Início > Editorial, , Mensagem, Opinião > TEMPO E RITMO | Editorial Voz de Lamego | 2 de junho de 2015

TEMPO E RITMO | Editorial Voz de Lamego | 2 de junho de 2015

editorial_VL_2junho2015

A primeira edição de junho dá especial destaque, a partir da primeira página, à Peregrinação do Arciprestado de Lamego ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, notícia desenvolvida no interior da Voz de Lamego. Outro tema, com o programa oficial apresentado é a comemoração do Dia de Portugal, este ano na cidade de Lamego. Os habituais textos de reflexão, abordando temáticas que nos desafiam a pensar e a melhorar a nossa vida na relação com os outros, com o mundo e com Deus. Chamada de atenção para a entrevista feita pelo reverendo Pe. Justino ao Selecionador Português, eng. Fernando Santos, católico convicto e assumido…

O Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, no Editorial desta semana, ajuda-nos a refletir sobre o tempo, o cronológico, e o que nos dá a oportunidade de nos encontrarmos com Deus:

TEMPO E RITMO

Com a chegada o mês de Junho, tomamos consciência de que metade do ano está passada e temos a tentação de repetir que “o tempo voa” e que “não dá para tudo”. Diante do relógio que marca, assume-se o receio perante o escoar do tempo (kronos) irrepetível que não pára, concluindo que é um tirano que passa e desaparece sem atender a desculpas e sem segundas oportunidades!

Para o crente, também ele sujeito ao tempo que passa e não volta (kronos), o tempo é, sobretudo, o momento oportuno para o encontro com Deus, em que o Criador mostra a sua proximidade e oferece misericórdia e dedicação. O tempo deixa, então, de ser um bem raro, escasso, passageiro, transitório, para ser um lugar de encontro, o momento certo, a oportunidade que traz a possibilidade (kairós).

O tempo é limitado e, por conseguinte, deve ser vivido de forma consciente e cuidadosa. Para isso, é importante ter e manter o ritmo. Porque a ausência deste pode fazer com que alguém, apesar de poder dispor de tempo (kronos), perca o momento de graça e a possibilidade (kairós).

Confundir a perda de ritmo com uma crise de tempo, pode ser apenas uma desculpa para a irresponsabilidade ou o comodismo. Só o ritmo nos permite viver o tempo, já que é ele que dá conteúdo ao tempo. Como alguém disse “o ritmo é que produz o tempo; o relógio apenas o mede”.

O ritmo dá harmonia a qualquer coisa no tempo e ordena-a convenientemente, tal como afirmou Marius Schneider: “o ritmo é a liberdade ao serviço da ordem”. E se é salutar para o individuo, tem também uma função social: o ritmo une.

Oxalá o relógio não nos apanhe atrasos e, sobretudo, que o Senhor do tempo não nos encontre distraídos.

in Voz de Lamego, n.º 4316, ano 85/29, de 2 de junho de 2015

  1. Ainda sem comentários.
  1. No trackbacks yet.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: