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Ano de Vida Consagrada | Lamego | Dominicanas

dominicanas

Mosteiro de Nossa Senhora da Eucaristia

Monjas Dominicanas de Clausura

Na sua origem, as religiosas Dominicanas Contemplativas vivem segundo o carisma do próprio S. Domingos de Gusmão, Fundador da Ordem dos Pregadores, que fundou o primeiro convento em Prouille (França) que foi inaugurado no mês de dezembro, decorria então o ano de 1206. As Monjas da Ordem de Pregadores, nasceram nesse ano, quando São Domingos associou à sua “santa pregação” pela oração e penitência, mulheres convertidas à fé católica, reunidas no Mosteiro de Santa Maria de Prouille e consagradas somente a Deus. Pela sua maneira de viver a perfeita caridade para com Deus e para com o próximo, a monja Dominicana é chamada colaborar na salvação de todos os homens, seus irmãos. Chamadas por Deus, a exemplo de Maria, irmã de Lázaro, as monjas permanecem aos pés de Jesus, escutando as suas palavras. Esquecendo-se do que deixaram para atrás, entregam-se radicalmente ao que abraçam mediante a profissão dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, consagrando-se a Deus por votos públicos. Com pureza e humildade de coração, com fervorosa e assídua contemplação, amam a Cristo que está no seio do Pai.

A sua presença em Portugal, da qual o Mosteiro de Nossa Senhora da Eucaristia em Lamego é herdeiro, foi restaurada em 30 de Abril de 1932 com a chegada a Leixões (Porto) do navio onde viajaram desde Bordeus (França) quatro religiosas dominicanas de clausura vindas do convento de Prouille e que com a ajuda de algumas almas beneméritas se instalaram então em Vila do Conde onde foi celebrada a primeira Missa conventual no dia 7 de Maio de 1932. Após várias tentativas e numa constante busca por um local mais adequado à vida em clausura ficaram instaladas na casa de Santa Ana em Azurara onde em 29 de Setembro de 1934 estabeleceram a Clausura papal, própria dos conventos femininos contemplativos. Nesse dia, houve a tomada de hábito das primeiras três noviças e os votos perpétuos de uma das Irmãs. Puderam também aí iniciar a Adoração Eucarística Perpétua pois haviam dado ao Mosteiro o título de Mosteiro de Nossa Senhora da Eucaristia. Em 24 de Dezembro de 1952 e depois de por muito terem passado devido ao clima extremamente húmido de Azurara, instalaram-se na Quinta dos Cisnes em Azevedo-Campanhã, nos arredores do Porto, onde iniciaram algumas das tarefas que ainda hoje executam, tais como a feitura de hóstias. Do Porto vieram para a Cidade de Lamego, a partir de 1996, sendo para isso convidadas pelo Monsenhor Ilídio Fernandes e o Dr. Fausto Montenegro que foram os grandes impulsionadores da sua presença na Diocese de Lamego, com a aprovação eclesiástica do Sr. D. António Castro Monteiro que à data era o Bispo da Diocese. Durante todos estes anos de existência em Lamego, este Mosteiro de Nossa Senhora da Eucaristia tem sido o pulmão espiritual da Cidade e Diocese de Lamego.

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Situado no cume do Monte de Santo Estevão, no cimo do Parque dos Remédios, este Mosteiro encontra-se “aberto” á hospitalidade de cada um dos amigos que o visita. Dele podemos sempre trazer uma palavra amiga e o bom conselho das Irmãs. Todas elas se encontram de idade avançada, mas de espirito sempre jovem, deixam sempre palavras de esperança e de carinho para cada um que as visita. Todos os dias é celebrada às 8:300, na sua capela, a Eucaristia onde participam muitos cristãos da cidade. A visita às Irmãs é possível das 10:00 ás 12:00 e das 14:00 ás 18:00. O grande dia de festa da Comunidade Conventual é o dia 8 Agosto, dia do Pai S. Domingos. É celebrada missa solene, normalmente presidida por Sua Exa. Rev.ma. o Sr. Bispo de Lamego,à  qual se segue um pequeno convívio com as monjas no claustro do mosteiro.

No dia-a-dia das Monjas de Clausura, ocupa lugar proeminente a Eucaristia, a Adoração ao Santíssimo e oração do Oficio Divino ou Liturgia das Horas. Esta Oração da Igreja consta do Oficio da Leitura, Laudes, Vésperas, Completas e as Três Horas Menores ou intermédias. As Matinas ou Oficio da Leitura e as Laudes rezam-nas as religiosas, no coro, de manhã. Durante o dia são rezadas Tércia, Sexta e Noa, Horas intermédias. Ao cair da tarde, são rezadas as Vésperas. As completas são o último ato coral do dia, momentos antes de as religiosas se retirarem para descansar, mediante o qual se encomendam ao Senhor e deixam em Suas mãos a vida das suas almas antes de dormir. Ao longo do dia também trabalham nas tarefas domésticas, servindo pelo trabalho generoso a comunidade conventual. Concluem assim o seu dia, dando cumprimento á sua divisa que é: Louvar-Bendizer-Pregar.

As Monjas Dominicanas são chamadas por Deus, como Maria, a uma vida totalmente contemplativa. Procuram assim, responder ao carisma que lhes foi dado pelo seu Fundador, São Domingos. Ingressam no mosteiro, dando-se inteiramente a Deus, dedicando-se á oração e ao Seu Louvor. Desejam ser na Igreja o Amor que Ama, uma vida de contínuo louvor a Deus e pela oração e ascese reparam “ os pecados do mundo”. A monja dominicana, tal como S. Domingos, seu fundador, por todos se sacrifica, por todos dá a vida como Cristo Jesus, numa atitude oblativa. Adora a Cristo na Eucaristia, Sacramento divino do Seu Amor, e com Ele, se oferece ao Pai para a redenção dos homens seus irmãos. Chamada por Deus a esta vocação sublime na Ordem Dominicana, e consciente desse chamamento, a monja consagra-se a Ele a fim de cooperar com os padres da mesma Ordem na salvação do mundo.

A exemplo de Nossa Senhora, As Irmãs optaram por uma vida oculta de Oração silenciosa e adorante e assim tornam frutuosa e fecunda a atividade apostólica de seus irmãos Padres Dominicanos, dos Párocos da Diocese e de toda a igreja. São felizes por serem “presença Orante” no Reino do seu Senhor. A alegria transbordante de quem se consagra totalmente ao serviço do Reino, é o testemunho e expressão profunda do valor e grandeza da sua vocação, um dom precioso de Deus à Humanidade.

A vida contemplativa é uma forma de vida, cujo espirito contemplativo procura Deus no silêncio e na abnegação. É um movimento profundo do Espirito presente na Igreja que jamais cessará, enquanto houver corações que escutem a Sua voz. Não são o medo, o desencanto, o arrependimento ou refúgio que povoam os Mosteiros. É o Amor de Deus. Por isso, no meio das grandes cidades modernas, nos países mais ricos, nas planícies do Ganges ou nas selvas africanas, há almas capazes de dedicar toda a sua vida à adoração e ao louvor, almas que se consagram voluntariamente à ação de graças e á oração pelos outros seus irmãos; almas que se constituem livremente fiadoras da humanidade diante do seu Criador, quais advogados e defensores dos seus irmãos, de todos os homens, diante do Pai celestial.

Irmã Vitória, op, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4301, ano 85/14, de 17 de fevereiro de 2015

  1. Manuel Lino
    02/04/2018 às 17:22

    Gostava de ter o contacto telefónico das Irmãs Dominicanas de Clausura, de Lamego. Tive o telefone fixo, mas agora informam-me que o nº não está atribuído. Tive também
    o contacto TM da Irmã Imelda, mas como faleceu não tenho possibilidade de falar com as Irmãs. Poderá ajudar-me?
    Obrigado. Manuel Lino, TM 962933426, 914327305

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  2. Maria Arminda Costa
    12/02/2019 às 11:51

    Gostava de poder falar com a Madre Vitória do convento das dominicanas contemplativas nossa senhora da eucaristia mas nso tenho seu contacto poderia-me ajudar?fico agradecida.obrigada.

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