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VIVER A FRAGILIDADE | Editorial Voz de Lamego | 10 de fevereiro

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O Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, na ambiência da edição desta semana, propõe-nos a reflexão sobre a fragilidade mormente da doença. O dia 11 de fevereiro é o Dia Mundial do Doente. Na edição anterior, a publicação da Mensagem do Papa Francisco, esta semana, o Editorial remete-nos para a fragilidade da doença e, fazendo eco da Mensagem papal, para aqueles e aquelas que cuidam das pessoas mais frágeis, que prestam cuidados, por vocação ou por profissão, para que verdadeiramente sejam “os olhos do cego e os pés do coxo”.

Cada edição do Jornal Diocesano é preenchida com reflexões, notícias, eventos a realizar, propostas. Entre outras informações: Conselho Diocesano de Pastoral; formação do clero de Lamego; função dos tribunais eclesiásticos; entrevista à Ir. Joaquina Vazão, sobre o Centro de Escuta e Aconselhamento; abertura do Ano da Vida Consagrada, em Lamego; a Pastoral Vocacional e a presença do Seminário Menor em mais uma comunidade.

VIVER A FRAGILIDADE

O homem transporta em si o desejo de permanecer vivo, sentindo-se mal diante da possibilidade de deixar de ser, de estar, de sentir ou de fazer. Também o crente, na sua humanidade e apesar de se saber a caminho da eternidade, enfrenta e combate a morte.

E se, diante do sucesso, o homem esquece, momentaneamente, que é mortal, a verdade é que a doença, fácil e rapidamente, lhe recorda a sua fragilidade.

E este é um dos desafios que o ser humano enfrenta e que se prende, precisamente, com o acolher da vida na sua fragilidade no seio de uma sociedade marcada pelo culto da performance, da rentabilidade, do prazer… O que fazer quando o corpo já não corresponde ou é diferente ou não conforme ao padrão publicitado?

Apesar das debilidades e da falta de autonomia, saber-se e sentir-se amado pode proporcionar ao doente a aceitação diante das limitações, trazendo-lhe serenidade e razões para prosseguir. E sentir-se amado é fruto de uma presença e de um contínuo cuidado que se experimentam e que estão muito para lá das palavras ou de uma proximidade ocasional.

Na mensagem para o XXIII Dia Mundial do Doente, o Papa Francisco valorizou o carinho dos que tratam dos doentes. A este sair de si para cuidar do mais frágil e carenciado, o Papa chama “sabedoria do coração”, que não se aprende nos livros nem se paga por transferência bancária, mas que brota da vontade de servir e seguir o exemplo do Senhor.

A dor física pode ser grande, mas o sofrimento provindo do sentir-se abandonado poderá ser ainda maior! Daí que o Papa tenha valorizado todos quantos são “os olhos do cego e os pés do coxo”. E são muitos os que incarnam esta missão. Bem hajam!

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4300, ano 85/13, de 10 de fevereiro de 2015

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