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Seminários 2014 | SERVIDORES DA ALEGRIA DO EVANGELHO

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Estamos a viver a Semana dos Seminários, de 09 a 16 de Novembro, no nosso país. Uma oportunidade para os fiéis olharem mais atentamente para estas casas, centros de formação e acompanhamento vocacional, rezarem por todos quantos ali vivem e crescem, rogando ao Senhor pelas vocações sacerdotais, e contribuírem para a sua continuidade, nomeadamente através do ofertório das Missas do dia 16.

Na nossa diocese de Lamego existem dois seminários: o Menor, Seminário de Nossa Senhora de Lourdes, em Resende, e o Maior, Seminário Jesus, Maria e Ana, em Lamego. Por causa da formação académica, os nossos seminaristas maiores (7) integram o Seminário interdiocesano de S. José, em Braga, juntamente com os seminaristas de Bragança (5), Guarda (3) e Viseu (5).

 

Casas de formação

Os seminários, casas para a formação dos futuros padres, apareceram na história após o Concílio de Trento, quando a Igreja reconheceu a necessidade de formar devidamente os seus pastores, tendo em vista o desafio que a Reforma representava. Ao longo destes séculos, em casas próprias ou emprestadas, adaptadas ou construídas de raiz, maiores ou menores, com mais ou menos comodidades, os seminários foram cumprindo a sua missão de acolher, acompanhar, formar e enviar padres para animar pastoralmente as comunidades cristãs.

Os seminários formaram muitos jovens para o sacerdócio, mas também contribuíram para a formação de muitos homens que, não chegando à ordenação presbiteral, aqui receberam ensinamentos, valores e princípios que os ajudaram a singrar na vida. A este propósito, é gratificante participar nos encontros de antigos seminaristas e testemunhar a gratidão, a saudade e a alegria de tantos e tantos que, embora longe, não deixam de reconhecer ao seminário importante papel na sua formação. Quantas gerações não tiveram a oportunidade de obter uma educação de qualidade nos seminários?

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Casas menos cheias

Tal como ontem, os seminários da nossa diocese cumprem a missão para que nasceram, apesar dos seminaristas serem em menor número. Nos anos anteriores e imediatamente posteriores ao Concílio Vaticano II viveu-se uma “época de abundância”, com os seminários repletos de jovens candidatos ao sacerdócio. A maioria dos seminaristas era composta por crianças ou adolescentes, provenientes da cultura de cristandade dominante. Esta impregnava os âmbitos sociais, familiares e educacionais, que são os espaços mais incisivos para a socialização dos valores religiosos. O discernimento acontecia, muitas vezes, “depois de entrar” na instituição. Para ingressar era suficiente “querer ser padre”. Só depois se esclarecia e se confirmava tal desejo.

A partir de meados dos anos 80 e 90 há um decréscimo de seminaristas e rapidamente os seminários se transformam em casas com poucos residentes. Algumas explicações podem surgir para a escassez: baixa natalidade, outras possibilidades de formação, mudanças sociais, declínio da dimensão religiosa…

Os responsáveis pela formação nos seminários que, em tempos de abundância se ocupavam em escrutinar os candidatos, tornam-se agora promotores da vocação.

Importante semear

A nossa sociedade caracteriza-se por uma grande centralidade do homem e este aparece como um ser sem vocação. Uma situação que afecta todos, não apenas as diocese sem sacerdotes ou os institutos sem consagrados. O grande desafio é criar uma cultura da vocação, não apenas para encher os seminários, mas para ajudar a encontrar um sentido para a vida. E isso pode conseguir-se com um trabalho conjunto, na pastoral da Igreja, no dia a dia da diocese, mudando mentalidades e práticas. Mais do que técnicas de recrutamento, importa testemunhar e convidar.

A imagem do semeador está presente, animando e orientando todos na missão de semear, desafiando a esperança de quem gostaria de ver frutos rapidamente e em abundância. Um processo lento que exige perseverança.

Alegria e esperança

A nossa diocese, com as suas 223 paróquias, conta com um presbitério empenhado e generoso que se esforça por servir os fiéis das comunidades cristãs que lhe estão confiadas. Cada um dos nossos sacerdotes é uma graça para a Igreja e para esta porção do Povo de Deus. Nos últimos 10 anos foram ordenados 22 sacerdotes em Lamego. Podem não ser muitos, mas são uma graça e serão, também estes, a contribuir para novas vocações.

A pastoral vocacional não se entende nem plenamente se concretiza sem a presença e acção dos nossos párocos que, localmente, melhor conhecem e mais rapidamente chamam, convidam e motivam a trabalhar na Messe do Senhor. Zelar pelas vocações sacerdotais é também acto de semear para um futuro que já começou. A nossa diocese vai tendo os padres que necessita porque sempre foi tendo párocos vocacionalmente empenhados.

Acreditamos na Providência divina e confiamos na Sua promessa de que a Igreja sempre terá os pastores de que precisa. Mas sabemos também o quanto a acção da Igreja (oração, convite, discernimento, grupos, retiros, diálogo, acolhimento…) é importante para que o plano de Deus se concretize. Por isso, a todos renovamos o convite para continuarem a colaborar.

 

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4288, ano 84/50, de 11 de novembro de 2014.

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