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CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS SERVAS DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Comunidade Lamego 06.02.2015

Ano da Vida Consagrada 

Quem Somos: CARISMA

Somos mulheres consagradas a Deus, numa Congregação religiosa, fundada em 1923 por Luiza Andaluz, em Santarém, Portugal, chamada a participar na missão de Jesus Cristo Sacerdote, o enviado do Pai, tendo Maria como exemplo de vida e missão.

O nome de Servas de Nossa Senhora de Fátima foi sentido por Luiza Andaluz, junto do túmulo de S. Pedro, em Roma. De facto, a Congregação nasceu no movimento de recristianização do país que as aparições de Nossa Senhora em Fátima motivaram. As servas, como o Servo de Javé (Is 53, 4ss), animadas pelos sentimentos de Cristo, a Ele se unem, em atitude de adoração, louvor, ação de graças, intercessão e súplica pela humanidade e pelas vocações de serviço na Igreja.

À luz da Palavra de Deus, em convergência de espírito e de ação com o ministério sacerdotal, vivemos e trabalhamos de forma específica a comunhão com todo o povo sacerdotal, sentindo, pensando, sofrendo e trabalhando com ele, na unidade da Igreja Diocesana. Contemplativas na ação e numa contemplação ativa, estamos atentas às situações concretas da Igreja e às exigências dos novos tempos e lugares. Vivemos em pequenas comunidades, inseridas no meio local, para o serviço da Igreja e da Humanidade.

Os traços essenciais do nosso carisma podem resumir-se: na confiança em Deus; no seguimento de Cristo Sacerdote; no amor a Maria, a serva do Senhor; na comunhão eclesial e na incarnação no meio.

Em Maria, vemos o modelo de doação e colaboração no projeto de salvação. O nosso lema é: “EIS A SERVA DO SENHOR, FAÇA-SE EM MIM SEGUNDO A TUA PALAVRA” (Luc 1, 38).

Com Luiza Andaluz, nossa fundadora, continuamos a desejar: “Que a chama, que temos por emblema, seja luz e calor para todos os que nos rodeiam”. Luiza Andaluz

LA 58

Luiza Andaluz, a nossa fundadora

Luiza Andaluz nasceu a 12 de Fevereiro de 1877, em Santarém, filha de pais profundamente cristãos, que a educaram no amor e altruísmo pelos outros. Era visita assídua desta família, D. José Neto, Cardeal Patriarca de Lisboa, que, da pequena Luiza terá dito, que “nunca tinha visto tamanha fé numa criança”. Reconhecendo os seus dons, quando Luiza tinha apenas 14 anos, pede-lhe que ajude uma comunidade de contemplativas Capuchas numa obra social para crianças.
Vivem-se momentos de grande hostilidade à Igreja e, sobretudo, às ordens religiosas, muitas das quais são expulsas aquando da Revolução de 1910.

Nessa altura, Luiza Andaluz torna-se uma das principais dinamizadoras e responsáveis pela criação de escolas e oficinas de trabalho um pouco por toda a parte. Tinha uma grande paixão: levar as pessoas à comunhão com Deus, fonte de todo o Amor.

Com 38 anos sente que Deus a chama para a vida religiosa, e pensava ser carmelita. Mas, depois, em 1915, percebeu que, afinal, Deus a chamava para fundar uma nova Congregação Religiosa que pudesse ser uma outra resposta apostólica aos novos tempos.
Anima as suas companheiras que também sentem dentro de si a necessidade de se dedicarem totalmente a Deus e ao Seu Reino: a 13 de Maio de 1923 reúne-se em Fátima o primeiro grupo de senhoras, para consagrarem a Congregação nascente à maternal proteção de Maria e, a 15 de Outubro desse mesmo ano, começam a viver em comunidade na sua casa de família em Santarém (hoje Casa Mãe da Congregação).

Tendo a Congregação sido fundada numa época fortemente anticlerical, as Irmãs usavam traje secular (sem hábito), o que lhes permitiu serem agentes de evangelização em ambientes aonde uma religiosa não poderia entrar.

Luiza Andaluz foi mulher de Igreja, mulher de audácia e de coragem, porque animada de uma profunda fé e confiança em Deus. Alicerçou a sua vida na “rocha” que é Jesus e, por isso não vacilou. Foi uma mulher feliz! A 20 de Agosto de 1973, com 96 anos, nasceu para o Céu, tendo deixado cerca de 30 Comunidades, em Portugal e África. Neste momento, encontra-se em Roma o processo de beatificação desta Serva de Deus.

logo_andaluz

Expansão da Congregação

Hoje a Congregação tem Comunidades em vários países: em Portugal, em Angola, em Moçambique, na Guiné-Bissau, no Brasil, na Bélgica e no Luxemburgo.

A Família Andaluz

A Família Andaluz (FA) é constituída pela Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima (SNSF) e pelos Leigos que comungam do mesmo carisma e missão. Os leigos são acompanhados pela Congregação e têm como referência o testemunho de vida de Luiza Andaluz.
Já na origem, Luiza Andaluz associou à sua missão, leigas empenhadas, num grupo a que chamou Agregadas. Mais recentemente, desde 1996, nas Jornadas da Família Andaluz, e nos grupos de leigos (adultos, jovens e crianças) que se foram constituindo em diferentes países, o Espírito tem suscitado iniciativas de notável interesse nas áreas da espiritualidade e da missão conjunta.

Actualmente a FA encontra-se em vários países: Angola, Bélgica, Brasil, Guiné-Bissau, Luxemburgo, Moçambique e Portugal. Os grupos reúnem-se regularmente, seguem um itinerário formativo e os membros apoiam-se mutuamente nos seus compromissos eclesiais e sociais. Em Lamego, já existe um grupo da FA que se tem reunido na Casa Andaluz.

A Jornada da Família Andaluz, no 25 de Abril, reúne, em Fátima, anualmente, com as Irmãs, todos os membros dos grupos, que puderem estar presentes, em oração, partilha espiritual e confraternização.

símbolo snsf

Presença em Lamego

A Congregação estabeleceu a sua primeira Comunidade, na Diocese de Lamego, em 6 de Março de 1950, respondendo ao pedido do Senhor Bispo D. João da Silva Campos Neves. De início foram trabalhar na Gráfica de Lamego, que inaugurou o estabelecimento da Casa de Artigos religiosos, escolares, de papelaria e livraria – ficando o serviço e a direção a cargo da Irmãs, que residiam no 1º andar do mesmo edifício. Logo no princípio, as Irmãs começaram a fazer catequese na paróquia e a fabricar hóstias.

A 26 de Dezembro de 1952, igualmente a pedido do Senhor D. João, constituiu-se outra Comunidade, a residir no Seminário Maior, responsabilizada pela cozinha e refeitório.

A Casa de Retiros de S. José, em Lamego – que se destina a acolher grupos e organismos católicos, não só a nível diocesano mas também nacional e internacional – iniciou a sua actividade, a 3 de Fevereiro de 1969, com um grupo de 3 servas, também a pedido do Senhor D. João da Silva Campos Neves. As Irmãs, coadjuvadas por pessoal auxiliar, tinham a seu cargo todo o trabalho interno da Casa, assim como o serviço de acolhimento e atendimento de grupos e movimentos, proporcionando-lhes o ambiente necessário ao seu bem-estar e ao aprofundamento espiritual.

Em 1977, as Irmãs que trabalhavam no Seminário e na Gráfica constituíram-se numa só Comunidade, a residir na rua Eugénio do Valle, integrando também Irmãs que se dedicavam ao ensino nas escolas.

A 6 de Novembro de 2006, quando as Irmãs já não moravam na rua Eugénio do Valle, inaugurou-se a Casa Andaluz, onde reside a Comunidade atual – no Lugar da Ortigosa.

Nos dias de hoje

Atualmente, somos uma Comunidade formada por 3 Irmãs, que nos dedicamos com alegria ao serviço desta Igreja, colaborando nas catequeses das paróquias de Almacave e Sé; na pastoral dos reclusos da cadeia de Lamego; na visita a pessoas idosas e doentes em suas casas e no Centro de Dia Diocesano. Estamos também presentes, acompanhando e rezando com famílias enlutadas, na Igreja da Graça. Procuramos criar comunhão e estar atentas às pessoas, acolhendo-as na nossa casa e no Centro de Escuta e Aconselhamento da Diocese. Colaboramos nas celebrações litúrgicas, ao nível do canto e ministério da Eucaristia. Atualmente também integramos a equipa dinamizadora dos consagrados que trabalham na Diocese. Procuramos sintonizar e acompanhar o ritmo e o dinamismo desta Igreja, participando e ajudando outros a participar nas iniciativas pastorais, tanto a nível paroquial, como arciprestal e diocesano, integrando o conselho paroquial de Almacave e o conselho diocesano de pastoral.

Todo o nosso serviço pastoral parte e encontra o seu alimento na nossa vida comunitária que se caracteriza por ser pascal, sacerdotal e eucarística. Vivemos congregadas à volta da Palavra de Deus, da Eucaristia, da oração e do serviço fraterno.

Além dos tempos de oração pessoal, com a meditação da Palavra de Deus e o rosário, temos também diariamente, outros momentos de oração comunitários, como a eucaristia e, na capela da nossa casa, geralmente no seguinte horário (que, por vezes é alterado, devido a prioridades pastorais ou outras): oração da manhã (Laudes) às 8h, exposição do Santíssimo Sacramento das 18h às 19.20h, oração da tarde (Vésperas) às 19h e oração da noite (Completas) às 20.45h. Com alegria recebemos todos os que vêm rezar connosco. Nos meses de Maio e Outubro, temos vindo a rezar o rosário em comum, às 16h, com os nossos vizinhos mais próximos.

Maria, Mãe da Igreja, é a nossa companheira e modelo na edificação desta comunidade apostólica.

 

Comunidade Lamego 2015, in Voz de Lamego, n.º 4307, ano 85/20, de 31 de março de 2015

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