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PERIGO DO “NIM” | Editorial Voz de Lamego | 16 de dezembro

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A poucos dias da celebração do Natal de Jesus Cristo, a edição desta semana transparece, desde logo, a luminosidade deste tempo, que se expressa nas imagens e nos textos, nos desejos e nos comentários. Desde logo, chamada de atenção para a MENSAGEM DE NATAL DE D. ANTÓNIO COUTO a abrir o Jornal, na primeira página.

Mas muitos outros motivos, entre notícias e as habituais reflexões, apresenta a edição do Jornal da Diocese de Lamego. Aqui fica, para ambientar, o Editorial:

PERIGO DO “NIM” 

Na caminhada para a celebração do Natal faz-nos companhia a figura de João Baptista, de quem continuamos a ouvir o convite para mudar, para crescer, para avançar. Anunciando a presença d’Aquele que salva e apontando para o baptismo no Espírito Santo, o precursor cumpre a sua missão.

As poucas linhas que os evangelhos lhe dedicam são suficientes para o visualizarmos na sua simplicidade, o ouvirmos em interpelações provocadoras, o acompanharmos até à prisão e ali testemunharmos a sua morte.

Apontando para a verdadeira Luz, com humildade, apresenta-se como testemunha d’Aquele a quem nem sequer é digno de “desatar a correia das sandálias”. E se é verdade que protagoniza uma “pastoral de estaca”, na medida em que espera que venham ter com ele, não deixa de ser referência pela responsabilidade com que assume a sua missão e eleva a voz para anunciar e denunciar.

A frontalidade diante da vida e a clareza nas respostas merecem destaque, não se escondendo em declarações dúbias ou em palavreado que pode significar tudo e também o seu contrário. O seu posicionamento não deixa dúvidas e a coerência acompanha-o. Com posturas claras e escolhas nem sempre fáceis, a sua coragem marca-nos.

O Apocalipse, último livro da Bíblia, tece duras críticas a todos quantos evitam compromissos, que nem são quentes nem frios, mas vencidos pela tentação do silêncio, da fuga e da facilidade.

A fé exige opções, não é neutra. Querer preservar-se do risco de escolher pode ser apenas sinónimo de comodismo e não de prudência. Eis as “pessoas nim”, que estão algures entre o não e o sim, incapazes de dizer e de dizer-se com clareza, humildade e verdade.

O Advento é também oportunidade para, com frontalidade, clarificar e assumir.

Pe. Joaquim Dionísio, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4293, ano 84/55, de 16 de dezembro de 2014

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