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Archive for 10/04/2015

Discípulos Missionários caminhando na Alegria! PONTE 2015

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“Ser missionário é evangelizar! Desde já aqui, mas também ter horizontes!” D.António Couto

Somos 8 jovens vindos de várias dioceses do país: Braga (Pe. Hugo Ventura – espiritano), Porto (João Paulo Freitas – espiritano), Lamego (Luís Rafael Azevedo – Vila da Ponte), Algarve (Adriana Gonçalves e Adriana Cavaco – São Brás de Alportel), Leiria-Fátima (Jéssica Sousa – Santa Eufémia), Setúbal (Marlene Veríssimo – Barreiro), Lisboa (Elisabete Ferreira – Monte Abraão). Somos jovens com caminhadas de fé diferentes mas que se juntaram para o mesmo projeto de voluntariado missionário: Ponte 2015 numa periferia do Rio de Janeiro.

Mas para partir, não podemos simplesmente fazer as malas e voar no meio de “uma ilusão de palmas”. É necessário discernir bem qual a vontade de Deus a nosso respeito e realizar um “trabalho lento mas seguro”. Por isso encontramo-nos para mais um fim-de-semana (27-29 de Março) marcado pela oração, formação, partilha, convívio… desta vez em Vila da Ponte!

Para nos ajudar a compreender o que é ser missionário à luz no Concílio Vaticano II e perante os ensinamentos do Papa Francisco, tivemos entre nós o Bispo de Lamego, D. António Couto. Com ele aprendemos que “missão não é uma etiqueta que se possa colocar e retirar”, pelo contrário, é uma natureza apreendida do estilo de Jesus: “Como Eu vos fiz, fazei vós também”. Somos missionários desde o momento que somos discípulos e isto deve ver-se nas relações quotidianas porque “o que vai ficar para o futuro é aquilo que semearmos na nossa vida normal”. Foi um momento bastante interessante, de conversa fluida, com perguntas/respostas e várias partilhas.

Durante a tarde de sábado, orientados pelo Anthony Nascimento (JSF Douro) e pela Salomé Peixoto (JSF Minho) colocamos os pés a caminho e subimos até ao Santuário de Nossa Senhora das Necessidades. Fomos parando, refletindo na importância de sair de nós próprios, sair do nosso “mundinho”, olhar o outro, tocar o enfermo, abraçar quem amamos, confiar em Alguém que nos guia e quer que sejamos UM grupo.

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Uma vez lá em cima, realizamos uma Lectio Divina. Antes de jantar ouvimos alguns testemunhos da Cátia Santa, Stéphanie Ferreira (JSF Godim/ Brasil 2010) e da Ana Pereira (JSF Godim/ Guiné-Bissau 2014). Ao escutarmos as suas palavras compreendemos que para irmos fazer voluntariado missionário para outro país temos de ter o coração aberto para acolher uma nova vivência da fé, tradições diferentes, uma cultura desconhecida.

Para terminar o dia em grande cantamos e rezamos juntamente com a população de Vila da Ponte e outros amigos num fantástico concerto orante proporcionado pelos “Mendigo de Deus”.

O sol nasceu! Era o Dia Mundial da Juventude! Celebramos com a comunidade paroquial e juntamente com o grupo JSF que nos acolhia dramatizamos a “Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém”.

Entretanto chegou a hora de regressar a casa. O tempo tinha passado a correr… mas os objetivos do fim-de-semana estavam cumpridos: fortalecer os laços dentro do grupo e preparar a mente e o coração para uma missão verdadeiramente ao “estilo” de Cristo!

Obrigado a todos aqueles que connosco querem contruir esta PONTE!

Grupo Ponte 2015, in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015

D. ANTÓNIO COUTO PRESIDE A CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA

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Celebrações da Semana Santa | Em Casa e à Mesa

A diocese Lamego, à imagem da Igreja que vive nos mais diversos cantos do mundo, viveu as celebrações da Semana Santa e da Páscoa da Ressurreição com alegria. Nas diferentes paróquias que formam esta porção do Povo de Deus, com mais ou menos residentes, com maior ou menor visibilidade, a fé foi assumida e festivamente celebrada.

 Ungidos e enviados

Mais de oitenta sacerdotes da nossa diocese juntaram-se à volta do bispo diocesano, D. António Couto, na manhã de Quinta-feira Santa, na Sé, para a celebração da Missa Crismal. Presentes também D. Jacinto Botelho, os dois diáconos que serão ordenados em julho próximo e um diácono permanente natural da nossa diocese e residente no Porto, bem como várias dezenas de fiéis leigos que, não enchendo os bancos da Sé, participaram na cerimónia.

Partindo dos textos bíblicos proclamados, sublinhando a importância de todos para a edificação da Igreja neste “hoje” contínuo que é o tempo do Povo de Deus, D. António Couto dirigiu-se, em particular, ao seu presbitério. “«O Espírito do Senhor sobre mim, porque o Senhor me ungiu». É assim também que nós Hoje, caríssimos sacerdotes, submersos pelo Espírito, reunidos em unum presbyterium, para nos dizermos, temos de receber de Jesus as mesmas palavras que Ele próprio pediu emprestadas e a que deu sentido pleno, corpo, rosto e voz, fazendo-as sair da superfície plana da folha de papiro. «O Espírito do Senhor sobre mim, porque o Senhor me ungiu» constitui, de facto, a maneira mais bela e profunda de o presbitério de uma Diocese poder afirmar em uníssono a sua identidade Sacerdotal e Diaconal, à maneira de Jesus Cristo. É mesmo a única maneira de nós podermos dizer quem verdadeiramente somos. Algumas formas verbais que podemos pedir outra vez emprestadas a Isaías e a Jesus podem ajudar-nos a perceber melhor a grandeza e a dignidade da nossa vocação e missão: ungidos e enviados para anunciar o Evangelho aos pobres…

Guardemos connosco, Hoje, amados irmãos, esta unção e este reino de sacerdotes. Sim, somos um presbitério de Ungidos, desde o bispo, aos sacerdotes, aos diáconos. Ungido diz-se em hebraico Mashîah, e em grego Christós, termos que, em português, soam Messias e Cristo. O Ungido por excelência é, então, Cristo, Jesus Cristo, Jesus Ungido, e d’Ele todos sabemos que, enquanto Ungido com o Espírito Santo, passou pelo meio de nós fazendo o bem e curando e libertando e amando até ao fim, intensa e plenamente, sem pausas nem bemóis, porque Deus estava com Ele (Actos 10,37-38), porque Deus tocava nele, porque nele se tocava em Deus. Se o Ungido é Cristo, então nós somos outros Cristos, porque somos igualmente Ungidos. E se somos outros Cristos, então a referência da nossa maneira de viver terá de ser também sempre Cristo. Temos, então, de nos revestir de Cristo (Romanos 13,14; Gálatas 3,27; Colossenses 3,12-14), de fazer nosso o estilo de vida de Cristo, manso e humilde, orante, feliz, evangelizador, apaixonado, pobre, despojado, ousado, próximo e dedicado. Só assim, configurados com Cristo, cristificados, podemos viver e agir in persona ChristiCapitis ou in persona Christi Servitoris, na pessoa de Cristo Cabeça do seu Corpo, que é a Igreja, ou na pessoa de Cristo Servo do seu Corpo, que é a Igreja. É assim que dizemos hoje, nesta Quinta-Feira Santa, a nossa identidade Sacerdotal e Diaconal, à maneira de Jesus”.

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Jubileu sacerdotal

Durante a Eucaristia, a nossa diocese deu graças pelos 50 anos de sacerdócio de quatro dos seus presbíteros: Joaquim Manuel Silvestre, pároco de S. João Baptista de Avões, Nossa Senhora das Candeias de Ferreiros de Avões e de S. Pedro de Samodães, no arciprestado de Lamego; Vitor Esteves Rosa, pároco de Nossa Senhora dos Remédios de Lamelas e de S. João Baptista de S. Joaninho, na zona pastoral de Castro Daire; Albano de Almeida Pereira, pároco da paróquia de Nossa Senhora da Graça, na zona pastoral de Armamar; Manuel Esteves Alves, pároco da paróquia S. João Baptista de S. João de Fontoura, na zona pastoral de Resende. Graças também pelos 25 anos de sacerdócio do Padre José António Magalhães Rodrigues que vive a sua missão pastoral na paróquia de Nossa Senhora da Graça da Abrigada, no Patriarcado de Lisboa. Ler mais…