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Archive for Maio, 2015

Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima em Lamego

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A Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima vai percorrer as Dioceses portugueses. No dia 13 de maio partiu do Santuário de Nossa Senhora de Fátima para a Diocese de Viseu. Na nossa Diocese de Lamego estará a partir do dia 26 de julho até ao dia 9 de agosto, data em que será recolhida, regressando ao Santuário de Fátima, para depois das férias voltar às outras dioceses. Esta iniciativa enquadra-se nas comemorações do Centenário das Aparições de Fátima, que se celebra em 2017.

Veja as datas da Visita da Imagem Peregrina nas diferentes Zonas Pastorais da Diocese de Lamego, culminando na cidade-sede da Diocese.

A imagem vem dentro de um carro, resguardada por uma proteção de vidro, semelhante a um dos papas-móveis.

Na Diocese de Lamego, a imagem passará de uma a outra Zona Pastoral às 18h00. O dia indicado no calendário é o da receção.

Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao país

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O bispo de Leiria-Fátima manifestou a esperança de que a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora às dioceses de Portugal, iniciada na semana passada, na diocese de Viseu, contribua para uma sociedade cada vez mais justa e solidária. “Sê conselho dos que governam e dos que trabalham pela paz e olha para a condição dos que vivem as dificuldades do mundo contemporâneo”, exortou D. António Marto, na oração de envio da imagem peregrina, que durante os próximos 12 meses estará de passagens por todas as dioceses portuguesas.

Numa intervenção proferida no final da Missa de encerramento da peregrinação internacional de maio, na Cova da Iria, o prelado pediu a Maria que “acolha com solicitude materna o grito de louvor e a súplica de todos os que, em cada lugar de Portugal, procuram a força da sua intercessão” e “trabalham por um mundo melhor”. Apelou ainda à intercessão de Nossa Senhora para “os bispos, presbíteros e diáconos” de cada diocese, para que Maria seja “o alento de todos os consagrados, a alma de cada família e a alegria dos agentes de pastoral”.

A passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima pelo país está englobada na preparação das comemorações do centenário das aparições, marcado para 2017. O início da iniciativa, na última quarta-feira, foi acompanhado por mais de 200 mil peregrinos, dos mais variados países e continentes, que encheram o Santuário de Fátima nas cerimónias 12 e 13 de maio, presididas este ano por D. Raymundo Damasceno Assis, cardeal-arcebispo de Aparecida.

Após deixar o Santuário de Fátima, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima fará de carro o seguinte percurso por Portugal: Viseu, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança-Miranda, Lamego, Coimbra, Guarda, Portalegre-Castelo Branco, Setúbal, Évora, Beja, Algarve, Santarém, Lisboa, Madeira, Aveiro, Açores, Porto, Leiria-Fátima.

A primeira imagem peregrina, feita segundo indicações da irmã Lúcia, foi oferecida pelo bispo de Leiria e coroada pelo arcebispo de Évora a 13 de maio de 1947, tendo desde esta data, por diversas vezes, percorrido o mundo inteiro.

in Voz de Lamego, n.º 4314, ano 85/27, de 19 de maio de 2015

VISITA PASTORAL DE D. ANTÓNIO COUTO A CAMBRES

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Não cabem em poucas palavras os acontecimentos vividos e muito menos nas imagens que limitam o espaço e não transpõem o tempo. Nem umas nem outras transmitem os sentimentos. A palavra é símbolo que torna presente a realidade, mas simultaneamente escamoteia os factos: enfatiza-os ou emudece-os.

Impelido pela força da obrigação muito mais do que pela vontade, deslizo em pequena reportagem para comungar com todos os leitores que irão reescrever este texto, os 4 dias em que se resumiu a Visita Pastoral, em paróquia de muita extensão, embora muito menos povoada que outrora, não há muito, situada nas encostas do Douro e entrelaçada a duas cidades que lhe dão vida ao mesmo tempo que lhe retiram a sua própria entidade, esfacelando-a, cada uma, com os mais cobiçosos atrativos.

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Começamos no dia 9, com a jornada dos jovens crismandos de Cambres, Sande, Valdigem e Figueira. O dia decorreu em reflexão de grupos conjuntos, sobre a mesma temática, abordando-a diversamente e sobre diferentes ângulos. A presença do Senhor Bispo permitiu-lhes uma reflexão aprofundada sobre o sacramento do Crisma e a acção do Espírito Santo. Momento forte de convívio foi o almoço condignamente preparado pela cozinha do nosso Centro Paroquial e servido pelos párocos, em testemunho de diaconia e de humildade. Decorreu com muita dignidade, permitindo aos jovens partilha de amizades. A tarde serviu, de novo, para em breve síntese corroborada pelas novas tecnologias evidenciar quer os textos bíblicos quer o sentido da simbologia sacramental.

O dia terminou na igreja paroquial, com um tempo suficiente de oração partilhada pela maioria dos participantes.

O dia 14 de Maio foi dedicado às crianças da nossa escola e infantário que  receberam com muita alegria e carinho o Senhor Bispo que procurou sentir-se pequenino para lhes falar em linguagem perceptível. Saudado por uma criança e brindado com malmequeres pelas mãos de todas foi cumprimentado pelos dedicados professores, terminando este encontro com cânticos preparados pelo professor de música.

Na igreja iria decorrer outro maravilhoso encontro com os doentes e idosos, celebrando a Eucaristia e também o sacramento da Santa Unção. De novo no nosso Centro Social seria servido o almoço aos idosos, professores e algumas crianças a que se juntaram com muito carinho os Membros da nossa Conferência Vicentina.

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No dia 16 de Maio, teve lugar a Procissão das velas com o andor de Nossa Senhora de Fátima, foram centenas e centenas de pessoas numa grande avalanche de Fé que desceram do nicho de Santa Bárbara e subiram a colina do Castro Romano onde se situa a Igreja paroquial, cantando e rezando. Não teríamos a visão impressionante de Fátima em 12 de Maio, mas tínhamos o calor e a força do Espírito que de Fátima desceu até nós. O Senhor Bispo que presidiu, depois da jornada da Juventude, procurou dar voz aos tapetes de flores que lindamente engalanavam os caminhos por onde passava o andor e também às muitas pétalas que eram espalhadas, em cada recanto. O dia culminou com cânticos de adoração ao Senhor que pelas mãos do nosso Bispo haveria de nos abençoar. A Eucaristia celebrada e adorada é a fonte e cume da vida da Igreja e por isso também de cada cristão.

Dia 17 de Maio, dia de múltiplas recordações para mim, lembrando outros acontecimentos e outras visitas pastorais, tornou-se o grande dia preparado, desde há muito, pelo menos durante 2 anos, como dia que o Senhor Fez, domingo da Ascensão e de Pentecostes. Ele, o Senhor Jesus sobe e Ele, o Espírito Santo desce, neste dualismo de linguagem que não é, senão figura duma realidade muito maior. Limites da linguagem humana que não contém, muito menos aprisiona a realidade. Deus está sempre, porém as suas manifestações são temporais porque implicam também o homem na sua temporalidade.

Pelas 10h30 o senho Bispo foi recebido no largo da Corredoura ao som da nossa querida Banda Marcial de Cambres, enquanto a nossa Junta de Freguesia o cumprimentava e saudava com alguns foguetes bem como todas as instituições da freguesia e da paróquia. Algumas crianças da catequese ofereceram lindas flores. Seguiu-se o ritual litúrgico próprio das visitas pastorais e já dentro da igreja  foi saudado por um jovem, em nome dos acólitos e de toda a paróquia e invocou S. Martinho, nosso padroeiro.

Depois de paramentado na sacristia, seguiu-se o cortejo litúrgico, precedido pelo grupo de acólitos e acompanhado por alguns sacerdotes. Os trinta e quatro crismandos com seus familiares, ocupavam já o seu lugar, logo seguidos dos elementos de escoteiros do AEP. Que ostentavam com garbo a bandeira nacional e do scoutismo.

A celebração litúrgica desenrolou-se até à homilia, onde mais uma vez o Senhor Bispo convidou os crismandos e todos os cristãos que enchiam por completo a nossa igreja, apesar de outros acontecimentos decorrerem, em simultâneo nas cidades limítrofes, a viverem o sacramento e a deixarem-se conduzir pelo Espírito Santo. Tudo decorreu com muito agrado e com o brilhantismo que o nosso grupo coral coadjuvado por alguns instrumentos musicais sempre impõe em todos os atos em que participa.

Não consigo agradecer a cada um pessoalmente e muito menos ao Senhor Bispo, mas cada um à sua maneira, foi expressando o seu contentamento. No almoço que se seguiu com a presença de todas as instituições e organizações e de uma bela representação de Valdigem,  entregou-se a chave deste acontecimento a esta paróquia que se segue no encadeamento das visitas a nível arciprestal.

De tarde agradecemos a Nossa Senhora de Fátima com a Eucaristia em Sua honra e respectiva procissão. Tal como em dia de Pentecostes Ela esteve e estará com o Seu povo.

Pe. Bouça Pires, in Voz de Lamego, n.º 4314, ano 85/27, de 19 de maio de 2015

VISITA PASTORAL DE D. ANTÓNIO COUTO A VALDIGEM

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Na semana de 10 a 17 de Maio decorreu a Visita Pastoral à paróquia de S. Martinho de Valdigem.

Já no dia 9 os jovens crismandos tinham tido o seu encontro com o nosso Bispo, em Cambres, onde viveram uma jornada de reflexão e oração em conjunto com os Jovens das paróquias de Cambres, Sande, Figueira e Queimadela.

Foi no dia 13, pelas 17.30, que o Senhor Bispo se deslocou pela primeira vez a Valdigem para a celebração da Eucaristia, na capela de Nossa Senhora da Conceição, lugar emblemático da paróquia. Foi administrado o Sacramento da Santa Unção aos doentes e idosos. Foram muitas as pessoas que acolheram o dom da Santa Unção, num clima de serenidade e de alegria. Sentimos profundamente as palavras do nosso Bispo: “ A Santa Unção é uma carícia de Deus no rosto dos seus filhos… Este não é o sacramento da morte, mas da vida.”

Um tarde em “visitas”

No dia 14 das 15.30 até às 23.00, o Senhor Bispo foi presença amiga e próxima de todos. Começou pela visita ao Jardim de Infância, oportunidade para se respirar o ar sempre puro e terno das crianças. Seguiu-se a visita à Associação Amigos de Valdigem. Aqui um momento de convívio informal com os idosos, em Atividades de Tempos Livres e membros da Associação. Para todos ficou uma palavra de incentivo e de esperança.

Pelas 17.00 foram visitados os doentes que não puderam estar presentes na celebração do dia anterior. Já sabemos como é nestas visitas. É uma riqueza para todos: para os doentes visitados e suas famílias e para aqueles que vão. Foi isso que sentiram os que acompanharam o Senhor Bispo naquela tarde.

Essa visita foi também oportunidade para percorrer grande parte das ruas de Valdigem e de entrar na capela das Brolhas, capela particular, mas que tem estado também ao serviço da comunidade.

O Encontro com os colaboradores paroquiais

Esta tarde muito intensa e rica prolongou-se pela noite com o encontro convívio com os Colaboradores Paroquiais. Foi apresentada ao Senhor Bispo a paróquia nos seus órgãos de participação, serviços e movimentos. Também estiveram presentes os representantes das instituições civis e sociais que por si mesmas existem em função da comunidade. Num clima de à vontade, e enquanto decorria a refeição,  o Grupo de Jovens apresentou a comédia “um médico à rasca”, tornando ainda o ambiente mais descontraído e agradável. Na oportunidade o Senhor Bispo tomou a palavra, agradecendo o empenho dos presentes na missão da paróquia e de todos aqueles que servem a comunidade. Incentivou a um empenhamento sempre renovado e cada vez mais alargado e envolvente de outras pessoas. Relevou a importância do novo serviço a criar na paróquia: o apoio aos doentes com a instituição dos Ministros Extraordinários da Comunhão.

Catequese sobre a família

No dia 15, pelas 21.00 foi o encontro com as famílias, numa mensagem especialmente dirigida aos casais, mas enriquecedora para todos. A envolvência humana era significativa: crianças, jovens, adultos… Foram as Crianças e Adolescentes da Catequese que tiveram o encargo da animação deste encontro cantando algumas canções.

O Senhor Bispo fez uma reflexão sobre a família a partir dos relatos bíblicos da criação e da Carta de S. Paulo aos Coríntios (Cor 7), fazendo sobressair a riqueza da mensagem numa tonalidade simples e acessível a todos:

“O Homem é chamado a dominar o mundo pela doçura da palavra. Quando gritamos, gritamos para quê? Deus cria, dizendo, falando. Nós devíamos ser domadores de circo, dominando a animalidade que anda aqui, dentro de nós…

A humanidade é feita por dois lados. Destruir um dos lados do ser humano é destruir a humanidade… Dois seres, um ao lado do outro…. Destruir o lado de fora de uma janela, é destruir o lado de dentro.”

Eucaristia final – Sacramento da Confirmação

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No domingo, dia 17, pelas 16.00 decorreu a Eucaristia final com a administração do Sacramento do Crisma a vinte e um jovens e três adultos.

A receção ao Senhor Bispo foi feita no exterior da Igreja paroquial, com uma saudação de acolhimento proferida pelo senhor presidente da Junta de Freguesia. A Eucaristia foi intensamente vivida por todos. Concelebraram, além do Pároco, também os padres José Ferreira, António José e Excelso, frutos nobres desta paróquia.

Para lá do sentido de missão que perpassou nas palavras do Senhor Bispo em relação ao caminhar pastoral desta comunidade cristã, foi relevante também o gesto para com aqueles que vão servir a comunidade como Ministros Extraordinários da Comunhão, numa atenção especial às pessoas doentes e idosas.

Depois da Eucaristia houve ainda tempo para um lanche/convívio organizado pelos que receberam o Crisma.

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Saudades do futuro

A Visita Pastoral terminou. Mas cresceu em nós o gosto de sermos Igreja e a vontade de continuar nos caminhos da Boa Nova de Jesus. Servem-nos as palavras do Pároco no início da Eucaristia e o testemunho de um dos participantes:

“À expectativa inicial, seguiu-se a alegria de termos  entre nós o nosso Pastor. A Visita ainda não acabou e já cresceu em nós a esperança. A esperança e a vontade de continuar a caminhar para que a nossa comunidade cristã, seja mais comunidade e mais cristã, com um renovado sentido missionário; onde todos sintam mais gosto em viver e tenham por fundamento a Jesus Cristo, como o grande sentido da vida.”

“ Estes dias foram momentos muito felizes e divertidos, que ficarão na nossa memória…”.

 Pe. José Manuel Melo, in Voz de Lamego, n.º 4314, ano 85/27, de 19 de maio de 2015

DONS PARA FRUTIFICAR | Editorial Voz de Lamego | 19 de maio

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O destaque da capa da Voz de Lamego, nesta edição, vai para a XXX Jornada Diocesana da Juventude, com o desenvolvimento nas páginas interiores; chamada de atenção para as comemorações de Portugal, a 10 de junho, na cidade de Lamego. No interior, diversas propostas de reflexão, sobre temas variados, as habituais notícias da Diocese e da região. Além das jornadas juvenis, também as Visitas Pastorais de D. António Couto, a Cambres e a Valdigem, merecem uma atenção particular.

O melhor mesmo é folhear a Jornal, ver os temas de primeiro interesse, ler e/ou refletir, alargando a leitura aos outros textos. Comecemos pelo Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, que em vésperas da solenidade do Pentecostes, nos faz refletir sobre o Espírito Santo e os DONS que Deus nos dá para colocarmos ao serviço uns dos outros, da Igreja e do mundo:

DONS PARA FRUTIFICAR

A Igreja celebrará, no próximo domingo, a festa do Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade e expressão do amor do Pai e do Filho, anunciado e prometido por Cristo para defender, acompanhar e guiar os seus discípulos, levando-os a participar no amor de Deus.

O Antigo Testamento fala do “Espírito de Deus”, força divina que se vislumbra em alguns homens, tornando-os capazes de pensamentos, palavras e gestos que manifestam a intervenção do próprio Deus. Estes enviados são profetas e reis de quem se diz serem “ungidos” do Espírito de Deus. Tudo culmina com o Messias, o “ungido” por excelência, que poderá dizer “o Espírito do Senhor está sobre mim…”

Deus concede dons ao homem para o ajudar no exercício e crescimento das virtudes teologais e humanas. Tomando por base um texto profético (Is 11, 2-3), eis os sete dons do Espírito Santo: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus (CIC 1831).

Pela sua parte, o homem deve trabalhar para fazê-los crescer, tal como a frágil semente exige cuidados e atenção para se tornar planta. É pelo esforço e perseverança que tais dons produzirão frutos, cuja lista se inspira em São Paulo: caridade, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência, castidade (CIC 1832).

Neste particular, é significativo que a tradição da Igreja tenha retido uma lista de doze frutos do Espírito Santo, um número pleno de simbolismo. Face aos sete dons, símbolo da recriação do homem, os doze frutos representam a fecundidade da vida do Espírito. A lista, inspirada em Gal 5, 22-23, sublinha o esforço humano para traduzir na vida os dons recebidos.

Como na parábola dos talentos, cabe a cada um mostrar que tais dons não lhe foram concedidos em vão.

 

in Voz de Lamego, n.º 4314, ano 85/27, de 19 de maio de 2015

MMF – Movimento da Mensagem de Fátima – Apoio aos peregrinos

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Uma peregrinação é uma viagem realizada por um devoto a um lugar considerado sagrado, geralmente, um santuário. Um dos motivos para a viagem é a fé. O homem põe-se ao caminho à procura de Deus ou atraído pelo o encontro com Ele. Citando o boletim anual do Movimento da Mensagem de Fátima, pela palavra do Cónego Emanuel Silva, “…fazer uma peregrinação significa que estamos em viagem, que é sempre uma viragem também. E, por isso, mais do que apenas sair porta fora, tomar um itinerário traçado e percebido num mapa, peregrinar é ousar cruzar os novos caminhos”. “Saímos de casa e estamos a sair de nós”. No caminho deveremos refletir, rezar, descobrir no outro um irmão e amá-lo, procurar ficar mais perto de Deus.

Só assim se compreende um tão grande sacrifício como este da peregrinação a pé, ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima. A inspiração de tantos peregrinos para esta viagem, vem da própria Mãe de Jesus que decidiu fazer uma peregrinação do Céu à Terra e aparecer aos pastorinhos na Cova da Iria para nos aproximar de Deus, com suas “doces palavras”.

É, também, com o intuito de ajudar Nossa Senhora, no sua missão de medianeira entre nós e Deus, que o MMF, na Diocese de Lamego, todos os anos realiza a tarefa de acolhimento e apoio aos peregrinos a pé, que por aqui passam a caminho do Santuário de Fátima, para as comemorações dos dias 12 e 13 de Maio. Em Lamego, nas instalações da Obra Kolping e, em Castro Daire no edifício da Santa Casa da Misericórdia e Bombeiros Voluntários, os peregrinos recuperam forças e ânimo para continuar a viagem. Para que isso seja possível o Secretariado Diocesano do MMF de Lamego conta com a ajuda de alguns voluntários que, no sentido de responderem aos apelos de Nossa Senhora, trabalham alegremente durante estes dias, para que aqueles que caminham para Fátima, melhor aproveitem a sua “peregrinação”. O espírito de entreajuda, a sã camaradagem e a oração estão presentes nestas equipas que, à sua maneira, fazem também uma peregrinação espiritual. No dia 4 de Maio, em Lamego, o Assistente Espiritual Diocesano, Padre Vasco Pedrinho, disponibilizou-se para acolher os peregrinos na Reconciliação. A seguir foi celebrada a Eucaristia para que pudessem continuar a sua viagem mais reconfortados.

Destacamos também, em Lamego, a colaboração das FARMÁCIAS PARENTE, SANTOS MONTEIRO e AVENIDA, BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS, REAL GASTRONOMIA, FRUTAS DOURO SUL e o SR. JOSÉ DA SILVA através da TASQUINHA DO 21, na Rua da Seara. Também em Castro Daire, queremos destacar a ajuda da SANTA CASA DA MISERICÓRDIA, do CAFÉ PADARIA “O TROMPETE”, da PADARIA DE LAMELAS e, muito especialmente, os BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS.

A todos os que quiseram colaborar o nosso bem-hajam.

Pedimos a Nossa Senhora que a todos encha de suas graças e bênçãos.

 

O Secretariado Diocesano, in Voz de Lamego, n.º 4313, ano 85/26, de 12 de maio de 2015

Mensagem do Papa para o 49.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

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MENSAGEM do PAPA FRANCISCO para o XLIX DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

COMUNICAR A FAMÍLIA:

ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor

17 de Maio de 2015

 

O tema da família encontra-se no centro duma profunda reflexão eclesial e dum processo sinodal que prevê dois Sínodos, um extraordinário – acabado de celebrar – e outro ordinário, convocado para o próximo mês de Outubro. Neste contexto, considerei  oportuno que o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais tivesse como ponto de referência a família. Aliás, a família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. Voltar a este momento originário pode-nos ajudar quer a tornar mais autêntica e humana a comunicação, quer a ver a família dum novo ponto de vista.

Podemos deixar-nos inspirar pelo ícone evangélico da visita de Maria a Isabel (Lc 1, 39-56). «Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”» (vv. 41-42).

Este episódio mostra-nos, antes de mais nada, a comunicação como um diálogo que tece com a linguagem do corpo. Com efeito, a primeira resposta à saudação de Maria é dada pelo menino, que salta de alegria no ventre de Isabel. Exultar pela alegria do encontro é, em certo sentido, o arquétipo e o símbolo de qualquer outra comunicação, que aprendemos ainda antes de chegar ao mundo. O ventre que nos abriga é a primeira «escola» de comunicação, feita de escuta e contacto corporal, onde começamos a familiarizar-nos com o mundo exterior num ambiente protegido e ao som tranquilizador do pulsar do coração da mãe. Este encontro entre dois seres simultaneamente tão íntimos e ainda tão alheios um ao outro, um encontro cheio de promessas, é a nossa primeira experiência de comunicação. E é uma experiência que nos irmana a todos, pois cada um de nós nasceu de uma mãe.

Mesmo depois de termos chegado ao mundo, em certo sentido permanecemos num «ventre», que é a família. Um ventre feito de pessoas diferentes, interrelacionando-se: a família é «o espaço onde se aprende a conviver na diferença» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 66). Diferenças de géneros e de gerações, que comunicam, antes de mais nada, acolhendo-se mutuamente, porque existe um vínculo entre elas. E quanto mais amplo for o leque destas relações, tanto mais diversas são as idades e mais rico é o nosso ambiente de vida. O vínculo está na base da palavra, e esta, por sua vez, revigora o vínculo. Nós não inventamos as palavras: podemos usá-las, porque as recebemos. É em família que se aprende a falar na «língua materna», ou seja, a língua dos nossos antepassados (cf. 2 Mac 7, 21.27). Em família, apercebemo-nos de que outros nos precederam, nos colocaram em condições de poder existir e, por nossa vez, gerar vida e fazer algo de bom e belo. Podemos dar, porque recebemos; e este circuito virtuoso está no coração da capacidade da família de ser comunicada e de comunicar; e, mais em geral, é o paradigma de toda a comunicação.

A experiência do vínculo que nos «precede» faz com que a família seja também o contexto onde se transmite aquela forma fundamental de comunicação que é a oração. Muitas vezes, ao adormecerem os filhos recém-nascidos, a mãe e o pai entregam-nos a Deus, para que vele por eles; e, quando se tornam um pouco maiores, põem-se a recitar juntamente com eles orações simples, recordando carinhosamente outras pessoas: os avós, outros parentes, os doentes e atribulados, todos aqueles que mais precisam da ajuda de Deus. Assim a maioria de nós aprendeu, em família, a dimensão religiosa da comunicação, que, no cristianismo, é toda impregnada de amor, o amor de Deus que se dá a nós e que nós oferecemos aos outros.

Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra… é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade. Reduzir as distâncias, saindo mutuamente ao encontro e acolhendo-se, é motivo de gratidão e alegria: da saudação de Maria e do saltar de alegria do menino deriva a bênção de Isabel, seguindo-se-lhe o belíssimo cântico do Magnificat, no qual Maria louva o amoroso desígnio que Deus tem sobre Ela e o seu povo. De um «sim» pronunciado com fé, derivam consequências que se estendem muito para além de nós mesmos e se expandem no mundo. «Visitar» supõe abrir as portas, não encerrar-se no próprio apartamento, sair, ir ter com o outro. A própria família é viva, se respira abrindo-se para além de si mesma; e as famílias que assim procedem, podem comunicar a sua mensagem de vida e comunhão, podem dar conforto e esperança às famílias mais feridas, e fazer crescer a própria Igreja, que é uma família de famílias.

Mais do que em qualquer outro lugar, é na família que, vivendo juntos no dia-a-dia, se experimentam as limitações próprias e alheias, os pequenos e grandes problemas da coexistência e do pôr-se de acordo. Não existe a família perfeita, mas não é preciso ter medo da imperfeição, da fragilidade, nem mesmo dos conflitos; preciso é aprender a enfrentá-los de forma construtiva. Por isso, a família onde as pessoas, apesar das próprias limitações e pecados, se amam, torna-se uma escola de perdão. O perdão é uma dinâmica de comunicação: uma comunicação que definha e se quebra, mas, por meio do arrependimento expresso e acolhido, é possível reatá-la e fazê-la crescer. Uma criança que aprende, em família, a ouvir os outros, a falar de modo respeitoso, expressando o seu ponto de vista sem negar o dos outros, será um construtor de diálogo e reconciliação na sociedade.

Muito têm para nos ensinar, a propósito de limitações e comunicação, as famílias com filhos marcados por uma ou mais deficiências. A deficiência motora, sensorial ou intelectual sempre constitui uma tentação a fechar-se; mas pode tornar-se, graças ao amor dos pais, dos irmãos e doutras pessoas amigas, um estímulo para se abrir, compartilhar, comunicar de modo inclusivo; e pode ajudar a escola, a paróquia, as associações a tornarem-se mais acolhedoras para com todos, a não excluírem ninguém.

Além disso, num mundo onde frequentemente se amaldiçoa, insulta, semeia discórdia, polui com as murmurações o nosso ambiente humano, a família pode ser uma escola de comunicação feita de bênção. E isto, mesmo nos lugares onde parecem prevalecer como inevitáveis o ódio e a violência, quando as famílias estão separadas entre si por muros de pedras ou pelos muros mais impenetráveis do preconceito e do ressentimento, quando parece haver boas razões para dizer «agora basta»; na realidade, abençoar em vez de amaldiçoar, visitar em vez de repelir, acolher em vez de combater é a única forma de quebrar a espiral do mal, para testemunhar que o bem é sempre possível, para educar os filhos na fraternidade.

Os meios mais modernos de hoje, irrenunciáveis sobretudo para os mais jovens, tanto podem dificultar como ajudar a comunicação em família e entre as famílias. Podem-na dificultar, se se tornam uma forma de se subtrair à escuta, de se isolar apesar da presença física, de saturar todo o momento de silêncio e de espera, ignorando que «o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras ricas de conteúdo» (Bento XVI, Mensagem do XLVI Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24/1/2012); e podem-na favorecer, se ajudam a narrar e compartilhar, a permanecer em contacto com os de longe, a agradecer e pedir perdão, a tornar possível sem cessar o encontro. Descobrindo diariamente este centro vital que é o encontro, este «início vivo», saberemos orientar o nosso relacionamento com as tecnologias, em vez de nos deixarmos arrastar por elas. Também neste campo, os primeiros educadores são os pais. Mas não devem ser deixados sozinhos; a comunidade cristã é chamada a colocar-se ao seu lado, para que saibam ensinar os filhos a viver, no ambiente da comunicação, segundo os critérios da dignidade da pessoa humana e do bem comum.

Assim o desafio que hoje se nos apresenta, é aprender de novo a narrar, não nos limitando a produzir e consumir informação, embora esta seja a direcção para a qual nos impelem os potentes e preciosos meios da comunicação contemporânea. A informação é importante, mas não é suficiente, porque muitas vezes simplifica, contrapõe as diferenças e as visões diversas, solicitando a tomar partido por uma ou pela outra, em vez de fornecer um olhar de conjunto.

No fim de contas, a própria família não é um objecto acerca do qual se comunicam opiniões nem um terreno onde se combatem batalhas ideológicas, mas um ambiente onde se aprende a comunicar na proximidade e um sujeito que comunica, uma «comunidade comunicadora». Uma comunidade que sabe acompanhar, festejar e frutificar. Neste sentido, é possível recuperar um olhar capaz de reconhecer que a família continua a ser um grande recurso, e não apenas um problema ou uma instituição em crise. Às vezes os meios de comunicação social tendem a apresentar a família como se fosse um modelo abstracto que se há-de aceitar ou rejeitar, defender ou atacar, em vez duma realidade concreta que se há-de viver; ou como se fosse uma ideologia de alguém contra outro, em vez de ser o lugar onde todos aprendemos o que significa comunicar no amor recebido e dado. Ao contrário, narrar significa compreender que as nossas vidas estão entrelaçadas numa trama unitária, que as vozes são múltiplas e cada uma é insubstituível.

A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.

Vaticano, 23 de Janeiro – Vigília da Festa de São Francisco de Sales – de 2015.

FRANCISCO PP.

ENCONTRO DO PRÉ-SEMINÁRIO

Pré-seminario

Realizou-se, no último fim-de-semana, 9 e 10 de Maio, o terceiro encontro anual do Pré-Seminário, no Seminário Maior de Lamego, destinado aos jovens que frequentam ou tenham concluído os 11º ou 12º anos de escolaridade e que procuram descobrir a sua possível vocação sacerdotal. O encontro é uma oportunidade para estes jovens tomarem contacto com o Seminário Maior e sua realidade no dia-a-dia, a Equipa Formadora e os seminaristas de Teologia.

Com o tema: “Seguir Jesus – Caminho de beleza, vocação e santidade”, o encontro iniciou-se no Sábado pelas 10h00 e terminou pelas 15h00 do Domingo, tendo o tempo sido preenchido por várias atividades.

Sob orientação do Pe. Vasco Pedrinho e com a colaboração dos seminaristas João Pereira, do 1º ano de Teologia, e Diogo Martinho, do 3.º ano de Teologia, os três seminaristas menores, Ilídio e Igor, do 11º ano e do Rui, do 12º ano, tiveram oportunidade de visualizar vários testemunhos vocacionais, em pequenos vídeos; realizar um pedipaper (segundo o modelo escutista) na mata do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, sobre a vocação e a santidade; falar e interagir com os seminaristas maiores, rezar e refletir.

Tendo sempre presente o chamamento que Jesus faz a cada um de nós para as diferentes vocações, o pedipaper que uniu os dois livros da sabedoria de S. Francisco de Assis, a Sagrada Escritura e a Natureza, procurou levar os “pré-seminaristas maiores” a refletir sobre o sentido da vida, a necessidade de mulheres e homens santos, os atos que contribuíram para o bem da humanidade, empreendidos por tantos santos da Igreja, e o chamamento ao serviço e amor sacerdotal.

Tendo sempre presente Mt 9, 37: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”, fica aqui o desafio a todos os jovens: que se deixem tocar nos seus corações, por Jesus. Procurem sempre viver o melhor possível segundo o que Jesus nos ensina nos Santos Evangelhos! E se sentirem o desejo de O seguir mais de perto, porque não ser feliz numa vocação religiosa ou sacerdotal? Porque não visitar e conhecer o Seminário ou uma congregação religiosa para tentar descobrir se têm algo a ver com eles mesmos?

Aos párocos, às famílias, aos catequistas e aos professores de EMRC  é feito um pedido: coloquem às crianças estas questões: “Já pensaram seguir Jesus, sendo Padres ou religiosos(as)? Gostavam de conhecer uma congregação religiosa ou o Seminário?” Não se esqueçam nunca que as vocações religiosas nascem do seio das famílias, mas crescem com a ajuda dos catequistas e dos párocos… Deem o vosso contributo, lancem o desafio!

Ao Senhor peçamos sempre nas nossas orações que envie trabalhadores para a sua messe, que conduza por bons caminhos os seus seminaristas e dê à Sua Igreja muitas e santas vocações.

João Miguel Pereira, Seminarista do 1º ano de Teologia,

in Voz de Lamego, n.º 4313, ano 85/26, de 12 de maio de 2015

VISITA PASTORAL de D. ANTÓNIO COUTO a SAMODÃES

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Nos dias 7, 8 e 10 de Maio, esta paróquia recebeu a Visita Pastoral do Sr. Bispo, D. António Couto. Foram dias de grande júbilo para todos os samodenses e de grande reflexão.

No dia 7, foi a visita aos doentes, que o receberam com grande alegria, ouvindo a sua palavra de conforto e de amizade. Todos se sentiram mais fortes para suportar os seus sofrimentos.

No dia 8 foi a visita a todas as estruturas e associações, quer religiosas quer cívicas da paróquia, que são muitas, para uma freguesia que nos últimos anos tem sofrido uma desertificação forte, e que hoje se vê com dificuldades em conservar o seu património religioso, devido à sua quantidade e à diminuição da população.

À noite, no Jardim Infantil, foi o encontro com todas as forças vivas da paróquia. Este encontro foi talvez o momento mais útil de todo a visita.

O Sr. Bispo ouviu a todos com atenção narrar o que fazem e as dificuldades sentidas e por fim todos ouvimos também a sua palavra de orientação.

Ficou-nos bem gravada na memória e no coração o apelo a uma igreja em saída, saltando as barreiras das associações ou movimentos, indo ao encontro dos que estão fora e desinteressados.

Enquanto não houver um laicado bem amadurecido a Igreja não está suficientemente implantada.

Que temos para oferecer aos jovens e adultos?

Que laços afetivos se criaram com as crianças e adolescentes durante a catequese?

Todos se comprometeram a uma renovação da paróquia, elaborando um plano de formação e ação.

No final foi servido um lanche a todos os participantes.

No dia 10, o Sr. Bispo foi recebido junto à residência paroquial, por uma numerosa participação de fieis e pela Associação Desportiva e Cultural, que o saudou animadamente com os seus instrumentos musicais.

Durante a madrugada, a população fez uma lindíssima passadeira, numa extensão de 123 metros, até à Igreja paroquial.

À entrada na igreja, beijou a cruz paroquial e uma vez dentro foi saudado por uma representante da comunidade.

Na homilia, inspirando-se em S. Pedro, nosso padroeiro, que ao cantar do galo se deu conta da sua negação, disse que nas torres dos campanários há muitas vezes um galo, mas não é para dar horas. O canto do galo anuncia um dia novo, um tempo novo, uma vida nova. Os primeiros cristão pintavam um galo sobre os túmulos dos mártires.

Incentivou-nos a levar por todo o lado um amor aberto a todos sem círculos nem barreiras. Deus ama também mesmo aqueles que não vêm à igreja.

A nossa terra é sempre a mais bela do mundo e no caso presente Samodães também, porque não tornar o nosso coração o mais belo do mundo.

A nossa vida só terá sentido se todos os nossos irmãos forem envolvidos nesse amor.

O nosso pároco no final agradeceu a todos a colaboração prestada e a paróquia ofereceu frutos dos nossos campos ao Sr. Bispo

Para terminar houve um almoço frugal, servido aos que se quiseram associar.

 

Alzira Coelho,  in Voz de Lamego, n.º 4313, ano 85/26, de 12 de maio de 2015

VISITA PASTORAL de D. ANTÓNIO COUTO A LALIM

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O Sacramento do Crisma

Já no Batismo recebemos em nós o Espírito de Cristo, Espírito esse que está presente em nós até hoje. O Crisma é a confirmação desse Espírito, o enraizamento e amadurecimento de Cristo em nós, nas nossa vida. No Batismo foram os nossos pais que se comprometeram perante o nosso criador, Deus, hoje somos  nós que assumimos esse compromisso.

A partir de hoje, a nossa fé não vai ficar parada, ela vai crescer sempre mais em cada dia, fazendo de nós ramos verdes da videira que é Cristo.

Enquanto que no Batismo a vida recebida é a graça que nos renova e transforma, na Confirmação essa mesma vida é o Dom que devemos testemunhar e partilhar. Por isso, nós que fomos crismados hoje, estamos conscientes do nosso lugar na Igreja e do nosso dever de testemunhar Cristo, como soldados que lutam não pela guerra mas na construção da Paz.

É com muita alegria que assumimos este compromisso perante os nossos pais e toda a comunidade de Lalim, vós que nos vistes crescer.

Um obrigada ao Senhor Padre Agostinho e a todas as nossas catequistas que nos acompanharam nesta nossa jornada. Um obrigada ao Senhor Bispo, por estar presente neste dia tão especial.

Em nome de toda a paróquia de Lalim queremos oferecer ao Senhor Bispo esta lembrança, que embora pequena é dada com muito amor e carinho.

Cláudia Ferreira, in Voz de Lamego, n.º 4313, ano 85/26, de 12 de maio de 2015