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Archive for 22/04/2015

CEP – algumas conclusões

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Assembleia da conferência episcopal portuguesa

Algumas notas

Os Bispos portugueses estiveram reunidos em Assembleia Plenária de 13 a 16 de abril de 2015, em Fátima.

Em sintonia com os apelos do Papa Francisco, a Assembleia manifestou preocupação pela perseguição aos cristãos em vários países do mundo, sobretudo no Próximo Oriente e recentemente no Quénia, o que deveria exigir uma atenção redobrada por parte de todos na defesa da vida, dos direitos humanos e da liberdade religiosa.

Na proximidade de um tempo de eleições em Portugal, a Assembleia refletiu sobre a necessidade de a sociedade portuguesa assentar numa base comum de valores sociais e humanistas. Causas essenciais como o respeito pelo bem comum, pelos princípios da solidariedade e da subsidiariedade, pela vida empresarial criadora de trabalho e da riqueza, pela justa promoção social dos pobres, pelo apoio aos mais frágeis, em particular os nascituros, às mães gestantes e às famílias deveriam constar nas propostas concretas e consistentes dos partidos e candidatos.

Os bispos portugueses esperam que os que se propõem servir politicamente o País se pronunciem também sobre a salvaguarda da vida humana em todas as suas fases, a valorização da vida familiar e da educação dos filhos, o trabalho e o emprego, a saúde e a segurança social, o acompanhamento dos que emigram, a integração dos imigrantes e o diálogo sociocultural inclusivo.

A Assembleia aprovou uma Nota Pastoral sobre a «Visita da Imagem Peregrina às Dioceses de Portugal», que vai decorrer de maio de 2015 a maio de 2016 no âmbito do programa de preparação para o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Os Centros Sociais Paroquiais, enquanto instituições de solidariedade social, foram objeto de longa reflexão, quanto à sua autonomia, gestão, eclesialidade e sustentabilidade, tendo em conta a sua situação concreta e as orientações da Igreja. Em ligação com esta temática, a Assembleia aprovou um modelo de Estatutos para os Centros Sociais Paroquiais e outros Institutos da Igreja Católica, a serem utilizados por cada Centro e Instituto, para adequar os seus Estatutos ao novo Decreto-Lei nº 172-A/2014, de 14 de novembro, e admitindo adaptações em cada diocese.

Com o mesmo objetivo de poderem adequar os seus Compromissos (Estatutos) à mesma legislação, a Assembleia aprovou um novo Compromisso-modelo para as Irmandades da Misericórdia.

in Voz de Lamego, n.º 4310, ano 85/23, de 21 de abril de 2015

OUSAR RESPONDER | Editorial Voz de Lamego | 21 de abril de 2015

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A edição desta semana da Voz de Lamego abre com destaque para os trágicos acontecimentos do Mediterrâneo, com centenas de pessoas a tentar chegar à Europa, à procura de uma vida melhor, também vítimas do tráfico e da ganância, daqueles que com promessas fáceis colocam estas centenas pessoas na rota dos naufrágios, que já matarem milhares de pessoas.

Destaque nas páginas centrais para a Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de Vila Nova de Souto d’ El Rei (Arneirós), no Arciprestado de Lamego, nesta semana de Oração pelas Vocações, de que o Editorial faz eco. Muitos outros temas, reflexões, notícias, acontecimentos próximos.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52.º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES: Aqui.

Para ambientar a leitura desta edição, o Editorial do seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio.

OUSAR RESPONDER

A 52.ª Semana de Oração pelas Vocações, sob o tema “Seguir Jesus, Caminho de Beleza, Vocação & Santidade”, começou antes de ontem. Uma iniciativa anual que data de 1964 e que, desde 1971, termina no IV Domingo de Páscoa, também conhecido como Domingo do Bom Pastor.

Uma iniciativa que convida à reflexão: quando falamos de “vocação” falamos dessa realidade que toca todo o ser humano no mais íntimo da sua liberdade. A vocação, no quadro da vida cristã, é um apelo único e pessoal de Deus, inscrito em cada homem por Ele criado. E todos são convidados a responder-lhe na liberdade do amor, em vista da própria felicidade.

Mas uma iniciativa que apela, também, à oração: para que a liberdade humana, esclarecida e estimulada pela ação do Espírito Santo, descubra o seu caminho.

Por outro lado, e neste contexto, falar de vocações é fazer referência a todos quantos se consagraram de forma particular ao serviço da Igreja que peregrina no mundo, aos religiosos e ministros ordenados que, ao longo dos séculos, foram chamados e enviados. Contemplando a missão protagonizada e o serviço prestado, como não louvar e agradecer, ontem como hoje, tais vidas?

E mesmo se a grande maioria não consta da lista eclesial dos santos, não é tema de livros biográficos ou não está retratada em monumentos humanos, como não agradecer os inumeráveis dons e frutos de santidade?

Apesar dos limites e fragilidades, das dificuldades e do sofrimento na diversidade de vocações assumidas, como não sublinhar tantas vidas doadas de forma discreta e eficiente? Quantos testemunhos protagonizados com alegria e serenidade, em plena disponibilidade e gratuidade?

Por isso, Senhor, aos que chamas para continuar a aventura, concede-lhes discernimento e confiança, para que ousem responder ao Teu apelo e avancem firmemente, servindo todos os que encontram no caminho.

in Voz de Lamego, n.º 4310, ano 85/23, de 21 de abril de 2015