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Archive for Agosto, 2014

137 anos Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lamego

BVLamego1A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lamego comemorou mais um aniversário, o 137.º, para alegria de todos quantos fazem parte da Associação e da cidade de Lamego, a quem este Corpo procura servir de forma célere e contínua.

O dia ficou marcado pela evocação de quantos fizeram parte desta Associação, com a celebração da Eucaristia e a romagem aos cemitérios da cidade, mas também com o habitual desfile pelas ruas da cidade e com o convívio sempre salutar e amigo entre todos quantos se reuniram no seu Quartel.

Na passagem de mais este aniversário, o nosso jornal saúda esta conhecida e acarinhada Associação e todos quantos a formam. Da mesma forma, louvamos e agradecemos toda a disponibilidade, abnegação e espírito de serviço demonstrados no serviço à comunidade lamecense e ao país.

Parabéns aos nossos Soldados da Paz

in VOZ DE LAMEGO, 12 de agosto de 2014, n.º 4275, ano 84/37

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PORTUGAL AGRADÁVEL | Editorial Voz de Lamego | 12-8-2014

vl_12agostoDepois de duas semanas de férias, o Jornal da Diocese, Voz de Lamego, está de volta. Durante as férias a vida continua e desta feita a edição do jornal traz também até nós alguns eventos que mobilizaram pessoas e comunidades. A primeira página reflete a perseguição aos cristãos do Iraque que os conduz para fora deste país. E logo a chamada para a Semana das Migrações que decorre de 11 a 17 de agosto, cuja Peregrinação Internacional a Fátima será presidida pelo Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos.

Um desafio permanente dos diversos colaboradores habituais que convidam a alargar horizontes, no compromisso concreto de viver melhor e mais comprometidos com os outros. Pelas páginas centrais os acontecimentos destes dias: o falecimento de Monsenhor Simão Botelho, a Festa de São Domingo do Mosteiro das Dominicanas, presidida por D. António Couto, o ritiro dos jovens da paróquia da Sé, os jovens da Diocese de Lamego e sobretudo de Almacave em Taizé, a primeira reunião do Conselho Pastoral; 4.º Edição do Verão é Missão, promovida pelos Jovens Sem Fronteiras, de Vila da Ponte, como proposta aos jovens da Diocese; os 500 anos dos Forais manuelinos, na Freguesia de Pinheiros, Zona Pastoral de Tabuaço, no início do mês de julho, e de Samodães, no Arciprestado de Lamego, no próximo fim de semana; o 137.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Lamego, entre outras notícias. Sublinhe-se também a proximidade da Festa maior da cidade de Lamego e da região, a Festa de Nossa Senhora dos Remédios, e também a Marcha  e Corrida solidária da Mulher duriense no último dia de agosto. Pelo meio informações sobre a Igreja e sobre a região, com o comentário às leituras do próximo domingo e um resumo das intervenções do Papa Francisco nos últimos dias.

Segue o EDITORIAL que nos ambienta em tempo de férias e no pluralismo de reflexões e de acontecimentos.

PORTUGAL AGRADÁVEL

Entre nós, verão é sinónimo de ocupação diferente do tempo, proporcionando a muitos o desejado descanso das habituais ocupações e um intervalo nas responsabilidades assumidas. Nesta altura, neste interior desertificado e quase sempre esquecido nos períodos em que não há campanhas eleitorais, há festas que aproximam e promovem encontros, romarias que mantêm vivas tradições, chegadas alegres que não evitam lágrimas nas partidas com promessas de regresso, há aldeias envelhecidas que se animam e gente cansada que recupera forças…

Para lá do convívio e do descanso, o período estival pode também proporcionar viagens e contactos com realidades do mundo indirectamente conhecidas. E se viajar e “andar por lá” nos permite um conhecimento sem a participação de terceiros, também é verdade que tal contacto nos permite uma melhor avaliação do que somos, da vida que vivemos e dos meios de que habitualmente usufruímos.

Porque não resistimos à comparação, não raras vezes, concluímos que não somos tão pequenos como dizem nem tão limitados como, às vezes, nos pensamos ou confessamos. Se viajar nos permite descobrir, também pode contribuir para nos conhecermos e valorizarmos.

Apesar da pequena área em que nascemos e crescemos, das irresponsabilidades de certos governantes ou da aparente impunidade dos “donos disto tudo”, a verdade é que somos um povo agradável no trato, esforçado em bem acolher e compreender, capaz de deixar saudades a quem nos visita.

A tão falada auto-estima lusa, tradicionalmente deficitária, é estimulada quando nos confrontamos com outras realidades humanas. Afinal, somos um povo simpático que merece ser conhecido e valorizado. Não apenas por termos dado “novos mundos ao mundo”, mas porque contribuímos para tornar mais agradável este mundo e mais alegres as vidas de quantos aqui vivem e por aqui passam.

Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, VOZ DE LAMEGO, 12 de agosto de 2014, n.º 4275, ano 84/37

Bodas de Prata Sacerdotais | Pe. JOSÉ AUGUSTO MARQUES

Pe. JOSÉ AUGUSTO DE ALMEIDA MARQUES

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A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para a frente”. Soren Kierkergaard

A nossa vida, sendo um dom inestimável de Deus, deve ser vivida permanentemente como resposta agradecida a esse dom. A melhor forma de corresponder ao dom é doando-se e gastar a vida como uma dádiva de amor e serviço. Acordar todas as manhãs e poder contemplar a beleza da criação que Deus coloca nas nossas mãos é uma graça, mas poder sentir-se como parte integrante desta vida e colaborador com o Criador nesta obra é um dom que nunca conseguiremos agradecer plenamente.

Esta realidade coloca diante de nós dois olhares que se cruzam, se interligam e se complementam… é forçoso olhar para trás e reconhecer as marcas do passado que vão fazendo a nossa história… mas é também imperioso olhar para a frente e continuar a projetar o amanhã como um serviço à vida feito de pequenas sementes que irão gerar vida nova. Se nem sempre somos capazes de ter esta atitude de sentir que “presente” é dádiva do ontem para concretização no amanhã, há certamente momentos em que nós sentimos mais de perto a necessidade deste duplo olhar que nos faz sentir vivos, mergulhados numa história que dá sentido ao hoje da nossa existência e nos faz olhar o mais além como espaço de realização para a continuidade da nossa história.

Hoje vivo mais de perto uma dessas oportunidades ao celebrar as Bodas de Prata Sacerdotais. Olhar para trás e agradecer o dom de Deus obriga-me a continuar a olhar para diante e a disponibilizar a minha pequenez para que Deus continue a realizar a Sua missão. Eis o “presente” que conjuga este duplo olhar e nos faz sentir a vida como dom em permanente doação.

  1. Como foram vividos estes 25 anos de missão?

“Fui alcançado por Cristo, por Ele tudo deixei…” (Fil. 3, 12) Foi com este lema que há 25 anos me entreguei ao Senhor para o serviço da Sua Igreja. Olhar para trás e fazer a retrospetiva deste percurso traz-me forçosamente à memória um sentimento – a gratidão.

Agradeço a Deus o chamamento e a aceitação da minha humilde resposta. Hoje tenho a certeza que Deus precisa apenas da nossa disponibilidade, Ele faz o resto… tantas vezes me deixou verdadeiramente confundido ao servir-se da minha pequenez para a realização da Sua missão… tantas vezes experimentei essa verdade de S. Paulo “quando me sinto fraco, então é que sou forte” (2 Cor. 12, 10), porque atua a força de Deus … ou esta, “trazemos, porém esse tesouro em vasos de barro, para que tão excelso poder se reconheça vir de Deus e não de nós.” (2 Cor. 4, 7) Tenho consciência de que o Seu amor e a Sua graça sempre supriram as minhas limitações e, por isso, tudo coloco nas suas mãos, pois tudo Lhe pertence.

Tive a graça de nascer e crescer numa família de fé e de vivência cristã que alimentou e incentivou a minha caminhada vocacional e o meu sacerdócio. A minha gratidão vai também para eles, porque prescindiram de mim para me entregar ao Senhor. Ele lhes dará a recompensa que eu, nem sempre, soube ou pude dar. Do mesmo modo, agradeço ao Senhor os colegas que caminharam comigo e se tornaram meus irmãos no sacerdócio. Foram apoio, incentivo e testemunho de fidelidade que me amparou no discernimento e na decisão.

Ao longo destes 25 anos tive oportunidade de experimentar sempre a importância da comunhão sacerdotal. Nas equipas com quem trabalhei no Seminário de Nossa Senhora de Lurdes, nas paróquias de Resende e Felgueiras, bem como no arciprestado de Resende, encontrei colegas que foram e são verdadeiros irmãos no sacerdócio, sábios mestres de orientação, referências de virtude no testemunho. Não teria percorrido o caminho da mesma forma sem eles. Foram um apoio e são uma âncora em quem continuo a confiar. O meu reconhecimento por me fazerem sentir em fraterna comunhão de irmãos e pelo caminho que me ajudaram a percorrer.

Não esqueço todos aqueles com quem fui fazendo caminho ao longo destes 25 anos – as várias gerações de seminaristas ao longo de 20 anos, os jovens alunos, colegas professores e funcionários do Externato D. Afonso Henriques ao longo de 26 anos, os paroquianos de Resende e Felgueiras ao longo de quase 20 anos. Sempre senti que a minha missão era a de fazer caminho com todos. No Seminário, na Escola ou nas Paróquias, sempre entendi a minha missão como uma presença de Igreja a apontar o único modelo que é Jesus Cristo. Com a consciência da fragilidade do meu testemunho, mas sem perder de vista o sentido da missão.

Lembro a promoção vocacional dos primeiros anos como membro do Secretariado das Vocações e responsável do Pré-Seminário e a riqueza que foi para mim o contacto assíduo com todos os adolescentes, as famílias, os párocos e as comunidades paroquiais dos quatro cantos da Diocese. Hoje dou graças a Deus pelos sacerdotes que são fruto dessa interpelação de Deus. Lembro as centenas de seminaristas e algumas dezenas de sacerdotes que ao longo de 20 anos pude acompanhar na sua decisão vocacional como Diretor Espiritual. Lembro os inúmeros alunos de Educação Moral e Religiosa Católica que pude acompanhar no Externato D. Afonso Henriques com quem procurei ter uma atitude de proximidade procurando envolvê-los na Escola e nas comunidades paroquiais. Lembro as crianças, os jovens, as famílias, os idosos e os doentes das comunidades paroquiais de Resende Felgueiras com quem vou procurando caminhar na direção de Jesus Cristo. Todos fazem parte deste trajeto sacerdotal e a todos agradeço pela colaboração, entreajuda e testemunho.

Lembro muito particularmente os colaboradores mais diretos com quem vou exercendo o meu sacerdócio nas comunidades paroquiais, os diversos grupos e movimentos paroquiais, as forças vivas, aqueles que se empenham de forma mais ativa e os que nos impulsionam todos os dias para a missão com o seu testemunho e vontade de ir mais longe e fazer mais e melhor. Todos me fazem sentir mais sacerdote pelo seu “sacerdócio” de doação.

25 anos têm sido um tempo de graça e um caminho de bênção. Olhar para trás permite-me sentir que fui abençoado por Deus pelo dom do sacerdócio, pelas pessoas que colocou no meu caminho, pelas oportunidades que me concedeu na realização da missão que me confiou, pelos desafios que me proporcionou para realização do Seu projeto. 25 anos não é muito, nem pouco tempo, porque o tempo de Deus não se quantifica, depende da intensidade com que o vivemos ao serviço da missão que Ele nos confia… não me compete avaliá-lo pelo resultado, senão pelo que significou para mim e, isso sim, posso dizer que tem sido uma bênção que nunca saberei agradecer o suficiente.

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Bodas de Prata Sacerdotais | Pe. JOÃO ANTÓNIO TEIXEIRA

Pe. JOÃO ANTÓNIO PINHEIRO TEIXEIRA

J.António-25 anosO que a vida me ensinou e a missão me mostrou

25 ressonâncias de 25 anos

  1. O padre é o homem da Palavra e tem de ser um homem de palavra. A Palavra é a sua inspiração permanente e as palavras são o seu instrumento constante. Há muitas palavras que o padre não consegue calar, embora também haja imensas palavras que o padre jamais será capaz de dizer. Mais importante que as palavras que correm pelos seus lábios é a Palavra que escorre pela sua vida.
  1. O padre não tem de ser um falador, mas nunca pode deixar de ser um escutador. Antes de anunciar a Palavra, tem de saber acolher a Palavra. O silêncio é o fermento da comunicação. A oração é o alento — e o alimento — da missão.
  1. Afinal, a gaguez ajudou-me muito. Ser gago começou por ser um problema que se transformou numa lição. Aprendi que não se fala só, nem principalmente, quando se abre a boca. Fala-se também, e sobretudo, quando não se fecha o coração. O padre não tem de ser eloquente, mas tem de procurar ser coerente. O «logos vivencial» é muito mais interpelante que o mero «logos conceptual».
  1. A palavra escutada tem de ser a fonte da palavra proferida. A palavra não tem só uma função emissora. Deve ter, acima de tudo, uma função ressoadora. As palavras do padre existem para fazer ressoar a Palavra de Deus, a Palavra que é Deus.
  1. Calando ou falando, a palavra do padre nunca pode ser sobre si. Nem sobre o que foi nem sobre o que fez. Na Igreja, o padre não está no centro. O padre não pode ser o protagonista. Ele é pastor, mas não é patrão.
  1. Desde a ordenação, o padre opta por não ter uma existência própria. Nada nele é só ele. Tudo nele tem de ser Cristo. Desde o plano ontológico até ao plano existencial, não é o padre que vive, é Cristo que vive nele (cf. Gál 2, 20), e, por ele, em todos os que dele se aproximam.
  1. O padre não tem uma identidade alienada, mas uma identidade fortalecida. Em Cristo, o padre não é menos; é (muito) mais. Perdendo-se em Cristo, o padre nunca (se) perde.

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Bodas de Prata Sacerdotais | Pe. ANICETO MORGADO

945785_497722513629534_1884207298_nEm 2014, celebram as Bodas de Prata Sacerdotais: Pe. Aniceto da Costa Morgado; Pe. António de Oliveira Madureira Loureiro; Pe. João António Pinheiro Teixeira; Pe. José Augusto de Almeida Marques. O Jornal da Diocese, Voz de Lamego, teve a oportunidade acolher o testemunho de alguns deles. Neste interregno da Voz de Lamego, aqui fica os testemunhos já recolhidos, ao jeito de entrevista ou ou jeito de testemunho/testamento espiritual.

PADRE ANICETO DA COSTA MORGADO

Como foram vividos estes 25 anos de missão?

A primeira sensação é que estes 25 anos passaram muito depressa, pois ainda tenho bem fresco na memória aquele momento em que estava prostrado diante do altar da Sé catedral e, na presença do bispo ordenante (D.António) , do presbitério e da assembleia celebrante, dava o meu sim generoso a Cristo. Mas fazendo uma retrospectiva deste tempo vivido, sinto que muitas coisas aconteceram; recordo lugares, pessoas, vivências que me marcaram e ajudaram a ser aquilo que hoje sou. Recordo o inicio do meu ministério ao serviço da diocese do Algarve, durante dois anos, como formador no Seminário de Faro e o bom acolhimento que senti por parte do senhor D.Manuel Madureira Dias, natural da nossa diocese (Tarouquela) e de todo o seu presbitério; o trabalho no pré-seminário e a ajuda nas paróquias de Vila Real de Santo António e Olhão. Depois a experiência de um ano com os nossos emigrantes em França, vivendo e partilhando os seus problemas e dificuldades; o regresso ao nosso país e à vida paroquial por terras de Cinfães (Oliveira, Bustelo, Ramires, Ferreiros, Travanca, Fornelos ) traz-me ao pensamento e ao coração, muitas alegrias e também alguns sofrimentos, mas tenho a consciência que dei o melhor de mim e reconheço que por meu intermédio muitas bênçãos e graças foram semeadas. Como pároco de Travanca e Fornelos ainda leccionei EMRC na escola EB 2-3 de Souselo permitindo-me assim um maior contacto com os adolescentes e jovens daquele espaço pastoral. Depois fui chamado para fazer parte da equipa formadora do nosso Seminário Maior e acompanhei os seminaristas que frequentavam o IST-DB (Viseu). Procurei aproveitar este tempo para me valorizar e actualizar frequentando a UCP-Porto onde conclui o mestrado em Ética Social Cristã. Desde 2005 resido no Santuário de Nossa Senhora da Lapa e tenho ao meu cuidado as seguintes comunidades: Arnas, Cunha, Tabosa e Ponte do Abade (Concelho de Sernancelhe). No meu coração sinto uma grande alegria e gratidão ao Senhor porque me deu força e coragem para ultrapassar horas amargas e momentos de solidão. Tantas vezes medito nas palavras de São Paulo que eu escolhi como lema do meu sacerdócio: “Tudo posso n´Aquele que me dá força” (Fil 4,13). Também não posso esquecer que a devoção e o amor que me incutiram a Nossa Senhora, na família e no Seminário, tem sido uma âncora segura no meu ministério sacerdotal. Como Maria, também me apetece cantar “ a minha glorifica o Senhor” (Lc 1, 46).

Olhando para diante, que desafios se colocam hoje ao sacerdote e à Diocese/ Igreja?

Os desafios são muitos e de variada ordem. Desde logo, o ambiente social, cultural e religioso sofreu uma transformação radical que exige de nós uma actualização permanente para respondermos de forma adequada aos problemas que se nos colocam. O número de sacerdotes tem diminuído o que implica mais trabalho, menos tempo para o encontro e a partilha, mais desgaste físico. Por outro lado as nossas comunidades, essencialmente rurais, estão a perder muita população: há poucas crianças, em algumas paróquias já não há crianças em idade de catequese, os jovens emigram, temos sobretudo pessoas idosas; há necessidade de reestruturar a pastoral paroquial, mas corre- -se o risco de não haver compreensão porque das pessoas que estavam habituadas a outras formas de vivência da fé e custa-lhes aceitar a mudança. Julgo que a solução é apostar na formação dos leigos e fazer- -lhes sentir a responsabilidade como igreja que somos. Teremos de invocar o Espírito Santo para que nos inspire as melhores soluções, pois por vezes não sabemos qual o melhor caminho a seguir.

Edição Voz de Lamego, de 27 de maio de 2014, n.º 4266