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Visita Pastoral de D. António Couto na Paróquia de São Tiago de Sande

bispoemsande

De 25 a 28 de junho, decorreu a Visita Pastoral à paróquia de S. Tiago de Sande. Há meses que vínhamos preparando estes dias, com a informação devida, com a logística necessária e, sobretudo, com a oração intensa que colocamos nas celebrações comunitárias.

Começou na tarde do dia 25, com o acolhimento ao Senhor Bispo, no lugar e na Capela de Santa Luzia, situada entre as vinhas, num enquadramento de grande beleza natural. Demos as boas vindas ao nosso Bispo e escutámos as suas palavras que remetiam para o sentido da Visita Pastoral e para o exemplo de Santa Luzia, jovem cristã dos primórdios do cristianismo, que teve a coragem de dar testemunho de Cristo com a própria vida. Deste lugar, descemos, a pé, até ao interior da povoação, e em Pelo caminho, houve para com todos os que se cruzavam no percurso uma saudação e palavra amiga.

Seguiu-se um encontro com as crianças do Jardim de Infância e com os membros da Junta de Freguesia. Singelo e descontraído foi o encontro com os mais pequenos. As crianças são assim, a comer, a brincar ou a cantar. Significativo foi também o encontro com os membros da Junta de Freguesia, sendo a ocasião para o senhor Bispo conhecer um pouco mais a realidade geográfica, histórica e cultural, do passado e do presente, desta terra.

Pelas 16.30 horas, o espaço da igreja paroquial encheu-se com crianças, adolescentes e jovens, acompanhados por alguns pais e avós, para um encontro familiar. O senhor Bispo, sempre com palavras próximas do auditório, transmite uma mensagem de convocação para a missão, ilustrada com testemunhos da sua vida apostólica.

Este dia terminou, depois do jantar partilhado com os membros dos Conselhos da Paróquia, com um encontro com todos os colaboradores. Houve tempo e abertura para a partilha de ideias, experiências e projetos. O senhor Bispo ficou a conhecer quem são os colaboradores e a que setores da pastoral pertencem. Todos ouvimos palavras de coragem, incentivo e motivação para continuarmos a ser os primeiros, na linha da frente da evangelização, a falar e a testemunhar a fé e a condição de cristãos, e para que surjam novos serviços de apoio à pastoral no seio da comunidade.

A tarde do dia 26 foi de uma ternura ímpar. Dedicada aos doentes e aos idosos, aos mais fragilizados fisicamente. Levou-se aos que visitámos em casa e aos que recebemos na igreja uma “carícia de Deus”, pela presença, pela oração, ouvindo as histórias passadas marcantes e bem marcadas na vida destas pessoas. Em ambiente de verdadeiras igrejas domésticas, o Senhor Jesus deu-se, mais uma vez, em perdão, consolação e alimento nos sacramentos da Eucaristia e da Santa Unção.

Chegou o dia 28, domingo. Bem cedo, os mais novos se juntaram para embelezar o lugar e a rua por onde ia passar o nosso Bispo. Às 9.00h, chegou, recebido por grande número de pessoas, onde pontificavam os jovens que iam receber o sacramento da Confirmação. Palavras de saudação, ramo de flores e foguetes assinalaram este momento, que antecedeu a celebração da Missa. À entrada da igreja, o senhor Bispo beijou a cruz paroquial, num gesto profundamente reverencial para com Aquele que dá sentido e razão de ser a tudo o que nestes dias aconteceu.

Começou a Missa, ao som do cântico “Abba Pater”, cantado pelo nosso grupo coral, sempre harmonioso e disponível para solenizar as celebrações litúrgicas. Os jovens crismandos intervieram, ativamente, na celebração. Leram as leituras, a oração universal, cantaram, levaram as oferendas ao altar, ofereceram presentes, e agradeceram ao senhor Bispo, aos que os acompanharam ao longo dos dez anos de catequese e a quem colaborou na concretização de todos os atos do programa desta bela festa. Após a proclamação do Evangelho, o senhor Bispo fez a homilia, a partir dos relatos bíblicos deste domingo. Deus está connosco, Ele está no meio de nós, próximo de todos, com particular atenção para com os mais fragilizados. Um Deus que, em Jesus, não nos trata pelo que é óbvio, banal, mas antes por tudo o que cura por dentro, que desconcerta a vida para a reconstruir em novos moldes, como novas criaturas. Ele, o Senhor da Vida, “que era rico, fez-Se pobre para vos enriquecer com a sua pobreza” (2 Cor 8), cuida de nós como filhinhos, muitos amados. Dirigiu uma palavra de incentivo e desafiante aos jovens que, dentro de momentos, iam ser crismados. Assim aconteceu. Um a um, acompanhados pelo padrinho ou madrinha, receberam, pela unção feita na fronte, o Espírito Santo, o dom de Deus. Enriquecidos com mais esta graça sobrenatural, foi-se desfiando o terço de vinte e uma contas, botões de flores da família humana e cristã.

Terminou a Visita Pastoral e começou mais um troço da história desta comunidade, que agradece a Deus tudo quanto viveu nestes dias, no silêncio do coração, no cantinho espiritual da alma, no alegre convívio dos encontros, nas celebrações litúrgicas, nas ruas e nas refeições. Comunidade que quer estar alerta para acolher no seu seio a todos, crianças, jovens, adultos, idosos, famílias, os que têm saúde e os mais debilitados, e em estado de saída, para ir ao encontro dos que andam distantes. Sempre invocando a proteção de S. Tiago, que é o Padroeiro, e dá nome a esta Paróquia.

Pe. José Francisco, in Voz de Lamego, n.º 4320, ano 85/33, de 30 de junho de 2015

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