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Archive for 04/06/2015

COMUNICADO | CONSELHO PASTORAL DIOCESANO

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Decorreu no passado sábado, dia 30, na Casa de São José, a reunião do Conselho Pastoral Diocesano.

Após um momento de oração e com o lema do Plano Pastoral “Ide e Construí Com Mais Amor a Família de Deus” como pano de fundo, o nosso Bispo deu início aos trabalhos com um desafio que a todos deve inquietar: “ir ao encontro de todas as famílias e envolve-las na tomada de consciência do seu valor, dignidade e missão e incentivar a grande comunidade cristã que é a Diocese a construir com mais amor a família de Deus, à luz da Boa Nova de Jesus”.

Dando cumprimento à Agenda dos Trabalhos o Programa debruçou-se essencialmente sobre as Linhas Prioritárias do ano em curso com destaque para os Conselhos Paroquiais e Arciprestais, as Equipas Arciprestais de Animação Pastoral e as Escolas de Vivência da Fé. Com o objetivo de uma maior eficácia de reflexão e partilha constituíram-se 3 grupos de trabalho em que lhes foi pedido que fossem apontados sinais de crescimento, situações a superar e caminhos a percorrer no âmbito das já referidas linhas prioritárias.

A partilha apontou para as seguintes necessidades:

  • Uma maior aproximação e trabalho em rede entre os diversos Conselhos Pastorais e Arciprestais;

  • Necessidade constante de formação e corresponsabilidade de todos;

  • A importância de retiros espirituais centrados em momentos marcantes do calendário litúrgico;

  • Apostar mais nas Escolas de Fé.

Estas Escolas de Fé mais não são do que ajudar a aprender a viver como cristãos. E aqui devem-se envolver cada vez mais os adultos fornecendo-lhes as ferramentas necessárias de vivência cristã, de fermento na comunidade e de testemunho. Esta aposta tem a ver com o “tempo” que a Igreja dedica à população mais adulta uma vez que 90% das nossas forças são centradas nas crianças e jovens.

O dia terminou com a apresentação do esboço programático da celebração do Dia da Família Diocesana a decorrer no dia 27 de junho de 2015.

João Ferraz, in Voz de Lamego, n.º 4316, ano 85/29, de 2 de junho de 2015

COMUNHÃO PASCAL | HOSPITAL DE LAMEGO

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Mais uma vez se cumpriu a tradição.

Sábado, 30 de Maio, o Hospital de Lamego entrou em festa, e mais uma vez corredores e átrios se encheram de flores em ramos, arranjos e magníficos tapetes que receberam todos quantos iam chegando para se juntar a doentes e funcionários e celebrar a Comunhão Pascal e o Dia do Hospital de Lamego.

Honrou-nos com a sua presença D. António Couto, acompanhado pelo Vigário Geral, Monsenhor Joaquim, pelo Pro-Vigário, Dr. João, Cónego José Ferreira, Pe. Joaquim Dionísio e o nosso capelão Pe. Ricardo, ainda convalescente de um grave acidente, mas a recuperar bem, graças a Deus.

A Leandra, acólita na Sé, deu mais uma vez o seu generoso contributo, disponível como uma boa cristã.

A sessão solene com que se deram as boas-vindas aos participantes contou com um emotivo tributo aos funcionários aposentados em 2014 e a algumas instituições que de modo especial colaboraram com o nosso hospital; um agradável momento musical fez a transição para uma interessantíssima conferência, proporcionada pelo Dr. José Pessoa, que de modo muito claro e que prendeu a atenção de toda a assembleia, nos falou sobre a história dos Hospitais e da Medicina em Portugal e, em particular, do Hospital de Lamego – fica o curioso facto de, nos tempos do Marquês de Pombal, um registo a pedido deste efetuado, revelar que o Hospital de Lamego, então a funcionar no edifício do atual Teatro Ribeiro Conceição, dispunha de “60 camas, 2 médicos e 2 cirurgiões em permanência, 4 enfermeiros e vários serviçais”…um grande hospital, tendo em conta que a população era bastante menor que a atual! Comovente o cuidado (registado!) da Misericórdia que todos os dias enviava um dos Irmãos para provar a comida que era servida aos doentes e vigiar a sua distribuição!

No início do séc. XIX inaugura-se o Hospital de D. Luís nas instalações do “Hospital Velho”, que nos serviu por mais de um século e que muitos dos lamecenses lembram com carinho e saudade – lá encontraram ajuda para os seus males e aflições, lá nasceram muitos deles e seus filhos, lá viram partir para o Pai os familiares que Ele entendeu levar…

Mantém intacta a estrutura inicial, influenciada pelo grande médico português Ribeiro Sanches (mais conhecido por ter sido o médico de confiança de Catarina da Rússia), com realce para os fabulosos azulejos do átrio da entrada que retratam vários personagens da religiosidade popular ligadas à cura e tratamento dos doentes e, entre as quais, em respeito às crenças locais, figura o Heitorzinho do Loureiro, pessoa de grande fé e bondade, que muitos consideram ser intercessor junto de Deus pela saúde dos seus conterrâneos; também as galerias de ferro forjado são dignas de admiração pela beleza e graciosidade com que emolduram o repousante jardim central, local de descanso e relaxe de muitos utentes (a quem a deambulação era possível) e dos seus familiares.

Após a inauguração de um “pequeno museu” no hall de entrada que permitirá o contacto dos visitantes com o passado do Hospital e das instalações da Casa do Pessoal, há muito aguardadas, teve início a Eucaristia celebrada por D. António Couto, concelebrada pelos senhores Padres anteriormente referidos e abrilhantada pelo Coro dos Funcionários do Hospital com ajuda vocal e instrumental de jovens voluntários da cidade. Foi para todos tocante a homilia de D. António Couto que, com notável compreensão do papel, por vezes muito difícil, de quem trabalha neste tipo de instituições, conseguiu fazer-nos pensar no papel que o Espírito Santo tem no coração e na inteligência de cada um de nós ao tornar-nos agentes de compaixão e amor, ao  fazer nos ver a Deus no Outro que sofre, olhar e admirar O filho de Deus no doente, vê-lo nosso irmão e adorar a Deus através da nossa atuação, da nossa doação, dando apoio, carinho e felicidade a quem só tinha dor; fazer deste local, inicialmente de sofrimento, um local de confiança e felicidade, de EUTROPIA!

Estimulados e entusiasmados com estas palavras, o nosso trabalho será mais leve, pois sabemos que o fazemos por Ele, ABBA!

Por Ti Pai, trazemos o Amor e a Ternura da Igreja todos os dias para dentro deste Hospital!

Podíamos ser apenas funcionários, fazer apenas a nossa obrigação, cumprir apenas os nossos contratos…mas os nossos irmãos merecem mais! E por Amor a Deus, vamos dar-lhes o Amor que Ele nos deu a nós! Com esta certeza fortalecida, enchemos os corredores, saímos da capela e, envoltos em cânticos de louvor, seguimos a imagem de Cristo e o nosso Bispo para visitarmos com renovado ânimo os doentes e seus familiares, que receberam Deus com alegria comovente.

Com a felicidade de uma tarde tão bem passada, as conversas e comentários trocaram-se acompanhados por um apetitoso lanche servido no nosso refeitório e que encerrou do melhor modo esta confraternização anual que é, com estas características, única a nível hospitalar.

Até para o ano, e esperamos contar novamente com todos os que estiveram e com muitos mais lamecenses que a nós se quiserem juntar.

Esta é a CASA de todos!

I.M., in Voz de Lamego, n.º 4316, ano 85/29, de 2 de junho de 2015