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Archive for 12/03/2015

CAMINHADA VOCACIONAL | Pré Seminário | SEMINÁRIO DE LAMEGO

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“O último presente”

O Seminário Maior de Lamego realizou, de 7 a 8 de março, em Braga, no Seminário Interdiocesano de S. José, mais um Pré-seminário. Neste, participaram três seminaristas do Seminário Menor de Resende que puderam contactar com a vida diária dos seminaristas, mais diretamente. Foram incluídas no fim de semana as visitas a alguns locais da cidade, momentos de oração, a visualização de um filme e momentos de reflexão. Este último ponto girou em torno de uma temática diferente…“Trabalho, dinheiro, amizade, conhecimento, problemas, família, alegria, sonhos, dar, gratidão, dia perfeito, amor… o derradeiro presente”. À primeira vista, isto é apenas uma sequência aleatória de palavras que têm um significado por si mesmas, mas sem ligação alguma às restantes. No entanto estas podem ser ligadas se dermos um “título” a esta lista. “Dons”/”Presentes” é o elo que organiza as ideias em torno desta espécie de exercício. Tudo isto são dons que fazem ou deveriam fazer parte das nossas vidas.

É necessário o trabalho para obter frutos, pois nada se faz sozinho e é necessário por o nosso suor nas coisas para lhes darmos o devido valor. É necessário o dom do dinheiro, não só para uso próprio, mas também para ajudar quem necessita mais do que nós. O dom da amizade e o da família que muitas vezes são desprezados/maltratados, o que torna necessária uma especial atenção aos laços afetivos que se estejam a “desfazer” de forma a repará-los. A sabedoria, por sua vez, é um caminho que, sendo guiado por Deus, nos leva à verdade, para além de ser uma ferramenta muito necessária no dia-a-dia. Os problemas, apesar do sofrimento que trazem, são também um dom pois é errando que se aprende a nunca voltar a cair nesse mesmo erro. A alegria manifesta-se por um simples sorriso, que tanto nos alegra a nós, mas também contagia os outros. Os sonhos também não devem ser esquecidos e quanto mais difíceis de realizar, mais contribuirão para o nosso desenvolvimento porquanto procuramos concretizá-los. Os dons de “dar e da “gratidão” interligam-se, pois tão  importante é dar, como receber e tão  importante é sentirmo-nos felizes por receber algo, como tornar os outros felizes por pela sua oferta, mesmo com um simples “obrigado”. Já o dia perfeito é, também, aquele em que somos felizes, mas contagiamos de igual forma quem nos rodeia. Por fim o amor, como o derradeiro presente. O presente mais perfeito, que nos é oferecido por Deus e que deve ser retribuído ao mesmo, mas também partilhado. Toda esta interpretação resume um filme, “O último presente” (de Michael O. Sajbel, 2017), em que o protagonista, Jason, tem que realizar uma série de trabalhos para adquirir os doze dons e no fim receber o derradeiro presente (como herança) do seu falecido avô. De seguida a estes doze dons, propôs-se um décimo terceiro: a vocação. A vocação, o tema base dos “pré-seminários”, como um dos destinos a que levam e para a qual são necessários os outros doze dons.

Ilídio Ferreira, SMR, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4304, ano 85/17, de 10 de março de 2015

CAMINHADA VOCACIONAL | Pré Seminário | SEMINÁRIO DE RESENDE

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No passado fim-de-semana (7 e 8 de março), estiveram entre nós, no Seminário de Nossa Senhora de Lourdes-Resende, 12 rapazes inscritos no Pré Seminário, de forma a melhor conhecerem, de forma mais próxima a vida do Seminário e o ritmo dos seminaristas, e que colocam a possibilidade de uma futura entrada nesta casa. É o primeiro passo de uma caminhada.

Neste encontro, os pré-seminaristas nas idades entre os 11 e os 17 anos, oriundos de vários pontos da Diocese, foram acompanhados pelo sr Vice Reitor, pelo Diácono Fabrício e por 3 dos seminaristas que ajudaram na organização deste encontro: Sérgio Carvalho, Pedro Adriano e André Nascimento.

Depois de um acolhimento feito pelos seminaristas, houve uma pequena reflexão sobre a vocação. Depois desta reflexão houve um tempo para colocar o estudo em dia. Após o almoço, juntamente com os seminaristas os 12 rapazes caminharam até junto ao rio (Porto de Rei) onde rezaram e refletiram no meio da natureza criada por Deus. Depois do lanche seguimos até Rendufe para a Missa vespertina celebrada uma vez em cada mês numa capela particular da mesma povoação.

Ver a vida do Seminário é para todos uma grande curiosidade. Para estes rapazes, esta realidade, também, não é exceção.

Hoje mais do que nunca a Igreja precisa de vocações. A nossa Diocese não é exceção. Rezemos por todos aqueles que se sentem chamados a seguir, de forma mais próxima, o Grande Mestre que é Jesus Cristo.

Diác, Fabrício Pinheiro e Sérgio Carvalho, SMR

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4304, ano 85/17, de 10 de março de 2015

PASTORAL VOCACIONAL | Ardor apostólico contagioso

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Nas últimas semanas, aqui foram publicados uns alguns textos sobre a importância e necessidade de uma pastoral ocupada e preocupada com a vertente vocacional. Porque, no fundo, toda a pastoral tem esta missão de anunciar aos homens e mulheres que são chamados e amados por Deus e que, por isso, não há vidas inúteis ou menos importantes. E se todos são igualmente chamados, a verdade é que também todos são igualmente responsáveis no anúncio desse chamamento.

Neste anúncio e neste recordar das responsabilidades de cada um, ocupam lugar importante os párocos, em virtude do acompanhamento pessoal e de grupo que podem protagonizar na comunidade cristã, tornando-se os primeiros promotores vocacionais. Uma missão que exige empenhamento na escuta dos fiéis, jovens ou adultos, para os ajudar no discernimento, mas também disponibilidade para o acompanhamento. Nesse sentido, nunca é demais formar e atualizar competências no campo da pastoral familiar, no voluntariado e na participação de fiéis leigos na promoção de uma cultura de vocações.

Assumindo a importância dos sacerdotes na missão eclesial de anunciar Deus que a todos ama e chama, aqui se sublinha e enaltece a vocação ao sacerdócio.

Neste particular, constatamos a sua diminuição na nossa diocese, onde os Seminários se esvaziam: as famílias não apoiam como antes, a baixa natalidade reduz os potenciais candidatos, uma identidade espiritual frágil e individualista, excessiva comunicação virtual, influências culturais que não favorecem esta opção, a radicalidade do compromisso assusta, alguma hostilidade e valores propagandeados… Diante das possibilidades que se oferecem aos jovens, o sacerdócio apresenta-se “pouco atraente”.

O Papa Francisco, comentando a escassez de vocações ao sacerdócio e à vida consagrada, afirma que, frequentemente, isso se fica a “dever à falta de ardor apostólico contagioso nas comunidades, pelo que estas não entusiasmam nem fascinam” (EG 107).

Acreditando na Providência divina, também nos devemos comprometer a protagonizar um sacerdócio alegre, empenhado e cumpridor, preocupado em escutar e conhecer para melhor acolher e acompanhar, possibilitando um convite pessoal a outros para seguir o Mestre.

Os nomeados com responsabilidades de animação vocacional também devem diversificar a sua acção e presença, procurando o contacto com os grupos juvenis, estando presentes nas diversas iniciativas que congregam os mais novos, mantendo contactos regulares que aproximem e motivem, propondo percursos, organizando encontros, tempos de oração, mostras vocacionais, acampamentos, retiros vocacionais, jornadas…

Nesta missão compartilhada, a tarefa pode ser modesta, vivida como um contínuo semear que desconhece a colheita, mas concretizando o mandamento de lançar as redes, procurando passar de um recrutamento de voluntários para uma promoção de vocações.

Comissão Diocesana Vocações e Ministérios,

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4304, ano 85/17, de 10 de março de 2015