros da Igreja”. Não podemos calar, nem ter medo ou vergonha de ser testemunhas da alegria e do amor de Deus. Terminou este dia com a celebração da Eucaristia e a administração da Santa Unção na Igreja Paroquial.

No dia 12, bem cedo os jovens e outras pessoas.  embelezaram o adro com uma passadeira de flores e com uma saudação ao senhor Bispo. Às 10 horas e 30 minutos, chegou o Sr. Bispo e com o aplauso das pessoas e alegria estampada nos rostos nos dirigimos para a Igreja. À entrada da porta principal, o Sr. Bispo beijou a cruz paroquial, num gesto de amor Àquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida da nossa peregrinação nesta terra. Começou a celebração da Eucaristia com uma saudação feita por um dos crismandos dando as boas vindas ao pastor. A Eucaristia foi animada pelo grupo Coral e onde os crismandos intervieram, ativamente, na celebração. Leram as leituras, a oração dos fíéis, levaram as ofertas para a Eucaristia. Após a leitura do Evangelho, o Sr. Bispo, baseando-se nos textos proclamados, fez a homilia. Da 1,ª leitura, recordou-nos que somos ouvintes da Palavra de Deus e tal como Oseias que Deus pegou nele e o enviou ao povo de Israel para profetizar, assim, também nós, temos de estar atentos e não resistir ao chamamento de Deus. Da segunda leitura, apontou o exemplo de Paulo que caiu de si abaixo, embora muitos pensam que caiu de um cavalo, para se tornar escravo de Cristo e dedicar toda a sua vida a ensinar e viver Jesus. No Evangelho, Jesus envia os apóstolos dois a dois, chama-os e envia-os para levar o amor de Deusa todos os corações, mas envia-os sem nada, despojados de tudo: sem pão, alforje, sem dinheiro. Recordou o exemplo de S. Francisco de Assis que quando foi alcançado por Cristo se despojou de tudo, deitou fora tudo o que tinha: vestuário, dinheiro, casa e se convenceu que há outra maneira de viver e que há coisas que não se compram nos supermercados porque não se vendem: alegria, paz e amor. O Evangelho, a Palavra de Deus também não se compram. O que nos falta é convencermo-nos que há esta maneira de viver. Às vezes, fazemos demais contas à vida. Precisamos de confiar uns nos outros, abrir os nossos braços e transportamo-nos uns aos outros. Temos de ser capazes de anunciar o Evangelho e relativizar tudo o resto, levar aos outros o amor, a alegria, a paz – a tal realidade nova a que nos chama. O pároco agradeceu a presença do Sr. Bispo e a todos os que participaram na organização e concretização de todos os momentos da visita pastoral. Ao fim da Eucaristia, dirigimo-nos como verdadeira igreja ao cemitério onde fizemos memória daqueles que nos antecederam e nos transmitiram os valores do evangelho. Terminámos com um almoço/convívio no Centro Desportivo de Várzea de Abrunhais.

Terminou a visita pastoral, mas, ao mesmo tempo, inicia-se um novo passo da caminhada desta comunidade da diocese de Lamego, que agradece a Deus tudo o que viveu e se vai empenhar em concretizar os apelos feitos pelo Senhor Bispo, partilhando com todos as maravilhas que realizou nesta comunidade com a ajuda de S. Pedro, padroeiro desta paróquia de Várzea de abrunhais.

Padre Inocêncio Fernandes, in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015