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MEMÓRIA E LIBERTAÇÃO | Editorial Voz de Lamego | 3 de março

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A edição desta semana dá grande destaque à Visita Pastoral de D. António Couto à cidade de Lamego, com as duas paróquias, Sé e Almacave. Destaque importante também para a SEMANA NACIONAL DA CÁRITAS, 2 a 8 de março, com entrevista à Presidente da Cáritas Diocesana de Lamego. Como nos tem habituado, a Voz de Lamego traz uma diversidade imensa de reflexão e notícias, com o comentário à liturgia de domingo, as intervenções do papa Francisco. Para já o Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor do nosso Jornal Diocesano:

MEMÓRIA E LIBERTAÇÃO 

A história é simples. Uma senhora doente, internada no hospital, queixava-se em alta voz dizendo estar cheia de sede: “Ai que sede que eu tenho, que sede que eu tenho”. Alguém se disponibilizou para ir buscar água. Bebeu e ficou saciada. Quando os outros pensaram que agora iria sossegar e deixar descansar os demais, começou novamente: “Ai que sede que eu tinha, que sede que eu tinha”!

Não é salutar continuar a “sofrer as dores de ontem”. Como escreveu alguém, “a infelicidade alimenta-se das memórias” e “as frustrações do passado assassinam as esperanças”. Há feridas que se mantêm porque não há disponibilidade para deixar sarar e cicatrizar…

Apesar do olhar se voltar para avaliar o percurso e da consciência assumir que poderia ter sido melhor, a Quaresma é, para o crente, um convite para se voltar para diante, para a meta, para a vida. Porque a misericórdia do Senhor fundamenta e alimenta-lhe a esperança, apesar dos limites e imperfeições de ontem e de viver num hoje nem sempre cómodo ou isento de riscos.

A caminhada quaresmal surge como oportunidade, também, para a libertação do que estorva o ritmo, desvia o rumo e ensombrece a esperança. Daí o insistente apelo à Reconciliação. Porque a confissão dos pecados, acompanhada do arrependimento e da conversão, é fonte de libertação. Viver em função de sentimentos menos bons, de recordações menos alegres ou de acontecimentos e decisões menos simpáticas é perturbador e diminui a alegria.

Quanta serenidade e harmonia no rosto, nas palavras e nos gestos de quem sabe, todos os dias, compreender-se como peregrino, encarando a vida, com o bom e o menos bom, como viagem transitiva que conduz ao definitivo, Deus!

 in Voz de Lamego, n.º 4303, ano 85/16, de 3 de março de 2015

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