Arquivo

Archive for Janeiro, 2014

Santa Casa da Misericórdia de Lamego: novos corpos gerentes

No passado sábado, às 15h, na sede da SCML, decorreu a tomada de posse dos novos Órgãos directivos desta instituição lamecense. Recorde-se que as eleições haviam sido feitas no início de dezembro último, com uma única lista a apresentar-se ao sufrágio. Para lá da assinatura de tomada de posse dos eleitos para os próximos três anos, a cerimónia serviu também para que o anterior Provedor, Dr. Manuel Teixeira, expressasse o seu agradecimento pela confiança nele depositada ao longo dos últimos seis anos, ao mesmo tempo que louvou e agradeceu o empenhamento de todos os colaboradores. Emocionado, mas tranquilo perante o percurso e obra realizados, saudou os novos responsáveis, assegurando-lhes total disponibilidade para possível colaboração.

O novo Provedor, Dr. Marques Luís, tomou a palavra para expressar a sua vontade em servir esta instituição que conta quase cinco séculos de vida, comprometendo-se a tudo fazer para que as Obras de Misericórdia, verdadeira carta operática da SCML, se cumprissem em todos os serviços e em todas as Valências da instituição.

Ler mais…

Património religioso

In Voz de Lamego, 2014.01.14

Tal como anunciado, o Departamento para os Bens Culturais, Patrimoniais e Arte Sacra da nossa diocese, dia 20 deste mês, com início marcado para as 15h30, uma acção de formação sobre «Os cuidados a ter com a salvaguarda do património religioso». A iniciativa, a realizar no Museu Diocesano de Lamego, é orientada por Maria de Fátima Eusébio, coordenadora do Departamento para os Bens Culturais da Diocese de Viseu.

O património religioso é um dos tesouros “mais importantes” que os antepassados, “movidos por amor a Deus e às almas”, legaram, nesse sentido, “torna-se necessário promover acções de formação que ajudem a redescobrir o valor, a beleza e o cuidado que merece o património religioso”.

Esta acção de formação dirige-se de aos sacerdotes, mas também aos membros dos Conselhos Económicos e Pastorais Paroquiais, bem como a todos aqueles que lidam, com o desafio de conservar, restaurar e promover o património religioso.

Na mesma ocasião, será apresentado o catálogo da exposição, patente no Museu diocesano, sob o tema «Igreja de Lamego, a dimensão da fé», pelo padre Joaquim Correia Duarte, recentemente publicou a História da Igreja de Lamego.

A tarde será encerrada com a celebração da Eucaristia, às 18h30, na Sé, louvando também a intercessão, o exemplo e o testemunho do Mártir S. Sebastião, Padroeiro principal da diocese.

Jornada do Refugiado e do Migrante

In Voz de Lamego, 2014.01.14

No próximo dia 19, a Igreja assinala e vive  a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado. A esse propósito, o Vaticano divulgou um texto onde de fala da necessidade uma mudança de “atitude” em relação aos migrantes e refugiados, alertando para os “tráficos de exploração, de dor e de morte” de que estas populações são alvo. “Os migrantes e refugiados não são peões no tabuleiro de xadrez da humanidade. Trata-se de crianças, mulheres e homens que deixam ou são forçados a abandonar suas casas por vários motivos”, escreve Francisco numa mensagem intitulada ‘Migrantes e refugiados: rumo a um mundo melhor’.

Segundo o Papa, é necessário passar de “uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginalização – que, no final, corresponde precisamente à ‘cultura do descartável’ – para uma atitude que tem por base a ‘cultura do encontro’, a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno”. “Os meios de comunicação também são chamados a entrar nesta ‘conversão de atitudes’ e a incentivar esta mudança de comportamento em relação aos imigrantes e refugiados”, acrescenta. O Papa mostra a sua preocupação com a migração forçada e com as “várias modalidades de tráfico humano e de escravidão”. “O ‘trabalho escravo’ é hoje uma moeda corrente”, alerta.

Ler mais…

Categorias:Opinião Etiquetas:, ,

Formação de catequistas: encontro inter-paroquial

In Voz de Lamego, 2014.01.14

No passado dia 4 de janeiro realizou-se, em Lalim, um Encontro de Formação de Catequistas das paróquias de Lazarim, Lalim e Cepões.

Temas como “O que é a catequese?” Quem é o catequista?” Como se dá catequese?” foram abordados com mestria pelo Padre José Manuel Melo, pela Drª Isolina Guerra e pela Drª Maria Natália Silva, da equipa arciprestal de animação da catequese (Lamego).

A catequese, “amadurecimento da fé inicial e educação do verdadeiro discípulo de Jesus,” não se pode limitar à aprendizagem do catecismo, mas deve partir da nossa própria experiência de vida cristã, e do compromisso que temos com a comunidade.

Na verdade, quanto mais felizes formos a fazer catequese, mais seremos testemunha do Senhor Jesus , e mais as nossas crianças crescerão na fé. Ser catequista é ser palavra viva da Mensagem e seguir Jesus mais de perto para O dar a conhecer.

Foi também com jubilosa esperança que ficamos a compreender melhor o itinerário catequético e, ao mesmo tempo, motivadas para a utilização das novas tecnologias na catequese, e alertadas através de diapositivos projetados para não corrermos o risco de apresentarmos um cristianismo incompatível com as legítimas exigências do jovem de hoje, principalmente no que concerne ao conhecimento.

Encerramos o encontro rezando em conjunto e fizemos uma despedida alegre em volta de um saboroso almoço oferecido pelo nosso pároco, Rev.9 Padre Agostinho Ramalho .

A todos os que nos ajudaram a saber transmitir melhor a necessidade de acolher Jesus no coração e ser mais de Cristo, da Igreja e dos irmãos, a nossa gratidão.

Fátima Pestana

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

In Voz de Lamego, 2014.01.14

“Estará Cristo dividido?”

Desde há muitos anos que os cristãos são convidados a rezar pela sua unidade. No calendário litúrgico fixaram-se os dias: de 18 a 25 de janeiro, dia em que celebramos a Festa da Conversão de S. Paulo. Neste ano de 2014, a semana tem por tema uma citação da primeira carta de S. Paulo aos cristãos de Corinto: “Estará Cristo dividido?” (1Cor. 1, 13).

A este propósito, o nosso jornal procurou o responsável diocesano pelo diálogo ecuménico e inter-religioso, Padre André Filipe Mendes Pereira, e leva aos nossos leitores as suas respostas.

Ler mais…

Conselhos Pastorais

In Voz de Lamego, 2014.01.14

A Igreja não existe para si mesma, para realizar um projecto por si elaborado. A sua missão primeira é ser “sacramento de Cristo” no mundo e, por isso, sinal e servidora do desejo de amor de Deus pelos homens. A noção de Igreja-sacramento representa um dos eixos maiores do ensinamento do II Concílio do Vaticano.

A Igreja toda, colectivamente e em cada um dos seus membros, é “sinal” do que Deus cumpre no mundo. Sacramento de Cristo, sinal e instrumento de salvação, a Igreja é-o através do seu ser e de toda a sua vida, em tudo o que faz aparecer a originalidade cristã: as instituições, mas também, e sobretudo, as pessoas. Só Cristo é fonte de salvação; a Igreja é apenas o “sacramento”.

Todos os baptizados são testemunhas e servidores do amor de Deus. Isto significa que todos os baptizados são chamados a ser e a tornarem-se sempre mais “testemunhas e servidores” do desejo de amor de Deus pelos homens. Todo o serviço eclesial é, à sua maneira, manifestação e revelação da presença de Deus no coração do mundo.

Ler mais…

Sínodo sobre a Família: entrevista ao Pe. João Carlos Morgado

In Voz de Lamego, 07.01.2014

O nosso jornal, como era de esperar, divulgou oportunamente, em duas edições sucessivas, o documento (fundamentação e questionário) preparado pelo Secretariado do Sínodo dos Bispos com vista à preparação da assembleia episcopal agendada para o outono de 2014 e que a família como tema central. Os que quiseram puderam enviar as suas respostas. Para um breve balanço sobre esta consulta, na nossa diocese, fomos ao encontro do responsável pela recepção e tratamento das respostas, Padre João Carlos Costa Morgado.

Como caracteriza a participação dos diocesanos de Lamego nesta iniciativa?

A participação foi boa. Recebemos cerca de 130 inquéritos. Desses uma grande parte foi preenchida em grupos paroquiais e movimentos e uma porção ainda significativa preencheu o inquérito, que foi disponibilizado online, e enviaram directamente para a Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa. Assim, tendo em conta a nossa realidade sociocultural e demográfica, penso que temos uma participação que nos permite uma boa amostra do sentir diocesano sobre esta temática.

As respostas recebidas foram provenientes de pessoas singulares, famílias, grupos, movimentos ou até de gente que anda longe da Igreja…?

Tivemos de tudo. Como já referi atrás, uma percentagem significativa das respostas vieram de reflexão de grupos, sobretudo paroquiais e movimentos – perto de metade. Os outros vieram de pessoas singulares que pelas respostas que deram mostram ser de contextos sociais, etários e eclesiais muito diferentes. Há respostas que revelam virem de gente bastante afastada da Igreja e do seu magistério. Penso que foi importante essas pessoas terem voz e as suas reflexões foram, naturalmente, tidas em conta.

Pessoas que fomos ouvindo referiram a grande dificuldade de algumas questões, bem como a quantidade. Que comentários pode fazer sobre isso, a partir dos ecos que foram chegando?

Esses ecos chegaram-nos por telefone, por email, pessoalmente e mesmo nas respostas que as pessoas deram ao inquérito. Alguns sugeriram que transmitíssemos “a quem de direito” para, no futuro, fazerem um inquérito mais simples e menos extenso.

Foi por causa dessas “queixas” que a diocese possibilitou o preenchimento de dois formulários: o que foi enviado por Roma, a ser preenchido por extenso, e o que a Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa disponibilizou online na internet. Este último tinha a vantagem de ser de mais fácil preenchimento, mas mais “fechado” em termos de respostas. Felizmente recebemos respostas nas duas modalidades, o que permitiu uma leitura mais precisa sobre o sentir das pessoas. Um completou o outro.

A nossa diocese, nas suas estruturas, empenhou-se por analisar e responder ou não está preparada para este tipo de trabalho em pouco tempo?

Estamos muito gratos ao empenho de muita gente: sacerdotes, paróquias, movimentos e fiéis leigos, pelo esforço que fizeram. De facto foi uma corrida contra o tempo, mas foi um trabalho em equipa. Os seminaristas do ano pastoral fizeram a recolha estatística dos inquéritos onlinede que resultou um documento único. Esse documento foi analisado, em conjunto com os inquéritos por extenso, pelo Cónego José Manuel Melo, pelo Pe. Paulo Alves e por mim. Cada um produziu um relatório,que confrontamos em reunião, e desses relatórios resultou o relatório final, que ficou concluído e foi apresentado ao Sr. D. António Couto, a 30 de Dezembro e foi depois enviado para a CEP.

Qual o procedimento a ter agora com as respostas que chegaram?

Penso que elas constituem um bom instrumento de trabalho para a Pastoral Familiar, para a Pastoral da Evangelização e deverá ser dado a conhecer a todas as Comissões e Departamentos diocesanos.

Como elas nos transmitem muito do que é a nossa realidade diocesana – e mesmo nacional- será mais fácil a programação e implementação de uma pastoral que vá preferentemente de encontro às reais necessidades das pessoas. Ajuda-nos a estabelecer prioridades e, diria mesmo, urgências de actuação.

Que comentário final, genérico, lhe merecem as respostas enviadas, ao nível do conteúdo?

Revelam em primeiro lugar que há, ainda, um longo e persistente trabalho a fazer no campo da formação. Os documentos do magistério em geral e sobre a família, neste caso particular, são praticamente desconhecidos pela maioria da nossa gente. Depois constata-se que a família cada vez se demite mais da sua missão, tendendo a remeter a formação ética para a Escola e a transmissão da fé para a Paróquia.

Globalmente as pessoas queixam-se da crise económica, da falta de tempo, dos meios de comunicação social, como obstáculos para uma melhor vivência do modelo cristão de família.

Em relação aos novos modelos de família, as pessoas tendem a ter uma atitude cada vez mais compreensiva. Embora se reconheça o mal, é reclamada, pela quase totalidade, uma postura, por parte da Igreja, de acolhimento, de não descriminação e de atenção pastoral a estes casos.

D. António Couto: Evangelização implica dedicação

Image

In Agência Ecclesia

O presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, D. António Couto, defende que a evangelização implica “movimento, comunicação e dedicação” e que sem isso a Igreja “perde credibilidade”.

“Evangelho significa então evangelização, e evangelização implica movimento e comunicação, e requer tempo, dedicação, formação, inteligência, entranhas, mãos e coração”, alerta o bispo de Lamego, num artigo de opinião divulgado pela Missão Press, que reúne as publicações missionárias do país.

O prelado acrescenta que “se não sair ao encontro dos outros, sobretudo dos pobres, se não se lembrar dos pobres, se não os tiver sempre presentes e não nutrir por eles um carinho particular, a Igreja perde credibilidade e o seu critério-chave de autenticidade e de autoridade”. 

D. António Couto refere-se à exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria do Evangelho), do Papa Francisco, como uma torrente de “óleo de alegria a inundar, lubrificar e tonificar todos os recantos de uma Igreja que se quer em vestido de festa, jubilosamente saindo de si mesma, das amarras do medo, do comodismo, da indiferença, do quietismo, de toda a rigidez autodefensiva, do telónio da administração seja do que for, é, na verdade, necessário e urgente passar da simples administração” para um estado permanente de missão”.

“É bom que a Igreja viva em permanente sintonia com as frequências do Sermão da Montanha, em que os primeiros destinatários da felicidade são os pobres de espírito (Mateus 5,3), que são os que não têm espaço político, económico, social, educacional, cultural, humano: aqueles que não têm espaço vital, que não têm espaço nenhum, com quem ninguém conta, nem contam para ninguém”, alerta.

O bispo de Lamego precisa que “a Igreja de Cristo é formada por discípulos missionários, e não por discípulos e missionários, como se missionário pudesse ser apenas um ornamento ou um acessório”.

 “Este é o tempo de sermos todos contemplativos de Deus e contemplativos do rosto dorido e belo dos nossos irmãos, contemplativos e transparentes, habitados pelo mistério de Cristo e dispensadores dos mistérios de Deus”, conclui D. António Couto. 

Categorias:Uncategorized

Retiro do Clero de Lamego

De 15 a 18 de Janeiro terá lugar, na Casa de Retiros de S. José, em Lamego, o retiro anual destinado aos Sacerdotes e Diáconos da Diocese de Lamego.

A orientar estes dias de espiritualidade estará o Sr. D. António Moiteiro, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga.

O retiro terá início com o jantar do primeiro dia e terminará com o almoço no último dia.

O Directório para a Vida e Ministério dos Presbíteros, afirma que «os Retiros e Exercícios Espirituais são um instrumento idóneo e eficaz para uma adequada formação permanente do Clero. Conservam, ainda hoje, toda a sua necessidade e actualidade. Contra o costume que tende a esvaziar o homem de tudo o que é interioridade, o sacerdote deve encontrar Deus e a si próprio, fazendo uma pausa para mergulhar na meditação e na oração» (n. 103).

As inscrições podem ser feitas junto da Cúria Diocesana ou junto da Casa de Retiros de S. José, até ao dia 13 de Janeiro.

Categorias:Eventos

Sobre o estado de saúde do Sr. D. António Couto

A Diocese de Lamego informa que o Sr. D. António Couto, dentro do processo de restabelecimento da sua saúde, foi submetido a uma intervenção cirúrgica, que já estava programada, no passado dia 07 de Janeiro, que correu bem. O Sr. D. António tem agora, pela frente, um período de alguns dias de convalescença, de modo a, posteriormente, poder retomar normalmente as suas actividades pastorais.

A Diocese de Lamego deseja ao seu Prelado rápidas melhoras e manifesta a sua proximidade orante e afectiva ao seu Bispo.