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CRUZ é VIDA | Editorial Voz de Lamego | 16 de setembro

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Edição de 16 de setembro de 2014, aí está o Jornal da Diocese de Lamego, Voz de Lamego, repleto de focos de interesse, artigos de opinião, reflexão para entrar e entranhar na mensagem de Jesus Cristo; tomada de posse do pe. Tiago Cardoso, nas respetivas paróquias; Colégio de Arciprestes e o novo Ano Pastoral; sugestão do novo livro do nosso Bispo, D. António Couto, sobre os desafios da Nova Evangelização; a agenda episcopal; pistas de reflexão da Palavra de Deus para o próximo domingo; mais um texto formativo do Departamento de Música Sacra; notícias da Igreja e da região; convocação para o lançamento do  Plano Pastoral da Diocese para o ano pastoral de 2014-2015 e que será no dia 27 de setembro, no Seminário Maior de Lamego, a partir das 9h30; a semana com o Papa Francisco, e ainda a inauguração de novo Centro Escolar de Sernancelhe.

Como habitualmente, a ambiência do Editorial, que nos faz mergulhar, esta semana, no mistério da Cruz, lugar de esperança e de ressurreição, ali está Cristo, a nossa salvação:

Cruz é Vida

No domingo celebrámos a Exaltação da Santa Cruz e contemplámos a expressão suprema do amor de um Deus que veio e partilhou a nossa humanidade, que de todos se fez servo e se deixou crucificar para vencer o pecado.

O caminho livremente escolhido por Jesus, conduzindo-o a uma morte que ninguém lhe inveja, mas é o expoente de um amor que interpela e provoca. A cruz é o último lugar da sua pregação, onde nos indica o caminho para chegar à vida plena.

Feita de diversos materiais e com formas variadas, descobrimos a cruz ao pescoço de tantos que encontramos, em casas onde entramos, em carros que circulam e em caminhos por onde andamos. Ela marca o início das nossas celebrações, abre as procissões, assinala os baptizados e confirma os crismandos.

A cruz une o céu e a terra, o alto e o baixo, o norte e o sul, o este e o oeste, a direita e a esquerda. E no centro da cruz, no centro do mundo, a figura de Cristo crucificado, aquele que une e salva. Ali é o lugar da reconciliação.

Mais do que adorno ou amuleto, a cruz é para nós sinónimo de serviço, de amor e de vida. Mais do que pendurar uma cruz, Jesus pede-nos para levá-la todos os dias. E levar a cruz não significa apenas sofrer com paciência, suportar ou resignar-se; a cruz é sinónimo de amor. De que vale um amor que não custa nada? Que amizade é aquela que não requer um certo esforço?

As notícias falam-nos de homens e mulheres que são vítimas de fundamentalistas e morrem por causa da fé. Acreditamos, como Tertuliano, que “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”.

Pe. Joaquim Dionísio, VOZ DE LAMEGO, 16 de setembro de 2014, n.º 4280, ano 84/42

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