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Autoreferência: SOL e LUA | Editorial Voz de Lamego | 15 de julho | 2014

sol_e_luaEdição do Jornal da Diocese de Lamego, edição de 15 de julho, já disponível. Esta semana, e partindo da primeira página, o destaque vai para a celebração do Sacramento do Crisma / CONFIRMAÇÃO em várias paróquias: São Pedro de Penude, São Pedro de Castro Daire, São Bento da Mêda. Mas outros motivos de interesse para folhear e para ler, reflexões, notícias, reflexão dominical, a Missa Nova do Pe. José Fonseca Soares, a Clericus Cup, a Jornada Pastoral, de que aqui já republicamos a notícia, acontecimentos da região, ténis de mesa, novenas e festas, de Santa Helena da Cruz, de Nossa Senhora da Ouvida, agenda episcopal.

O texto do Diretor será uma forma de entrarmos dentro das preocupações do Jornal e da Igreja, ambientando para uma leitura refrescante e desafiadora, refrescante pela variedade, provocadora pelos desafios que lança, ajudando a refletir, a aproximar pessoas e comunidades, dando a conhecer realidades, promovendo a região.

AUTOREFERÊNCIA: SOL E LUA

Uma das possíveis chaves de leitura/compreensão para o muito que nos chega do Papa Francisco será a noção de “autoreferência”. Nas suas intervenções, orais ou escritas, continuamente convida a colocar Cristo no centro, denunciando estruturas e comportamento que dificultam, escondem ou ignoram tal centralidade.

Longe da Igreja a pretensão de não ver para lá de si mesma ou de encarar a sua organização como um fim perfeito, tudo fazendo para manter o existente sem se confrontar com a sua fonte e a sua meta que é Cristo. Da mesma forma, nenhuma diocese, paróquia, grupo ou movimento pode olhar-se como referência última ou viver como se de uma ilha se tratasse, sem buscar uma participação alargada. Avançando ainda mais, nenhum baptizado pode pretender viver isoladamente, no seu mundo ou espaço de conforto, sendo autoreferencial, sem a preocupação de ouvir e de aprender com os outros.

Uma das imagens utilizadas pelo Papa para ilustrar tal realidade, quando fala da relação de Cristo e da Igreja, é a do sol e da lua. A lua (Igreja) não tem luz própria; vem-lhe do sol (Cristo). Pretender ocupar o centro (ser autoreferência) é sinónimo de escuridão e imobilismo, porque se perde a luz e se fica sem caminho.

Seja qual for a realidade eclesial onde nos inserimos, vivendo pessoal e comunitariamente a fé, importa assumir um espírito e um estilo cristãos, que se conseguem quando se evita ser autoreferencial, se busca uma maior participação e há vontade de ouvir e de aprender (EG 26).

Isto é fundamental para nos compreendermos eclesialmente como um “nós”, nos assumirmos como discípulos e progredirmos na santidade. Porque, cultivar a autoreferência, será sinónimo de não ver muito mais do que o seu umbigo.

Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, n.º 4372, ano 84/35

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