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Pastoral Vocacional: A Igreja tem uma função mediadora e pedagógica

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Para a maior parte dos nossos leitores, falar de “vocação” será sinónimo de percursos de vida enquanto consagrados (religiosos) ou ministros da Igreja (padres e bispos). Durante muitos anos, a pastoral vocacional procurou anunciar tal chamamento e recrutar candidatos que se enquadrassem no perfil aceite.

Mas o assunto é mais vasto e diz respeito a todo o ser humano. Afinal, Deus chama todos: para cada um há o chamamento à vida, à realização e à santificação. Nenhuma vida é um acaso ou um incidente, nem nenhuma vida pode ser considerada uma perda de tempo ou algo de insignificante. Apesar das circunstâncias em que é vivida, do grande ou do pequeno percurso feito, etc, cada vida é algo de único e cada um é responsável pela vida que recebeu como dom.

Neste contexto, de que falamos quando referimos “vocação”? Aqui fica uma definição possível: “A vocação é uma realidade constitutiva do ser humano, fruto do diálogo entre a palavra ‘eficaz’ do Criador, que escolhe-chama-envia-assiste, e a resposta ‘humilde’ do crente, que constrói a sua identidade em relação vital com os demais, em continuidade projetiva e em evolução dinâmica, até se converter em imagem de Cristo, membro ativo da Igreja, sinal vivente do Reino de Deus” (Mario Oscar Llanos, Pastoral vocacional na nova evangelização, p. 24).

Perante este conceito de vocação, facilmente percebemos que Deus espera correspondência, com ações, da parte da pessoa chamada, que deve entender-se como eleito-responder-cumprir a missão-ser fiel. Nesse sentido, “toda a vocação cristã é ‘particular’ porque interpela a liberdade de cada homem e gera uma resposta personalíssima numa história original e irrepetível” (NVNE, 19).

A mediação pastoral procurará ajudar cada um a acolher e a discernir a sua identidade, cumprindo a sua vida. Por causa desta mediação, a Igreja é chamada “mãe de vocações” porque “as faz nascer, com a força do Espírito, protege-as, nutre-as e sustenta-as. De modo especial, é mãe porque exerce uma preciosa função mediadora e pedagógica” (NVNE, 19d).

A Igreja cumpre tal missão de mediação quando ajuda e estimula cada crente a tomar consciência do dom recebido (vida) e da responsabilidade que o dom traz consigo. Mas também forma e provê a que cada um tenha a necessária e adequada formação. A oração, a pregação, a catequese, os diferentes grupos e movimentos, a formação permanente… tudo está ao serviço desta mediação e pode ser visto como cumprimento da eclesial missão pedagógica.

Comissão Diocesana Vocações e Ministérios,

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4302, ano 85/15, de 24 de fevereiro de 2015

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