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RUMO CERTO | Editorial Voz de Lamego | 2 de dezembro

RUMO_CERTO

A chegar às mãos, a edição do jornal diocesano, Voz de Lamego, a primeira deste mês de dezembro, deste mês que nos conduz à celebração festiva do Natal, nascimento de Jesus Cristo, Deus connosco.

O destaque de primeira página vai para a presença do Papa Francisco em Estrasburgo, o Parlamento Europeu, notícia desenvolvida nas páginas centrais, e para a CAMPANHA CÁRITAS, 10 Milhões de Estrelas, um Gesto pela Paz.

Mas o jornal faz-se de muitas outras notícias, com alguns movimentos eclesiais em ação, o Apostolado de Oração, o SDPJ, o Pré-Seminário, o MMF; bem assim como as atividades das paróquias e da Diocese, eventos da região, e os artigos de opinião/reflexão.

Ambientando esta edição, o Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego:

RUMO CERTO

Um automobilista entrou na auto-estrada em contramão sem se aperceber do facto e seguiu viagem, sem dar importância às luzes e buzinadelas dos que com ele se cruzavam. Minutos depois, pela rádio, o locutor avisa que em determinada estrada – a mesma onde, impávido e sereno, seguia o nosso condutor – um carro seguia em contramão. E logo o nosso amigo desabafava: “se fosse só um!”

Apesar de ser o único a circular assim, não é capaz de equacionar uma eventual falha pessoal e reconhecer o erro. Pelo contrário, cheio de presunção, não tem dúvidas do rumo que segue e ainda ousa denunciar os outros. Nem se dá conta que, naquela direcção, se afasta cada vez mais da meta pretendida.

Às vezes comportamo-nos como este condutor incauto e teimamos em ser os únicos a avançar na direcção certa, não reconhecendo sinais, avisos ou conselhos que nos enviam e mostrando, até, desagrado quando nos contrariam.

O advento, sendo tempo de espera atenta e activa, é também oportunidade para avançar, na certeza de que a vida está sempre adiante. E nem sempre o ceder, o inverter ou o alterar da marcha e do ritmo é prova de fraqueza ou sinónimo de perda de tempo.

Por isso se repete o apelo “vigiai”. Não para apurar o olhar denunciador sobre os outros, mas para acertar o próprio rumo, caso seja necessário.

E reconhecer que se pode melhorar ou confessar que não se está no melhor caminho, é próprio de quem não se julga o maior ou se tem como ponto de referência. Custa, mas consegue-se!

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4291, ano 84/53, de 2 de dezembro de 2014

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