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DISCERNIR E OBEDECER | Editorial Voz de Lamego | 12 de maio

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Vivemos, de 10 a 17 de maio, a SEMANA DA VIDA, sob o tema “Vida com Dignidade. Opção pelos mais fracos”. É o tema de capa, com outras temáticas relevantes. Chamada de atenção para a XXX Jornada Diocesana da Juventude, para as Comemorações do Dia de Portugal, a 10 de junho, na cidade de Lamego. Reflexões, testemunhos, notícias. Pistas de reflexão para o próximo domingo, com as respetivas leituras; no Ano de Vida Consagrada, destaque nesta edição para as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição; o apoio aos peregrinos de Fátima; as Visitas Pastorais de D. António Couto às paróquias de Lalim e de Samodães. Nota de destaque também para ao Dia Mundial das Comunicações, no próximo dia 17 de maio (cai todos os anos na Solenidade da Ascensão do Senhor), que merece uma reflexão específica sobre o tema, sublinhando a mensagem do Papa, “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”, e os meios de comunicação social na Diocese, com especial relevância para o nosso Jornal Voz de Lamego, num apelo renovado para paróquias e diocesanos…

Como habitualmente, no blogue que assume o mesmo nome do Jornal da Diocese de Lamego, e que todas as semanas publica um ou outro texto da edição escrita, facultamos, primeiramente o Editorial do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio:

DISCERNIR E OBEDECER

A Constituição pastoral “A Igreja no mundo atual” (Gaudium et spes = GS), no seu n.º 16, afirma que “o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer”. Nessa passagem, cuja leitura valerá a pena fazer, acrescenta-se que tal lei foi escrita pelo próprio Deus no coração do homem e que a dignidade deste “está em obedecer-lhe”.

O dom de Deus habita todo o homem, conferindo-lhe capacidades para discernir e obedecer ao que a consciência lhe dita. Por isso, todos são chamados a fazer o bem. É verdade que, às vezes, se erra, mas ninguém perde a dignidade por causa de um erro assumido e ultrapassado.

Por outro lado, e porque o homem tem capacidades para questionar e decidir, a obediência não pode ser cega. Isto é, uma obediência não crítica, que não levanta questões para se situar historicamente, nem sequer é obediência. E, infelizmente vamos testemunhando situações onde o fanatismo e o fundamentalismo impossibilitam um questionamento que, a realizar-se, evitaria guerras, perseguições, execuções…

Ao percorrermos a história encontramos referências a líderes que se destacaram negativamente pelas ideias e atitudes protagonizadas, mas espanta-nos, sobretudo, o cego seguidismo de muitos. A verdadeira obediência deve ser antecedida por um exercício da inteligência que procura compreender e por um acatar da responsabilidade que não se delega.

A fidelidade à consciência, esse “santuário do homem”, une todos “no dever de buscar a verdade e de nela resolver tantos problemas morais que surgem na vida individual e social” (GS 16).

O diálogo e a reciprocidade da ajuda podem contribuir para conhecer e viver em consciente e livre responsabilidade, libertando de arbitrariedades nocivas e contribuindo para o reconhecer e fixar de valores humanos que defendem a vida e elevam o homem.

in Voz de Lamego, n.º 4313, ano 85/26, de 12 de maio de 2015

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