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PIEDADE POPULAR | Editorial Voz de Lamego | 26 de maio

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O nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, no Editorial desta semama da Voz de Lamego, situa-nos e contextualiza-nos com estes meses que se estendem sobretudo de maio até setembro, com peregrinações, festas em honra de santos populares. O desafio será sempre, para todos os cristãos, de educar a fé, recentrando-a no Evangelho, em Jesus Cristo e em tudo o que possa aproximar as pessoas e servir os mais frágeis.

Aí está um bom começo iniciar a leitura desta edição da Voz de Lamego, com diversas reflexões, notícias, anúncio de eventos, aproximando-nos uns dos outros, neste chão da Diocese de Lamego, aberta ao mundo, à sociedade…

PIEDADE POPULAR

A piedade popular, presente nas devoções, festas e peregrinações, continua a ser uma realidade viva, um facto social e um meio de evangelização. De tal forma que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou, em 2002, o “Directório sobre a piedade popular e a liturgia. Princípios e orientações”.

A piedade é um dos sete dons do Espírito Santo, pelo qual o crente vive o seu amor a Deus. Mas é também o reflexo da relação com Deus, feita de afeição e de respeito. O adjetivo “popular” traduz essa maneira simples e sensível de viver a fé, traduzindo seguimento e confiança através do que é corpóreo, sensível e simbólico para apresentar a vida e as necessidades concretas das pessoas. Se é verdade que o termo “popular” pode ser usado depreciativamente por alguns, em oposição a um certo elitismo defendido, a sua utilização neste contexto quer significar apenas “uma espiritualidade encarnada na cultura dos simples, que nem por isso é menos espiritual” (Documento de Aparecida, 263).

Assim, falar de “piedade popular” é fazer referência a festas em honra dos santos padroeiros, a novenas, rosários, vias-sacras, procissões, promessas, peregrinações ou a velas acesas pelas mais diversas intenções… traduzindo e expressando a fé do povo simples em Deus.

Certamente que existem riscos que podem levar a confusões entre o fundo religioso e as formas de criatividade popular, a fé com a superstição, a oração com o vago sentimento de espiritualidade, a chama da fé com o fogo-de-artifício ou o folclore atrativo…

Mas também é verdade que a piedade popular continua a favorecer e a tornar possível a proximidade de alguns com Deus e com a Igreja. E, também por isso, será importante estar atento para a promover e evangelizá-la para a proteger.

in Voz de Lamego, n.º 4315, ano 85/28, de 26 de maio de 2015

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