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PASTORAL VOCACIONAL | Pastor, o cultivador de todas as vocações

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Todos os homens e mulheres são chamados (vocacionados) para a vida, para o amor, para a Igreja, para Deus. Por isso, toda a vocação acontece como experiência de encontro com o Senhor que chama, directamente (Gn 12, 1-9; Jr 1, 4-19; Mt 9,9; Mc 1, 17) ou através de outros (1 Sm 3, 7-10; Jo 1, 35-39).

A animação vocacional é um ministério de mediação nesse encontro interpelante com Jesus Cristo, ajudando os outros a darem-se conta do Senhor que passa pelas suas vidas, elegendo e chamando. Ajudar o irmão a encontrar-se vocacionalmente e a encontrar o Outro é um serviço da pastoral, na medida em que ajuda a descobrir e a percorrer caminho.

A pastoral vocacional é comunitária e o discernimento vocacional pode dar-se ao longo de caminhos comunitários: a liturgia e a oração, a comunhão eclesial, o serviço da caridade… O “acompanhamento”, após o anúncio e o convite pode concretizar-se na direção espiritual, no diálogo pastoral, na relação de ajuda… Colocar-se ao lado, acompanhando, respeitando o ritmo e mostrando caminho, na proximidade e na escuta.

Por isso, “é urgente passar de uma pastoral vocacionalmente administrada por um agente isolado, a uma pastoral cada vez mais entendida como ação comunitária, de toda a comunidade nas suas diversas expressões: grupos, movimentos, paróquias, dioceses, institutos religiosos e seculares…” (NVNE 26f).

Neste particular e nesta acção singular de anunciar e acompanhar, apesar de ser acção de toda a comunidade, assume particular destaque o “pastor, sobretudo o presbítero, responsável por uma comunidade cristã, o ‘cultivador directo de todas as vocações” (NVNE 29), com particular destaque para as vocações religiosas e ordenadas.

Sublinhando a presença e acção de tantas pessoas ao longo da caminhada: família, catequistas, professores, formadores, fiéis, bispos… não se pode esquecer o singular papel dos párocos e sacerdotes: deles se recebem incentivos e apoio, neles se pode ver o exemplo a seguir e o testemunho a continuar e a eles se agradece o convite, a presença e a oração que dedicam à missão.

Assim, a pastoral vocacional não se entende nem plenamente se concretiza sem a presença e ação dos sacerdotes que, localmente, melhor conhecem e mais rapidamente chamam, convidam e motivam a avançar. E zelar pela pastoral, vocacionalizando-a, é ato de semear para um futuro que já começou.

Acreditando na Providência divina e confiando na Sua ação, também se sabe o quanto a ação da Igreja (oração, convite, discernimento, grupos, retiros, diálogo, acolhimento…) é importante para que o plano de Deus se concretize. A solicitude pastoral dos presbíteros é fundamental para que todos os homens e mulheres se reconheçam vocacionados (chamados).

Comissão Diocesana Vocações e Ministérios,

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4303, ano 85/16, de 3 de março de 2015

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