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Archive for Abril, 2015

D. ANTÓNIO COUTO FAZ NOVAS NOMEAÇÕES

nomeações

NOTA DA VIGARARIA GERAL

Pela presente Nota, faz-se saber que o Sr. D. António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego, procedeu às seguintes nomeações:

1. Rev.mo Pe. José Francisco Carvalho da Silva, Chanceler da Cúria.

2. Rev.mo Pe. Fernando Albano Cardoso, Assistente Espiritual do Apostolado da Oração.

O Senhor D. António manifesta aos dois a sua gratidão pela sua inteira disponibilidade, deseja-lhes os maiores êxitos nesta sua missão e concede-lhes as faculdades necessárias para o recto desempenho das suas funções.

O Senhor Bispo agradece também, em nome da Diocese, todos os serviços que generosa e desinteressadamente foram prestados pelo anterior Chanceler e Assistente Espiritual do Apostolado da Oração, Mons. Germano José Lopes.

Lamego, 18 de Abril de 2015

Pe. Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral da Diocese

Imagem peregrina de São Nuno de Santa Maria em Lamego

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Núcleo da paróquia de S. João Batista de Avões

No passado dia 4 de abril o nosso núcleo recebeu a imagem de S. Nuno peregrino nas comemorações dos 60 anos da Fraternidade Nuno Alvares em Portugal. Foi nos entregue pelo Núcleo de Lamego numa cerimónia simples pelo fato de ser sábado de aleluia e ficou no nosso Núcleo até ao dia 12 abril.

Foi uma semana vivida com muito entusiasmo, pois tivemos todos os dias uma pequena meditação sobre a vida de S. Nuno que foi acompanhada pelo Sr. Padre Joaquim Manuel Silvestre a quem agradecemos a sua disponibilidade.

No sábado dia 11, às 18h horas tivemos uma eucaristia com as presenças do Núcleo da FNA de Lamego, do Agrupamento 781 de Avões, do Agrupamento 140 Lamego, da Junta Regional, da Junta de Freguesia de Avões na pessoa do Sr. Presidente, e da ADA grupo desportivo e recreativo de Avões.

No dia 12, domingo, dois elementos de Núcleo de Avões e dois do Núcleo de Lamego foram entregar a imagem à diocese do Porto mais concretamente ao Núcleo de Romariz.

Tina Caetano, in Voz de Lamego, n.º 4309, ano 85/22, de 14 de abril de 2015

Sacramento do Crisma na Paróquia das Monteiras

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“Recebei o Espírito Santo.” (Jo 20, 22) Estas palavras de Jesus dirigidas aos Apóstolos “ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana” (Jo 20, 19), foram escutadas com particular intensidade no passado dia 12 de Abril, na Paróquia do Divino Espírito Santo das Monteiras, com a celebração do Sacramento do Crisma, conferido pelo Sr. D. António Couto, Bispo da nossa Diocese.

À sua chegada à Igreja Paroquial, o Sr. D. António foi recebido por muitas pessoas, e saudou individualmente cada um dos 11 jovens que se preparou para receber este Sacramento da iniciação cristã. Depois de alguns momentos de oração, teve início a Santa Missa. Na sua homilia, o Sr. D. António destacou, a partir das leituras proclamadas no segundo Domingo de Páscoa, que Jesus consegue entrar, mesmo quando as portas e janelas estão fechadas e, portanto, que não há coração onde Deus não se consiga tornar presente. Dirigindo-se a todos os que o escutavam, o Sr. Bispo referiu que uma comunidade com medo, triste e fechada, não é atrativa e, muito menos, missionária. Por isso, animou que todos, e de modo especial os crismandos, fossem testemunhas da misericórdia, ou seja, da beleza, da alegria e da paz para que a comunidade cresça e se robusteça na vivência da fé.

A seguir à homilia, seguiu-se o Ritual da Confirmação, com a renovação das promessas baptismais, a oração de imposição das mãos e o rito de unção com o óleo do Crisma.

A Santa Missa, animada liturgicamente pelo coro da Paróquia, pelos novos crismados, seus pais e padrinhos, terminou com o agradecimento do Pároco, em primeiro lugar, a Deus e, também, ao Sr. Bispo pela sua presença e pelo facto de ter enriquecido a comunidade paroquial com um conjunto de jovens fortalecidos pelos dons do Espírito Santo. Aproveitou, ainda, a ocasião para agradecer o inestimável e insubstituível trabalho das catequistas na formação dos mais jovens.  Por fim, aproveitou, também, para lembrar aos crismados que a celebração do Sacramento do Crisma não é uma meta, mas sim um novo início na sua vivência e testemunho da fé cristã no ambiente onde vivem que, como posteriormente recordou o Sr. D. António, não é apenas o âmbito da paróquia, mas todo o mundo.

Já no final, os pais dos novos crismados também agradeceram ao Sr. D. António Couto as suas palavras e a bela celebração que todos tivemos ocasião de viver.

Pe. José Alfredo Patrício, in Voz de Lamego, n.º 4309, ano 85/22, de 14 de abril de 2015

Almacave: Jovens e crismandos em Retiro no Seminário de Resende

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Realizou-se no Seminário de Resende, nos dias 10 a 12 de abril, o Retiro Anual 2015 do grupo Almacave Jovem e do grupo de Crismandos da Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave. Este retiro tinha como objetivo, como vem acontecendo há 9 anos, não só revigorar a Fé dos Jovens, como também integrar no grupo Almacave Jovem os que vão receber o Sacramento da Confirmação no dia 31 de Maio.

 O Retiro foi iniciado por um jantar de convívio seguido das apresentações dos diversos jovens de modo a criar, desde logo, uma certa ligação e empatia entre os mesmos. Estes momentos foram o início da gestação do espirito de amizade e de interajuda entre todos, que mais tarde se veio a confirmar pelos próprios. Assim, começava uma intensa caminhada de tês dias, para os cinco grupos em que foram divididos os 74 jovens participantes.

O retiro teve como tema de fundo a expressão bíblica que nos reporta ao encontro de Jesus Ressuscitado com Tomé, “ Felizes os que acreditam sem terem visto” e que esteve presente durante esses dias através de palestras e de diversas atividades planeadas pelo grupo de Jovens. Foi uma surpresa a descoberta de que, como pelos cinco sentidos, podemos criar relações de intimidade e de oração com Jesus. No sábado à noite, tivemos um longo tempo de Oração de Taizé com a adoração da Cruz. Foi um momento muito forte de intensa reflexão e de silêncio a que não estávamos habituados. No domingo, animamos liturgicamente e participámos na Eucaristia da Comunidade Paroquial de Resende, à qual se seguiu um almoço bem fraterno que juntou o Grupo de Jovens, os Crismandos, alguns pais e familiares.

No final do retiro, e já na sala onde tínhamos as reflexões em conjunto, foram muitos os testemunhos que surgiram dos jovens participantes e também dos pais que ali estavam presentes. Todos foram unânimes ao assegurar que durante a nossa estadia no Seminário Nossa Senhora de Lourdes foram vivenciadas fortes emoções que passaram por um crescimento na fé, conseguido através de vários momentos de oração e de reflexão individual e ainda o fortalecimento dos laços afetivos.

  Todos estes momentos vividos marcaram de forma muito positiva todos os jovens com vontade de assumir o “ser cristão” sem quaisquer preconceitos, como também, o encontrar o nosso Deus que está presente em cada um de nós.

Aqui deixamos uma mensagem comum: na amizade criada, na oração e nas reflexões havias, todas as expectativas foram excedidas. Vale a pena refugiarmo-nos durante um fim-de-semana para nos encontrarmos com Deus, com os outros e connosco próprios. O nosso obrigado a todos os que nos permitiram viver desta forma estes dias.

André CorucheAna Alexandra Ribeiro – Crismandos da Paróquia de Almacave.

in Voz de Lamego, n.º 4309, ano 85/22, de 14 de abril de 2015

OS/AS CONSAGRADOS/AS: GENTE DA PALAVRA DE DEUS

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Encontro e Formação

No Sábado passado, dia 11 de Abril, os consagrados das várias Comunidades desta Diocese reuniram-se, na Casa de São José, em formação com o nosso Bispo D. António Couto. A formação radicou-se na Palavra de Deus, de onde transparece a identidade e missão dos consagrados no mundo.

O Senhor Bispo começou por dizer que os consagrados são gente da Palavra de Deus, dedicados à Palavra de Deus e não às coisas. “Quando nos agarramos às coisas, são elas que nos comandam e não Deus. (…) Nossa Senhora, na oração do Magnificat, nunca se refere ao que ela fez, mas ao que Deus fez – O Senhor fez em mim grandes coisas. A maior heresia do século XX é o ativismo (Pio XII), o fazer, fazer, fazer e não se deixa Deus fazer através de nós. Os santos nunca fazem nada: deixam Deus fazer. Nunca nos devemos antecipar a Deus. O consagrado é alguém que vive no modo passivo, no modo receptivo: deixa Deus fazer nele.”

Citando Bento XVI, o Senhor Bispo disse: “A vida consagrada resplandece em toda a história da Igreja pela sua capacidade de assumir explicitamente o dever do anúncio e da pregação da Palavra de Deus na missão ad gentes e nas situações mais difíceis, mostrando-se disponível também para as novas condições de evangelização, empreendendo com coragem e audácia novos percursos e novos desafios para o anúncio eficaz da Palavra de Deus.” (Exortação Apostólica Verbum Domini, nº 94).

De seguida, concluindo o encontro, a equipa diocesana da CIRP, em articulação com a Comissão Diocesana Vocações e Ministérios, prestou informações e esclarecimentos vários, em especial no que se refere à preparação das atividades da próxima Semana de Oração pelas Vocações e para a continuação da vivência do Ano da Vida Consagrada na Diocese e nas Paróquias.

Pela equipa da CIRP diocesana, Irmã Teresa Maria de Frias, Serva de Nossa Senhora de Fátima

in Voz de Lamego, n.º 4309, ano 85/22, de 14 de abril de 2015

ESPERANÇA E COMPROMISSO | Editorial Voz de Lamego | 14 de abril

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No passado dia 11 de abril, véspera do Domingo da Misericórdia, o Papa Francisco deu a conhecer a Bula “O Rosto da Misericórdia”, com a qual convoca o Jubileu da Misericórdia que se inicia a 8 de dezembro de 2015 e encerrará no dia 20 de novembro de 2016, na Solenidade do Cristo Rei.

O Editorial desta semana, da responsabilidade do Diretor da Voz de Lamego, Pe. Joaquim Dionísio, faz eco desta temática: misericórdia, amor, perdão, compromisso… Esta é uma belíssima porta por onde começar a ler o Jornal Diocesano.

ESPERANÇA E COMPROMISSO

Aquando da canonização da irmã polaca Maria Faustina Kowalska (a primeira santa do Jubileu do ano 2000), no dia 30 de Abril de 2000, o Papa João Paulo II anunciou a vontade de dedicar o segundo Domingo da Páscoa à Divina Misericórdia. Dois anos passados, em 3 de agosto de 2002, concretizou tal vontade. Alguns dias depois, em Cracóvia, a 17 de agosto de 2002, o mesmo Papa consagrou o mundo à Divina Misericórdia. Foi esta festa que a Igreja viveu no passado domingo.

No próximo ano teremos a possibilidade de ler ou escutar algo sobre este tema, atendo ao facto de vivermos então o Jubileu da Misericórdia, já anunciado pelo Papa Francisco.

Num tempo em que a paz continua adiada, em que as perseguições e intolerâncias se fazem sentir, quando as relações humanas se deterioram por falta de diálogo e perdão, quando a economia tende a sobrepor-se à ética, quando a vida parece não ter sentido para muitos… será sempre oportuna uma mensagem de esperança, de compaixão, de amor. Porque falar de misericórdia é devolver a vontade de continuar a tantos que querem desistir, é anunciar um amor maior e apresentar um Deus que se aproxima e envolve sem esmagar e que acompanha sem desistir.

Por outro lado, e acreditando no amor de Deus que a todos quer salvar, também não podemos embarcar ou deixarmo-nos adormecer ancorados num “banal ou barato otimismo salvífico” (W. Kasper), pensando que tudo é fácil e dispensando o devido esforço. Como escreveu Santo Agostinho, “Aquele que te criou sem ti não pode salvar-te sem ti”. Porque Deus aconselha, não obriga, isto é, a misericórdia divina não ultrapassa a liberdade humana.

A salvação é uma meta que não se alcança sem esforço e perseverança. Por isso, “chegar lá” dá trabalho!

in Voz de Lamego, n.º 4309, ano 85/22, de 14 de abril de 2015

Admissão às Ordens Sacras | Seminário Maior de Lamego

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No passado dia vinte e sete de março, Vítor Manuel Teixeira Carreira, seminarista do quarto ano foi admitido às ordens sacras no Seminário Maior de Lamego. Este é um passo importantíssimo na sua caminhada de configuração com Cristo para mais tarde O poder fielmente servir na Sua Igreja.

A festividade teve início com a celebração da Eucaristia que por motivos pastorais de Dom António, dado ser ele o presidente, começou perto das dezanove horas, um pouco mais tarde que o previsto.

Na homilia, depois de primeiramente fazer referência às leituras, o senhor bispo dirigiu-se ao Vítor com palavras de ânimo e segurança, afirmando que quando caminhamos com Deus estamos na sua mão e serão sempre seguros os nossos passos ainda que em direção à Cruz, Cruz esta onde Jesus foi também segurado pela mão do Pai. No final, antes da bênção, Dom António fez questão de propor uma prece especial pelo admitido, para que o senhor o tenha na sua mão e o conduza para que um dia, confiante, tome parte do presbitério. Com o término da celebração foi tempo de todos tomarem lugar à mesa para uma simples refeição no refeitório do mesmo seminário.

Nesta data marcante, antes de mais para o Vítor, esteve Dom Jacinto, bispo emérito da diocese, estiveram também presentes os familiares dos seminaristas, os párocos de cada um e os orientadores de pastoral do quarto, quinto e sexto ano, entre outros presbíteros. Marcaram ainda presença as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Em ambiente familiar, depois do jantar o reitor do seminário proferiu algumas palavras de agradecimento a todos os presentes e neste mesmo ambiente se percebeu a necessidade de pedir ao Pai que mande mais trabalhadores que, tal como o Vítor diariamente se façam disponíveis para trabalhar na Sua seara.

Diogo Martinho, III Ano, in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015

Discípulos Missionários caminhando na Alegria! PONTE 2015

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“Ser missionário é evangelizar! Desde já aqui, mas também ter horizontes!” D.António Couto

Somos 8 jovens vindos de várias dioceses do país: Braga (Pe. Hugo Ventura – espiritano), Porto (João Paulo Freitas – espiritano), Lamego (Luís Rafael Azevedo – Vila da Ponte), Algarve (Adriana Gonçalves e Adriana Cavaco – São Brás de Alportel), Leiria-Fátima (Jéssica Sousa – Santa Eufémia), Setúbal (Marlene Veríssimo – Barreiro), Lisboa (Elisabete Ferreira – Monte Abraão). Somos jovens com caminhadas de fé diferentes mas que se juntaram para o mesmo projeto de voluntariado missionário: Ponte 2015 numa periferia do Rio de Janeiro.

Mas para partir, não podemos simplesmente fazer as malas e voar no meio de “uma ilusão de palmas”. É necessário discernir bem qual a vontade de Deus a nosso respeito e realizar um “trabalho lento mas seguro”. Por isso encontramo-nos para mais um fim-de-semana (27-29 de Março) marcado pela oração, formação, partilha, convívio… desta vez em Vila da Ponte!

Para nos ajudar a compreender o que é ser missionário à luz no Concílio Vaticano II e perante os ensinamentos do Papa Francisco, tivemos entre nós o Bispo de Lamego, D. António Couto. Com ele aprendemos que “missão não é uma etiqueta que se possa colocar e retirar”, pelo contrário, é uma natureza apreendida do estilo de Jesus: “Como Eu vos fiz, fazei vós também”. Somos missionários desde o momento que somos discípulos e isto deve ver-se nas relações quotidianas porque “o que vai ficar para o futuro é aquilo que semearmos na nossa vida normal”. Foi um momento bastante interessante, de conversa fluida, com perguntas/respostas e várias partilhas.

Durante a tarde de sábado, orientados pelo Anthony Nascimento (JSF Douro) e pela Salomé Peixoto (JSF Minho) colocamos os pés a caminho e subimos até ao Santuário de Nossa Senhora das Necessidades. Fomos parando, refletindo na importância de sair de nós próprios, sair do nosso “mundinho”, olhar o outro, tocar o enfermo, abraçar quem amamos, confiar em Alguém que nos guia e quer que sejamos UM grupo.

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Uma vez lá em cima, realizamos uma Lectio Divina. Antes de jantar ouvimos alguns testemunhos da Cátia Santa, Stéphanie Ferreira (JSF Godim/ Brasil 2010) e da Ana Pereira (JSF Godim/ Guiné-Bissau 2014). Ao escutarmos as suas palavras compreendemos que para irmos fazer voluntariado missionário para outro país temos de ter o coração aberto para acolher uma nova vivência da fé, tradições diferentes, uma cultura desconhecida.

Para terminar o dia em grande cantamos e rezamos juntamente com a população de Vila da Ponte e outros amigos num fantástico concerto orante proporcionado pelos “Mendigo de Deus”.

O sol nasceu! Era o Dia Mundial da Juventude! Celebramos com a comunidade paroquial e juntamente com o grupo JSF que nos acolhia dramatizamos a “Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém”.

Entretanto chegou a hora de regressar a casa. O tempo tinha passado a correr… mas os objetivos do fim-de-semana estavam cumpridos: fortalecer os laços dentro do grupo e preparar a mente e o coração para uma missão verdadeiramente ao “estilo” de Cristo!

Obrigado a todos aqueles que connosco querem contruir esta PONTE!

Grupo Ponte 2015, in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015

D. ANTÓNIO COUTO PRESIDE A CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA

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Celebrações da Semana Santa | Em Casa e à Mesa

A diocese Lamego, à imagem da Igreja que vive nos mais diversos cantos do mundo, viveu as celebrações da Semana Santa e da Páscoa da Ressurreição com alegria. Nas diferentes paróquias que formam esta porção do Povo de Deus, com mais ou menos residentes, com maior ou menor visibilidade, a fé foi assumida e festivamente celebrada.

 Ungidos e enviados

Mais de oitenta sacerdotes da nossa diocese juntaram-se à volta do bispo diocesano, D. António Couto, na manhã de Quinta-feira Santa, na Sé, para a celebração da Missa Crismal. Presentes também D. Jacinto Botelho, os dois diáconos que serão ordenados em julho próximo e um diácono permanente natural da nossa diocese e residente no Porto, bem como várias dezenas de fiéis leigos que, não enchendo os bancos da Sé, participaram na cerimónia.

Partindo dos textos bíblicos proclamados, sublinhando a importância de todos para a edificação da Igreja neste “hoje” contínuo que é o tempo do Povo de Deus, D. António Couto dirigiu-se, em particular, ao seu presbitério. “«O Espírito do Senhor sobre mim, porque o Senhor me ungiu». É assim também que nós Hoje, caríssimos sacerdotes, submersos pelo Espírito, reunidos em unum presbyterium, para nos dizermos, temos de receber de Jesus as mesmas palavras que Ele próprio pediu emprestadas e a que deu sentido pleno, corpo, rosto e voz, fazendo-as sair da superfície plana da folha de papiro. «O Espírito do Senhor sobre mim, porque o Senhor me ungiu» constitui, de facto, a maneira mais bela e profunda de o presbitério de uma Diocese poder afirmar em uníssono a sua identidade Sacerdotal e Diaconal, à maneira de Jesus Cristo. É mesmo a única maneira de nós podermos dizer quem verdadeiramente somos. Algumas formas verbais que podemos pedir outra vez emprestadas a Isaías e a Jesus podem ajudar-nos a perceber melhor a grandeza e a dignidade da nossa vocação e missão: ungidos e enviados para anunciar o Evangelho aos pobres…

Guardemos connosco, Hoje, amados irmãos, esta unção e este reino de sacerdotes. Sim, somos um presbitério de Ungidos, desde o bispo, aos sacerdotes, aos diáconos. Ungido diz-se em hebraico Mashîah, e em grego Christós, termos que, em português, soam Messias e Cristo. O Ungido por excelência é, então, Cristo, Jesus Cristo, Jesus Ungido, e d’Ele todos sabemos que, enquanto Ungido com o Espírito Santo, passou pelo meio de nós fazendo o bem e curando e libertando e amando até ao fim, intensa e plenamente, sem pausas nem bemóis, porque Deus estava com Ele (Actos 10,37-38), porque Deus tocava nele, porque nele se tocava em Deus. Se o Ungido é Cristo, então nós somos outros Cristos, porque somos igualmente Ungidos. E se somos outros Cristos, então a referência da nossa maneira de viver terá de ser também sempre Cristo. Temos, então, de nos revestir de Cristo (Romanos 13,14; Gálatas 3,27; Colossenses 3,12-14), de fazer nosso o estilo de vida de Cristo, manso e humilde, orante, feliz, evangelizador, apaixonado, pobre, despojado, ousado, próximo e dedicado. Só assim, configurados com Cristo, cristificados, podemos viver e agir in persona ChristiCapitis ou in persona Christi Servitoris, na pessoa de Cristo Cabeça do seu Corpo, que é a Igreja, ou na pessoa de Cristo Servo do seu Corpo, que é a Igreja. É assim que dizemos hoje, nesta Quinta-Feira Santa, a nossa identidade Sacerdotal e Diaconal, à maneira de Jesus”.

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Jubileu sacerdotal

Durante a Eucaristia, a nossa diocese deu graças pelos 50 anos de sacerdócio de quatro dos seus presbíteros: Joaquim Manuel Silvestre, pároco de S. João Baptista de Avões, Nossa Senhora das Candeias de Ferreiros de Avões e de S. Pedro de Samodães, no arciprestado de Lamego; Vitor Esteves Rosa, pároco de Nossa Senhora dos Remédios de Lamelas e de S. João Baptista de S. Joaninho, na zona pastoral de Castro Daire; Albano de Almeida Pereira, pároco da paróquia de Nossa Senhora da Graça, na zona pastoral de Armamar; Manuel Esteves Alves, pároco da paróquia S. João Baptista de S. João de Fontoura, na zona pastoral de Resende. Graças também pelos 25 anos de sacerdócio do Padre José António Magalhães Rodrigues que vive a sua missão pastoral na paróquia de Nossa Senhora da Graça da Abrigada, no Patriarcado de Lisboa. Ler mais…

ENCONTRO DE COROS

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“Quem bem canta, duas vezes reza” (Stº. Agostinho)

ENCONTRO DE COROS

Decorreu, no dia 31 de Março de 2015, na Catedral de Lamego, em plena Semana Santa, um Encontro de Coros Litúrgicos, organizado pelo Departamento Diocesano de Música Sacra.00

Participaram neste encontro quatro Coros:

– Grupo Coral da Paróquia de S. Pedro de Castro Daire;

– Grupo Coral da Paróquia de Santíssimo Salvador de Resende;

– Grupo Coral da Universidade Sénior Jerónimo Cardoso-Lamego;

– Coro da Catedral de Lamego.

O acolhimento aos participantes aconteceu no Museu Diocesano, com uma palavra de boas vindas proferida pelo Pe. João Carlos, Pró Vigário Geral.

De seguida todos se dirigiram para a Sé, que estava repleta de gente, para escutar as vozes daqueles que louvam a Deus cantando.

O responsável do Departamento Diocesano de Música Sacra, Pe. Marcos Alvim, na palavra de abertura, falou da importância do canto litúrgico e agradeceu a presença de todos.

Cada coro cantou quatro cânticos de natureza litúrgica.

A palavra final foi dirigida pelo Pe. Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral, que se congratulou com a iniciativa, felicitando organizadores e participantes.

No final, todos os elementos cantaram um cântico em conjunto, cuja partitura fora previamente enviada aos diretores de coro para os devidos ensaios.

O objetivo destes encontros é aumentar a partilha e a aproximação entre pessoas que professam a mesma fé e aumentar competências na transmissão da Palavra de Deus pela música e pelo canto.

in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015