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ESPERANÇA E COMPROMISSO | Editorial Voz de Lamego | 14 de abril

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No passado dia 11 de abril, véspera do Domingo da Misericórdia, o Papa Francisco deu a conhecer a Bula “O Rosto da Misericórdia”, com a qual convoca o Jubileu da Misericórdia que se inicia a 8 de dezembro de 2015 e encerrará no dia 20 de novembro de 2016, na Solenidade do Cristo Rei.

O Editorial desta semana, da responsabilidade do Diretor da Voz de Lamego, Pe. Joaquim Dionísio, faz eco desta temática: misericórdia, amor, perdão, compromisso… Esta é uma belíssima porta por onde começar a ler o Jornal Diocesano.

ESPERANÇA E COMPROMISSO

Aquando da canonização da irmã polaca Maria Faustina Kowalska (a primeira santa do Jubileu do ano 2000), no dia 30 de Abril de 2000, o Papa João Paulo II anunciou a vontade de dedicar o segundo Domingo da Páscoa à Divina Misericórdia. Dois anos passados, em 3 de agosto de 2002, concretizou tal vontade. Alguns dias depois, em Cracóvia, a 17 de agosto de 2002, o mesmo Papa consagrou o mundo à Divina Misericórdia. Foi esta festa que a Igreja viveu no passado domingo.

No próximo ano teremos a possibilidade de ler ou escutar algo sobre este tema, atendo ao facto de vivermos então o Jubileu da Misericórdia, já anunciado pelo Papa Francisco.

Num tempo em que a paz continua adiada, em que as perseguições e intolerâncias se fazem sentir, quando as relações humanas se deterioram por falta de diálogo e perdão, quando a economia tende a sobrepor-se à ética, quando a vida parece não ter sentido para muitos… será sempre oportuna uma mensagem de esperança, de compaixão, de amor. Porque falar de misericórdia é devolver a vontade de continuar a tantos que querem desistir, é anunciar um amor maior e apresentar um Deus que se aproxima e envolve sem esmagar e que acompanha sem desistir.

Por outro lado, e acreditando no amor de Deus que a todos quer salvar, também não podemos embarcar ou deixarmo-nos adormecer ancorados num “banal ou barato otimismo salvífico” (W. Kasper), pensando que tudo é fácil e dispensando o devido esforço. Como escreveu Santo Agostinho, “Aquele que te criou sem ti não pode salvar-te sem ti”. Porque Deus aconselha, não obriga, isto é, a misericórdia divina não ultrapassa a liberdade humana.

A salvação é uma meta que não se alcança sem esforço e perseverança. Por isso, “chegar lá” dá trabalho!

in Voz de Lamego, n.º 4309, ano 85/22, de 14 de abril de 2015

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