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Archive for 10/06/2015

Visita Pastoral de D. António Couto em São Tiago de Magueija

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Neste momento de Ação de Graças, permita-me Sr. D. António Couto, que deixe uma Palavra de gratidão por este tão belo, rico e íntimo momento da Visita Pastoral. Creia, Senhor Bispo, que está o Pároco e, estão todos os paroquianos muito felizes pela presença e missão do Bispo diocesano entre nós.

O Sr. Bispo aproximou-se de nós e trouxe-nos a alegria, o conforto e a ternura de Deus. Quer ajudar-nos a crescer! A crescer na Fé, na amizade, no respeito, na união. Quer construir connosco uma verdadeira Família de Deus: unida para celebrar, rezar e confraternizar. Para isso, provocou-nos, deixou-nos testemunhos, laçou-nos desafios.

Desde os mais pequenitos até aos de mais idade o Sr. Bispo contagiou com a sua presença tão simpática, amiga e afável. Jamais esquecerei a simplicidade e a proximidade com que distribuiu sacramentalmente a ternura e a carícia de Deus ao administrar a Santa Unção que fez cair lágrimas de emoção e de gratidão, quer nas ruas da nossa terra, quer nas casas e nos leitos dos nossos idosos e doentes, quer na igreja onde ontem e pela primeira vez nesta comunidade, cerca de uma centena de pessoas recebeu este Dom do Amor de Deus pelos seus filhos.

A riqueza desta celebração (a beleza dos arranjos interiores e exteriores, a harmonia e o encanto dos cânticos e o fervor do povo que celebra) diz muito da nossa Fé que queremos sempre viva, da nossa Esperança que desejamos sempre alegre e da nossa Caridade que pretendemos sempre abundante.

Dentro de momentos ouviremos os compromissos dos adolescentes e logo de seguida assistiremos à consagração que estes meninos, adolescentes e jovens querem fazer a Nossa Senhora.  Depois faremos uma manifestação pública de fé pela procissão do Corpo de Deus no sentido de reforçarmos a consciência da presença de Jesus como alguém que está vivo na nossa vida.

O Almoço que será servido no polidesportivo do Cabeço e que conta com a presença de mais de 150 pessoas, teve o empenho e o trabalho gratuito e generoso de todos quantos conjugaram esforços para que nos pudéssemos sentar, em maior número possível, à mesa com o Sr. Bispo. O lema da Visita Pastoral: com o Bispo construir a Família de Deus, levou-nos a pensar numa verdadeira Família que se senta à mesa tendo à cabeceira o seu Pai.

Senhor Bispo, dê-nos a sua Bênção de Pai e Pastor.

Com muito carinho e amizade, agradecemos a visita, prometemos filial obediência e aguardamos os frutos destes dias tão intensamente vividos.

Pe. Hermínio Lopes, in Voz de Lamego, n.º 4317, ano 85/30, de 9 de junho de 2015

SAUDADE E GRATIDÃO | Editorial Voz de Lamego | 9 de junho

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A edição desta semana da Voz de Lamego tem como tema de capa o Corpo de Deus, apresentando no interior texto sobre esta celebração e a Homilia do Senhor Bispo D. António Couto. Na última página, exposição da Ordem de Santiago, da responsabilidade do Museu da Presidência da República, em parceria com a Câmara Municipal de Lamego e a Diocese de Lamego, no Museu Diocesano, assinalando o Dia de Portugal e das Comunidades, cujas comemorações se realizam na cidade de Lamego.

No interior do jornal, os ricos e diversos textos de reflexão, notícias da diocese e da região, a Visita Pastoral de D. António Couto na paróquia de São Tiago Maior de Magueija e o XII Festival da Canção de Mensagem (páginas centrais).

Vale a pena iniciar a leitura pelo Editorial, da responsabilidade do Diretor da Voz de Lamego, Pe. Joaquim Dionísio:

SAUDADE E GRATIDÃO

Amanhã é feriado nacional. Entres outras realidades, os portugueses vão assinalar festivamente a existência das comunidades lusas espalhadas por esse mundo fora. Em todas as nossas aldeias, vilas ou cidades encontramos antigos emigrantes ou famílias que esperam o período de férias para abraçar quem anda por longe.

Por causa disso, o grande Padre António Vieira afirmou que os portugueses são um povo que teve um pequeno torrão de terra para nascer e o mundo inteiro para viver. Somos assim: audazes para buscar novas realidades, capazes de nos adaptarmos às circunstâncias e de nos integrarmos nos novos espaços e culturas. Mas acompanha quem parte a preocupação de permanecer ligado às raízes e ao povo que deixou. Por causa disso, os portugueses inventaram a palavra “saudade” para traduzirem uma presença que se mantém viva, terem próxima uma herança de que se orgulham e preservarem uma identidade que os define.

Por isso, a nossa homenagem a todos quantos tiveram que partir e levaram consigo, não a revolta contra um país que não lhes deu condições, mas a vontade e a alegria de permanecerem unidos. E nunca será demais sublinhar os benefícios que o país conseguiu com esta gente trabalhadora e dedicada que partiu.

Lembrar, no dia 10 de Junho, as comunidades portuguesas da diáspora é assumir a nossa presença por esse mundo fora e agradecer a todos quantos, com a sua perseverança e boa vontade ajudam a manter viva uma cultura.

Mas é também um desafio aos governantes, para que reconheçam o esforço, dedicação e investimento que o país recebe com tais comunidades. E isso nem sempre acontece quando, por exemplo, se diminuem os serviços consulares ou não se facultam aulas de língua portuguesa. As nossas comunidades apreciam ser lembradas neste dia, mas anseiam por atenção todo o ano.

 

in Voz de Lamego, n.º 4317, ano 85/30, de 9 de junho de 2015