Arquivo

Archive for 29/08/2014

BODAS DE OURO SACERDOTAIS | Pe. Arnaldo Cardoso

Pentax Digital Camera

À conversa com… Mons. Arnaldo Pinto Cardoso

Este sacerdote, originário da nossa Diocese e ordenado na catedral, em 15 de Agosto de 1964, celebrou no dia 16 de Agosto, em Fátima, as Bodas de Ouro do seu Sacerdócio, e no dia 19 (Missa Nova) na paróquia de Penso com seus familiares e conterrâneos. A trabalhar actualmente no Patriarcado de Lisboa, depois de várias actividades em Lamego e Roma, acedeu a responder a “Voz de Lamego”, que, por sua vez, quis dar a conhecer o seu currículo e missões desempenhadas.

Descreva-nos, em primeiro lugar, o seu longo e rico curriculum vitae, desde o longínquo 15 de Agosto de 1964 até ao momento que vivemos.

Falar de mim próprio é algo de alheio à minha índole ou formação. Por outro lado, fico contente quando alguém reconhece o bem que fui capaz de fazer ou admira a função que alguma vez desempenhei. No caso presente, quase sou tentado a plagiar um colega para sublinhar “a história de Deus comigo”, proclamando as maravilhas de Deus operadas num servo, que, como Maria de Nazaré, não as pode referir senão a Deus omnipotente e misericordioso. Com esses sentimentos e para enriquecer a celebração, elaborei, com ajudas, um diaporama com o título “Etapas de uma vida sacerdotal”.

Desde a paróquia no Douro até Roma, onde, primeiro, continuei os estudos, e depois fui conselheiro eclesiástico; desde Lamego, onde leccionei Sagrada Escritura, até Freiburg (Alemanha), onde preparei a tese de doutoramento; desde Lisboa, onde leccionei na UCP e contribui para o serviço de Pastoral da CEP, até à situação actual de aposentação e de Postulador ainda em funções, foi minha preocupação levar sempre muito a sério as minhas funções. Naturalmente, tal atitude trouxe alegrias e também dissabores. Hoje, a minha convicção de servir sempre e bem o Senhor é mais firme e o desejo de sonhar é muito mais amadurecido do que quando o entusiasmo me fazia correr…

 A experiência do Douro marcou, certamente, a sua vida pessoal e sacerdotal. Pode dizer-nos alguma coisa dessa experiência?

Os três anos de acção paroquial no Douro foram marcantes sob muitos aspectos, inclusivamente contribuíram para uma maturidade maior do que a daqueles colegas que não tinham tido trabalho pastoral, antes de irem estudar para Roma, como pude constatar. Desses anos, ficaram as memórias de grandes caminhadas, de grandes calores, de algumas amizades e de muitas dificuldades na obra da evangelização numa paróquia espalhada por três povoações numa zona muito acidentada, onde o rei das culturas era o vinho. Em nome da verdade, devo confessar que sempre contei com a ajuda dos meus pais e com a amizade dos colegas e com a solidariedade dos paroquianos. Certamente, senti-me incumbido de uma nobre missão, para cuja realização não bastou a recomendação de “comprar um cavalo”! No último ano, para a preparação da visita pastoral do bispo D. Américo Henriques, foi possível levar a efeito uma missão simultânea nos três lugares da paróquia de Vale de Figueira. Despedi-me com o coração entalado pela saudade e a consciência do dever cumprido.

Ler mais…