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Archive for 08/05/2015

PAULUS LIVRARIA RECEBE D. ANTÓNIO COUTO

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Quase meia centena de pessoas estiveram esta quinta-feira na PAULUS Livraria de Fátima para escutar D. António Couto a falar sobre a Vida Consagrada. O bispo de Lamego e membro da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização apresentou A Essência da Vida Consagrada.

«Penso que este livro nos lembra o essencial da Vida Consagrada» e que a vida consagrada está no centro da Igreja. Segundo D. António Couto os consagrados deverão, primeiro que tudo, «deixar Deus atuar na sua vida». «Primeiro Deus» recordou com insistência aos presentes. Segundo o prelado «o livro ajudará todas as pessoas que o lerem a situarem a sua vida consagrada e a verificarem que Deus continua a assistir a sua Igreja dando-lhe também carismas de vida consagrada».

Também presente neste encontro, o Pe. Rui Tereso, Diretor-Geral da PAULUS Editora, agradeceu a disponibilidade de D. António Couto para a apresentação deste livro, bem como o «excelente texto» de que é autor sobre a fundamentação bíblica da vida consagrada.

D. António Couto terminou dando os parabéns à PAULUS Editora por se ter lembrado de editar este livro e de ter convidado os autores a escreverem os textos que o compõem.

Este livro é como que um mapa do ADN da vida consagrada, mostrando os seus elementos essenciais de uma maneira sucinta mas muito profunda. Ao longo dos oito capítulos é apresentado tudo o que todos os consagrados devem recordar a cada dia, aquilo que os motiva, anima, enche de “alegria, paixão e esperança”. Apresenta também tudo aquilo que a Igreja de Cristo, todo o povo de Deus, deve reconhecer nos seus consagrados, um estilo de vida que, como afirmou o Papa João Paulo II na Vita consecrata e reforçou o Papa Francisco na sua carta apostólica, «é dom feito à Igreja: nasce na Igreja, cresce na Igreja, está totalmente orientado para a Igreja».

in Voz de Lamego, n.º 4312, ano 85/25, de 5 de maio de 2015

Pe. Manuel Esteves Alves | Bodas de Ouro Sacerdotais

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À conversa com… Cón. Manuel Esteves Alves

Dando continuidade ao nosso propósito de dar vez e voz aos sacerdotes que celebram, este ano, as bodas de ouro de ordenação, aqui ficam as palavras do Cónego Manuel Esteves Alves, pároco de S. João de Fontoura, na zona Pastoral de Resende.

Olhando para o caminho já percorrido, que etapas, pessoas ou situações gostaria de destacar?

Sendo a nossa vida um dom gratuito e precioso de Deus, todas as nossas etapas são um motivo a destacar: com amor e gratidão, porque imerecidas; com regozijo e paz, sempre que vividas e atingidas de acordo com os Seus desígnios; com humildade e pesar quando reconhecemos que muitas vezes falhámos e ficámos aquém dos Seus planos a nosso respeito.

Daí que tenha de destacar, primeiramente, o dia 24 /01/1941 em que o Senhor me abriu os olhos para este mundo depois de, certamente, me ter misteriosamente assinalado, escolhido e chamado. Uma infância marcada pelas dificuldades e comuns privações geradas pela 2ª Grande Guerra… No entanto feliz e sem sobressaltos. Era o filho mais novo de uma série de doze, dos quais sete já estavam no número dos anjos.

Depois, sentindo o misterioso apelo do Senhor, foi a entrada para o Seminário em 18/10/1953 e toda uma caminhada de 12 anos comum à dos demais colegas de jornada, com as normais lutas de ascensão e entrega, alguns esporádicos momentos de desalento mas sempre confortado pela força do Senhor e a ajuda e proteção de Sua Mãe a incitar à confiança e generosa persistência no caminho, horas grandes de fervor e reconfortante regozijo…

Tinha iniciado em outubro de 1961 o Curso Teológico inaugurando o Novo Seminário Maior. Concomitantemente tinham começado, nesse tempo, as guerras contra o terrorismo nas antigas colónias portuguesas e, em out.º de 62, o Concílio Vaticano II, convocado pelo bondoso papa S. João XXIII. Foram anos de alvoroço e confiante expectativa da profeticamente por ele anunciada “entrada de uma lufada de ar fresco do Espírito” numa Igreja fortemente marcada pelo rigor da disciplina, predominância do Direito sobre a Moral, enclausuramento do sagrado no brilho hermético duma liturgia esplendorosa mas distante da compreensão do povo que “assistia” mas não participava nem compreendia uma língua oficial que era um “mistério” para a maioria, uma apologética logicamente estruturada mas avessa ao diálogo, ausência de horizontes ecuménicos e da ansiada abertura ao mundo contemporâneo do século em que vivia. Uma máquina que parecia emperrada e parada no tempo, debruçada sobre si e escudada no castelo silogístico da verdade que pregava, vigilante sobre o que se escrevia e sempre com um somatório de penas e censuras ao indício de qualquer desvio. Ler mais…