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VALORIZAR A VIDA | Editorial Voz de Lamego | 28 de abril

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Como destaque na capa, o Dia do Trabalhador, com a chamada de atenção para a dignidade e para o direito ao trabalho. Como nos tem habituado, a Voz de Lamego é enformada por notícias, reflexões, acontecimentos. Nas páginas centrais, a Visita Pastoral de D. António Couto no Arciprestado de Lamego, desta feita à Paróquia de Cepões.

O Editorial, com que nos presenteia o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor do Jornal Diocesano, convida a valorizar a vida, constatando as diversas agressões gratuitas à vida de milhares de pessoas, o terrorismo, o radicalismo religioso…

VALORIZAR A VIDA

A desejada e conseguida divulgação de imagens e palavras protagonizada por radicais islâmicos que teimam em impor-se pela força, sujeitando populações à sua forma de pensar e de agir, vai revelando a perseguição atroz que, entre outros, os cristãos estão a sofrer por aquelas terras que continuamos a julgar longínquas. Tal como aconteceu no norte de África, também por ali tendem a desaparecer os cristãos e a serem destruídos os sinais da sua presença e passagem.

Por estes dias, em França, a polícia deteve um indivíduo que pretendia atacar católicos naquele país, tendo em sua posse armas para concretizar um atentado em igrejas. O mesmo estudante é suspeito de ter assassinado uma jovem mãe a quem terá tentado roubar o carro. Como reagir perante tais ameaças? Os bispos franceses divulgaram uma nota apelando aos católicos para evitarem o pânico e dizendo que a melhor resposta seria manter a prática religiosa, sem ceder à tentação do medo que tais indivíduos pretendem ver crescer.

O que se pensava poder acontecer longe, com os outros, pode afinal estar a aproximar-se rapidamente. Apesar da atenção e vigilância das autoridades, impedir todas as tentativas pode ser impossível. Como poderá um país defender-se de actos assim, praticados por alguns daqueles que, tantas vezes, acolhe, trata, forma e quem sempre fornece meios para serem livres de pensar, dizer e de se movimentarem?

Apesar de serem actos isolados e de constantemente ecoar o apelo ao diálogo, a verdade é que será sempre muito difícil dialogar com quem protagoniza tal fanatismo e dá tão pouco valor à própria vida. E se não amam a própria vida, que valor atribuirão à vida dos outros, dos que pensam e percorrem caminhos diferentes?

 

in Voz de Lamego, n.º 4311, ano 85/24, de 28 de abril de 2015

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