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Archive for 08/04/2015

Visita Pascal de D. António Couto à Câmara de Lamego

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A tradição cumpriu-se mais uma vez. D. António Couto, Bispo da Diocese de Lamego, e Monsenhor José Guedes, Pároco da freguesia de Almacave, deslocaram-se à Câmara Municipal de Lamego durante a manhã de domingo de Páscoa, no âmbito da tradicional visita pascal a esta instituição, tendo sido recebidos por Francisco Lopes, Presidente da autarquia, e por outros membros do executivo camarário.

“Quaresma é tempo de paz. Quaresma é tempo de pão. Quaresma é tempo de graça, de verdade, de perdão. É tempo de divindade e humanidade. É tempo de entregarmos a Deus o nosso pó, a nossa cinza, para que o alento criador de Deus faça nascer em nós filhos verdadeiros e irmãos perfeitos no amor”, afirma D. António Couto.

Gabinete de Comunicação – Câmara Municipal de Lamego

in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015

A CAMINHO DA ETERNIDADE | Editorial Voz de Lamego | 7 de abril

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Dentro da Semana de Páscoa, a Voz de Lamego faz largo eco, nas notícias e nas reflexões, da Páscoa de Jesus, com celebrações, com a Homilia de D. António na Vigília Pascal, outras celebrações da Semana Santa, sem esquecer as habituais notícias da diocese e da região.

O Editorial, da responsabilidade do seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, projeta-nos, comprometidos com o tempo atual, para eternidade de Deus.

 A CAMINHO DA ETERNIDADE

Houve um tempo em que o homem não podia contar senão com as suas forças, a sua inteligência e o seu trabalho. Depois, devido à necessidade e graças ao engenho e à curiosidade, obteve óculos, aparelhos dentários ou dispositivos auditivos. Hoje há próteses, bibliotecas, máquinas… A investigação aumentará os conhecimentos e continuará a desenvolver meios e possibilidades…

O sonho de uma vida terrena sem fim cresce graças às modernas invenções, alimentando a vontade de afastar os limites. Mas isso não passa de um sonho. Apesar de todo o progresso, dos meios e das possibilidades, a sexta-feira santa existe na vida do homem e chama-o à realidade: a morte faz parte da natureza. Prolongar a vida, indefinidamente, tornaria o homem irresponsável, já que afastaria a visão dos seus limites, dos seus erros, das suas faltas.

A vida é curta e convém dar-lhe um sentido, fazer dela algo de bom. As técnicas podem proporcionar conforto (e isso é bom), mas o homem verdadeiramente grande será aquele cuja existência (por mais breve que seja) tenha um sentido ao qual se entrega.

A felicidade humana passa pelo satisfazer de necessidades básicas (alimento, habitação, trabalho…), mas também pelo cumprir-se nas relações com os outros e pelo saborear de uma certa plenitude. Esta felicidade está intimamente ligada à alegria que nasce no coração de quem se completa num projeto, numa relação e transforma toda a existência. Como disse o cardeal Martini, “é difícil definir a alegria, mas é ela que torna tudo fácil na vida”.

Para nós, cristãos, a alegria não brota simplesmente dos anos que se somam, dos meios disponíveis ou das relações que se estabelecem; para nós, a alegria nasce também das relações com aquele que pode completar-nos plenamente, Aquele que nomeamos Deus e nos abre caminho para a eternidade.

in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015