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Padre Joaquim Manuel Martins Pinto | Nas mãos de Deus | 1920-2015

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No passado domingo, dia 19, faleceu o Padre Joaquim Manuel Martins Pinto que recentemente havia assinalado o seu 95.º aniversário natalício. Tal como noticiado recentemente neste jornal, este sacerdote era o segundo mais velho do nosso presbitério. Faleceu em casa, no lugar de Vale do Porco, freguesia de Poço do Canto, onde residia há alguns anos com familiares.

Nas últimas semanas a sua saúde foi diminuindo deforma rápida, sendo socorrido em diversas ocasiões no hospital da Guarda. Apesar das visíveis limitações e do previsível desenlace, os seus familiares proporcionaram-lhe, até ao fim, os devidos cuidados que só uma família atenta e solícita pode oferecer. O Padre Joaquim Pinto era filho de Acácio Manuel Pinto e de Ana Joaquina Martins e nasceu em 5 de julho de 1920, na freguesia de Poço do Canto, concelho da Mêda, distrito da Guarda e diocese de Lamego.

Frequentou os nossos seminários e foi ordenado diácono na Sé de Lamego, em 17 /03/1945, e presbítero no mesmo local, em 01/07/1945, pelo bispo de então, D. Ernesto Sena de Oliveira.

Ao longo da sua vida sacerdotal, assumiu a paroquialidade de Alvarenga, a que se seguiram Gateira, Barreira, Coriscada, Rabaçal, Ranhados, Cedovim, Sebadelhe e Custóias. Quando as forças diminuíram retirou-se para a sua terra, amparado pelas suas gentes, continuando a auxiliar o seu pároco de acordo com as possibilidades.

O funeral realizou-se no dia 20 de julho, tendo a Eucaristia exequial sido presidida por D. Jacinto Botelho, nosso bispo emérito, na igreja paroquial de Poço do Canto, e o seu corpo foi sepultado no cemitério local. Para lá das quase duas dezenas de sacerdotes presentes, destaque para os muitos fiéis leigos que participaram nas cerimónias, vindos das diversas paróquias onde este irmão sacerdote havia sido pároco. Um gesto de estima e gratidão que se sublinha e muito diz da maneira de ser do Pe. Joaquim.

Na homília, D. Jacinto salientou as muitas qualidades deste sacerdote que, ao longo de 70 anos, serviu o Senhor nesta Igreja de Lamego. Entre o muito que fez, destaque para uma brochura, “O Rosário do Amor e da Felicidade”, publicada em 2006, onde nos ofereceu uma forma nova de rezar esta oração tão popular.

No final da celebração, D. Jacinto agradeceu também aos familiares que, de forma tão carinhosa e atenta, acompanharam e cuidaram do Pe. Joaquim Pinto. Louvando o Senhor pela vida e vocação deste nosso irmão, agradecemos a sua disponibilidade e missão sacerdotal em favor do Povo de Deus residente na nossa diocese.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 85/26, n.º 4323, 21 de julho

  1. Maria do Carmo soares Fernandes
    20/07/2015 às 15:11

    Um grande sacerdote, sempre ao serviço de Deus e das comunidades que pastoreou. A minha sincera homenagem a um homem/pastor que admirei e admiro! Saliento a sua alegria contagiante, humildade e espírito de sacrifício. Paz à sua alma! Acredito que já se encontra junto de Deus, onde continua a interceder por todos quantos com ele privaram e se entregaram às suas orações. Os meus sentimentos à sua família e amigos!

  2. 02/10/2015 às 16:50

    sinto-me orgulhosa de ter sido cunhada do Sr. Pe. Joaquim ele era sem duvida um sacerdote sempre disponivel para ajudar todos quantos solicitavam a sua ajuda .Era um verdadeiro amigo ,presente, dedicado atento,carinhoso e sempre bem disposto.

  3. Luis Amorim
    24/12/2015 às 19:49

    Confirmo a 100% esta declaração. Que Deus o tenha no eterno descanço .Luis Amorim

  4. clarisse monteiro
    01/06/2018 às 0:13

    Quanta saudade deixou o Sr. Pde Joaquim nos nossos corações! Foi uma pessoa maravilhosa que passou pelo nosso Cedovim. Tive a honra de com ele privar na minha adolescência, liderando o grupo coral, sendo lindas as missas por ele celebradas, tive a honra de ser ele a fazer a minha comunhão solene, o meu casamento e as minhas bodas de prata. Nas minhas bodas de prata ele já não era o nosso pároco mas eu fiz questão de lhe telefonar para estar connosco e concelebrar com o nosso amigo padre Manuel Peixoto nessa cerimónia. Tenho a tal brochura ( livro pequenino ) que falam nesta notícia e um lindo terço que ele nos ofereceu nas nossas bodas de prata. Era uma pessoa cheia de alegria e de energia que fazia ver a tantos jovens. Nas férias de estudante íamos apanhar a sua azeitona e, embora frio, os dias não custavam a passar pois com ele ao nosso lado fartavamo-nos de rir. Era contagiante a sua constante boa disposição. Foi um irmão e cunhado de excelência e um tio maravilhoso, daquilo que pude observar. Foi um privilégio ter a sua amizade e eu pessoalmente tenho para com ele uma enorme dívida de gratidão. Ele sabe qual é e apenas lhe peço que me continue a ajudar como numa altura muito especial da minha vida o fez. A sua família pode estar bem orgulhosa de o terem no seu seio e as gentes de Cedovim, onde eu me incluo, também. Bem-haja Padre Joaquim, jamais te esquecerei. Serás o meu eterno guia.

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