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CORPO DE DEUS | CANTEMOS COM ALEGRIA

Corpo Deus1

Cantemos com alegria

Assim começa o hino do Ofício de Leitura da Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, o nome dado pela Liturgia à Solenidade que mais se conhece por Corpo de Deus.

A Festa da Igreja começa no século XIII, com o Papa Urbano IV que, ainda membro do Cabido de Liége, na Bélgica, recebeu o segredo das visões de uma religiosa, freira agostiniana, que pedia uma festa anual para agradecer o sacramento da Eucaristia. O Cónego Tiago Pantaleão, eleito Papa, estende a Festa a toda a Igreja, antes de morrer, mas o movimento não morreu com o Papa, antes foi ganhando nova força ao longo dos anos. S. Tomás de Aquino escreveu os seus hinos, um dos quais ainda se canta nas nossas igrejas, traduzido que está para português, depois de usado ao longo de séculos na língua latina. Hoje tem um carácter universal muito forte e o novo Código de Direito Canónico publicado 1983 manteve a obrigação de se manifestar «o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia» e «onde for possível, haja procissão pelas vias públicas», garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.

Lamego deu razão ao velho Decreto e ao novo Código de Direito Canónico, com a celebração do Solene Pontifical (a Missa presidida pelo nosso Bispo) e a Procissão por algumas ruas da Cidade, com a participação do povo que manifestou com grande dignidade o seu amor à Santíssima Eucaristia. Estiveram presentes, além de Membros do Cabido da Catedral, Sacerdotes e Seminaristas, as Autoridades Civis e Militares, a Real Associação de Nossa Senhora da Conceição, Escuteiros, Patronato Nuno Álvares Pereira, Bombeiros Voluntários de Lamego; algumas paróquias enviaram a sua Cruz paroquial e o nosso povo cristão não esqueceu nem escondeu o seu amor à Santíssima Eucaristia. Na Sé fez-se ouvir o Coro da Catedral a solenizar a Eucaristia e a Procissão foi abrilhantada pela Banda de Magueija.

Muitas janelas e varandas ostentavam colchas e outros motivos de homenagem ao Santíssimo Sacramento e muitas pétalas voaram em direcção ao Senhor Sacramentado.

Das palavras do nosso Bispo falamos em página à parte e gostosamente oferecemos aos nossos leitores a possibilidade da sua leitura (Vd HOMILIA DE D. ANTÓNIO COUTO: AQUI).

A Cidade preparava a grande Festa do Dia Nacional, este ano aqui celebrada, mas não esqueceu a outra Festa de origem cristã, que se renova de ano para ano com um carácter tão a gosto do Povo português. Quem escreve estas palavras não esquece a quadra proclamada na homilia de uma das Procissões, celebrada em Lamego, e que diz bem da devoção portuguesa à Eucaristia:

«Há num Museu português

Um sacrário original

Um globo, lembrando o mundo,

Em que a porta é Portugal».

Quem a proclamou foi D. Fernando Cento, então Núncio Apostólico, em Portugal. Ouviram-na aqueles que subiram aos Remédios, recordam-na aqueles que ficaram contentes por este reconhecimento da devoção portuguesa e a souberam guardar ao longo dos anos.

Os altares-mores das nossas igrejas tradicionais ou mais antigas aparecem-nos em forma de trono, o que significa a honra e louvor com que a arte mostrou o amor português à Eucaristia. Como podemos esquecê-lo se temos tantos apelos à sua continuação e sinais a manifestá-lo?

 

P.e Armando Ribeiro,  in Voz de Lamego, n.º 4317, ano 85/30, de 9 de junho de 2015

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