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VELHICE E SABEDORIA | Editorial Voz de Lamego | 21 de julho de 2015

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A abrir o Jornada da Diocese, Voz de Lamego, desta semana, a Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Diocese de Lamego, entre 26 de julho e 9 de agosto, merecendo a NOTA PASTORAL de D. António Couto, publicada também nesta edição. Outros temas específicos: Visita Pastoral à Paróquia de Britiande, Missa Nova do Pe. Valentim Fonseca, na paróquia de Ferreiros, o falecimento do Pe. Joaquim Manuel Pinto, Peregrinação Nacional do MMF, entre outros acontecimentos. Entre as reflexões propostas em cada semana, visitamos a do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, desta feita dedicada à idade anciã e à sabedoria que nos enriquece.

VELHICE E SABEDORIA

A propósito da memória litúrgica dos pais de Maria de Nazaré, a assinalar no próximo domingo, o olhar da comunidade humana volta-se para os avós e estende-se a todos os idosos. E vive-se festivamente o momento, louvando a vida e agradecendo o testemunho.

A Bíblia dá valor à velhice e à sua sabedoria. Porque o idoso vê as diferentes ligações da vida e mais facilmente contempla o percurso, compreende e pode tornar-se sábio, isto é, capaz de ver e entender melhor a razão que dá consistência à sua vida. Por outro lado, a velhice permite uma maior proximidade com a eternidade e perante o eterno, perante Deus, tudo o que é terreno se relativiza.

O envelhecimento da população é um dado evidente, mas falar de uma “sociedade envelhecida” em tom de censura e preocupação, pode dificultar aos idosos o aceitar sereno do seu envelhecimento, bem como o reconhecer de um sentido para a vida. Porque conceder valor à vida apenas enquanto se é jovem revela um certo infantilismo e leva a olhar a velhice como um estorvo.

Muitos idosos queixam-se de serem deixados à margem ou para trás, de serem ignorados ou de não valerem para nada, apesar do muito que dizem ter feito ou legado. Nem sempre se sentem preparados para aceitar o envelhecimento e, tal como na juventude, ainda querem sentir-se o centro das atenções.

Aceitar não é apenas resignar-se, mas tomar consciência dos próprios limites. E isso implica ser capaz de renunciar, embora saibamos que a renúncia é um processo doloroso. E dói muito mais quando se pensa que se perde valor e importância no momento em que renuncia.

O ideal será articular o combate à “cultura do descartável” com o distanciamento de uma postura de “insubstituível”.

in Voz de Lamego, ano 85/26, n.º 4323, 21 de julho

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