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PRESENÇA INCISIVA | Editorial Voz de Lamego | 10 de março

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A Voz de Lamego dedica parte importante desta edição, como o havia feito na semana passada, à Visita Pastoral de D. António Couto à cidade Lamego, com as duas paróquias da Sé e de Almacave. Esta semana centra-se sobretudo em Santa Maria de Almacave.

Mas nem só de Visita Pastoral se faz o Jornal Diocesano desta semana, é também enriquecido com notícias da Igreja e da região, com sugestões, como a Semana Santa na cidade de Lamego, artigos de opinião, reflexões várias e variadas, e ecos da 3.ª Conferência Quaresmal de D. António Couto, na Sé Catedral, no 3.º Domingo da Quaresma, aguardando-se a 4.ª Conferência, antecipada para as 16h00, na Sé Catedral, de onde partirá a Procissão de Nosso Senhor dos Passos, presidida também pelo Senhor Bispo.

Ambientando-nos a esta edição, o Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, e que parte do Dia Internacional da Mulher.

PRESENÇA INCISIVA

O Dia Internacional da Mulher, proposto pelas Nações Unidas e calendarizado para 8 de março, comemora-se desde 1977, com o intuito de assinalar lutas laborais e eleitorais do início do século passado e motivar um contínuo e progressivo respeito pela dignidade e igualdade da mulher. E se há progressos a registar, a verdade é que tal reconhecimento continua adiado em muitos países.

Abordando o assunto, o Papa Francisco fala da superação das fases da “subordinação social” e da “igualdade absoluta”, assinalando a necessidade de um novo paradigma, o da “reciprocidade na equivalência e na diferença”. Isto é, a relação homem-mulher deveria reconhecer que ambos são necessários enquanto possuem uma idêntica natureza, mas com modalidades próprias.

A Igreja não se tem livrado das críticas (algumas merecidas), apesar do atual Pontífice afirmar que é necessário estudar critérios e modalidades novas para que as mulheres não se sintam hóspedes, mas membros ativos dos vários âmbitos da vida social e eclesial.

A este propósito, valerá a pena reler o que está escrito nos números 103 e 104 da Exortação “A Alegria do Evangelho”, onde se propõe uma “presença feminina mais incisiva na Igreja”, “nos vários lugares onde se tomam as decisões importantes”. Para isso, o Papa convida a distinguir entre “poder” e “potestade sacramental”, entre a dignidade que vem do Batismo e a função exercida pelo sacerdócio ministerial, na certeza de que as funções “não dão justificação à superioridade”.

Na mesma passagem, lemos ainda o desafio papal aos Pastores e aos teólogos para refletirem sobre o assunto e para proporem caminhos novos que conjuguem fidelidade e criatividade.

O que seria da Igreja, das paróquias, comunidades, movimentos ou grupos sem a presença atenta e disponível das mulheres? Bem hajam!

in Voz de Lamego, n.º 4304, ano 85/17, de 10 de março de 2015