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QUERER OU SER NOTÍCIA | Editorial Voz de Lamego | 24 de fevereiro

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Edição de 24 de fevereiro, a Voz de Lamego presenteia-nos com grande diversidade de notícias, textos, reflexões. A primeira página destaca a Visita Pastoral de D. António Couto a duas das mais pequenas comunidades do Arciprestado de Lamego (e da própria Diocese), Pretarouca e Bigorne, cuja notícia é aprofundada no interior. Saliente-se a primeira CONFERÊNCIA QUARESMAL de D. António, na Sé Catedral, convidando já para a próxima, no Domingo, 1 de março, pelas 17h00. Na primeira página, a evocação do 94.º Aniversário de Monsenhor Germano, no passado dia 20 de fevereiro, e que contou com a presença do nosso Bispo, D. Amtónio, e do Bispo Emérito, D. Jacinto, no Seminário Maior de Lamego para lhe cantarem os parabéns, felicitando-o neste dia.

O Editorial fala-nos do bem silencioso e do barulho que o mal acentua.

QUERER OU SER NOTÍCIA

A afirmação “o bem não faz barulho e o barulho não faz bem” facilmente se confirma diante das notícias que chegam ou se experimenta quando se vive perto da agitação e do ruído. Em relação aos factos divulgados, desde cedo nos habituámos a olhar para a notícia como o relato de algo insólito, não comum, isto é, a mordedura só se torna conhecida se for protagonizada pelo homem e não pelo cão!

A toda a hora, em todo o mundo, há homens e mulheres que fazem o bem e elevam a humanidade. Às vezes são notícia e recebem prémios. Mas a grande maioria será sempre jornalisticamente anónima, porque faz o que é expectável e bom, para si e para os outros.

Ao mesmo tempo, no mesmo mundo, há também aqueles que, protagonizando factos que não são expectáveis, se tornam conhecidos e são notícia pelo mal que fazem. E, pior ainda, diante do ritmo noticioso, do aparecimento de novos incidentes e protagonistas ou do aparente esquecimento, parece que persistem no mal para serem notícia.

Vem isto a propósito da violência e do extermínio protagonizados pelos terroristas do autoproclamado “estado islâmico”. O registo e divulgação dos assassinatos cometidos quererão amedrontar possíveis adversários, motivar fugas ou sujeitar quem os observa. Mas tamanho cuidado e empenho em encenar e divulgar o mal feito, bem como a introdução de formas diferentes de matar, traduzem uma vontade de querer ser notícia, ser conhecido e marcar a atualidade.

No mês passado, o mundo assinalou os 70 anos do encerramento de um, tristemente famoso, campo de extermínio para judeus. Nos nossos dias, em diversos pontos do globo, há cristãos que continuam a ser exterminados, vítimas de indivíduos que fazem o mal, também, para serem notícia.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, n.º 4302, ano 85/15, de 24de fevereiro de 2015

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