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Archive for 15/07/2015

Paróquia da Penajóia | MISSA NOVA | Pe. Fabrício Pinheiro

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No dia 12 de julho, a paróquia do Santíssimo Salvador da Penajóia, revestiu-se de festa, pois um dos seus filhos, o padre Fabrício António Pinheiro Correia, que tinha sido ordenado presbítero no dia 05, regressava à sua comunidade para celebrar a Missa Nova. À Penajóia acorreu um grande número de pessoas, destacando-se vários sacerdotes, entre os quais dois conterrâneos e dois antigos párocos.

Na homilia da celebração, o neo-sacerdote, apresentou o tema da missão como núcleo fundamental da liturgia desse domingo. Todos somos chamados, a exemplo de Amós e dos primeiros discípulos de Jesus a evangelizar os irmãos, mesmo que seja preciso desinstalarmo-nos.

No final da celebração foi apresentado um diaporama preparado pela família, onde se resumia o percurso vocacional do padre Fabrício. No final, o pároco, padre José Fernando, agradeceu a presença de todos, salientando as várias vocações que surgiram da comunidade. Terminou, lançando um repto: deixarmos de nos lamentar pelas vocações que surgem, e lembrar-mo-nos de dar graças a Deus, por aqueles que chama. O presidente da celebração, fez um oração de ação de graças onde agradeceu a Deus e à família tudo o que recebeu.

 Terminada a celebração da Eucaristia, o padre Fabrício ficou na igreja para receber os cumprimentos de todos os que desejassem. Houve ainda tempo para um momento de convívio no espaço da adega cooperativa da Penajóia, onde foi repartida uma refeição fraterna. Fazemos votos que o sr. padre Fabrício que saiba viver segundo o lema que escolheu para a sua ordenação presbiteral: “Para mim viver é Cristo” (Fl 1, 21) configurando-se com Cristo Bom Pastor.

SML, in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

ARCA E TITANIC | Editorial da Voz de Lamego | 14 de julho de 2015

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A Viagem Apostólica do Papa Francisco dá o tom à edição da Voz de Lamego desta semana, mas também a Missa Nova do Padre Fabrício, e também as Visitas Pastorais de D. António Couto às Paróquias de Várzea de Abrunhais e de Meijinhos, no Arciprestado de Lamego. Muitos outros temas, reflexões, notícias, eventos preenchem a Voz de Lamego que procura refletir a região e a diocese, a Igreja e o mundo.

A abrir a leitura, a ambientação do Editorial, do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, que nos fala da Arca de Noé e do Titatic, mas também da vida e da esperança e da proximidade.

ARCA E TITANIC

Nos primeiros anos do século passado, com o auxílio de novas técnicas e tecnologias, apoiados por novos materiais e habitados por grandes expectativas, os homens empenharam-se em construir um luxuoso e eficiente barco que ligasse a Europa à América em menos tempo e com maior segurança. Entre os muitos atributos divulgados, o epíteto de “inafundável” parecia o mais chamativo. Quem é que não sonha entrar num meio de transporte sem defeitos e com garantias de chegar “são e salvo”?

Mas, para tristeza de todos, o barco que fora construído com tanto cuidado e mestria para ser cómodo, seguro e rápido afundou-se na viagem inaugural sem nunca ter chegado ao destino.

Muitos séculos antes, sem a técnica e o saber que as gerações acumularam, com meios rudimentares e escassos materiais, a Bíblia diz-nos que Noé construiu uma Arca que lhe permitiu enfrentar o dilúvio.

Talvez a frágil barca não tenha servido para mais nada ou tenha sido desmantelada para edificar nova habitação, mas a verdade é que cumpriu a missão para que fora construída, permitindo salvar a vida e a esperança.

Quando o ser humano é descartável, a técnica monopoliza, o clique (distância) substitui o toque (proximidade), os mercados dominam, os números substituem as pessoas, a eficácia é exaltada, a misericórdia é esquecida, o espiritual perde visibilidade, o efémero e o exterior são endeusados… podemos dizer que a mensagem da Arca se perdeu.

Porque as cómodas instalações não fazem uma paróquia viva, os mais recentes electrodomésticos não fazem uma família feliz, muitas viagens podem não satisfazer os protagonistas, o conhecimento acumulado pode não ser sinónimo de sabedoria…

Só a paixão pode valorizar o simples e discreto, o frágil e aparentemente ultrapassado, a singularidade de cada um e a importância de todos para o cuidar de tudo.

in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015