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D. Jacinto Botelho na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Por ocasião da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, o Sr. D. Jacinto Botelho, Bispo emérito da Diocese de Lamego, presidiu à Eucaristia na Igreja Catedral de Lamego.

Na sua homilia, o Prelado começou por referir que «Nossa Senhora, diante do que ouvia aos pastores, e dos comentários e admiração daqueles que os pastores alvoroçaram com o relato do que tinham visto e ouvido, perante o mistério de que era protagonista também, conservava todos estes acontecimentos meditando-os em seu coração. É a primeira e grande lição que nos dá. Só o silêncio e a interioridade podem abrir-nos à torrente de graça que o seu Jesus quer derramar sobre nós. Maria é o atalho seguro e rápido para chegarmos a Seu Filho. Per Mariam ad Jesum. Ouçamo-La na recomendação que personaliza com cada um e repete incessantemente para ajudar-nos na nossa fidelidade de cristãos: Fazei tudo quanto Ele vos disser.»

E prosseguiu com um convite: «Precisamos de experimentar a segurança desta presença de Nossa Senhora. Proponhamo-nos a consciencializá-la, ao longo do ano, a sós ou em família, com uma piedade mariana, sólida e profunda, nomeadamente com a recitação do terço que tanto é do Seu agrado. Senti-La-emos em cada dia de 2014, como Mãe da divina graça, Mãe do bom conselho, Causa da nossa alegria.»

Em seguida, referindo-se à Mensagem do Santo Padre, o Papa Francisco, dirigida aos fiéis por ocasião do Dia Mundial da Paz, o Sr. D. Jacinto afirmou que «a família é a fonte de toda a fraternidade, onde esta se aprende, sendo por isso o fundamento e o caminho primário para a paz.» E, citando o Papa, prosseguiu: “Assim nos dinamismos da História – independentemente da diversidade das etnias, das sociedades e das culturas -, vemos semeada a vocação a formar uma comunidade feita de irmãos que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros. Contudo, ainda hoje, esta vocação é muitas vezes contrastada e negada nos factos, num mundo caracterizado pela «globalização da indiferença» que lentamente nos faz «habituar» ao sofrimento alheio, fechando-nos em nós mesmos.”

Como conclusão da sua homilia, o Sr. D. Jacinto citou a bela oração que o Sr. D. António Couto, Bispo da Diocese de Lamego, dirigiu aos fiéis da Diocese por ocasião da Mensagem para o Dia da Paz: Senhora e Mãe de Janeiro, do Dia primeiro e do Ano inteiro. Acaricia-nos. Senta-nos em casa ao redor do amor, do coração. Somos tão modernos e tão cheios de coisas estes teus filhos de hoje! Tão cheios de coisas e tão vazios de nós mesmos e de humanidade e divindade Temos tudo. Mas falta-nos, se calhar, o essencial: a tua simplicidade e alegria. Faz-nos sentir, Mãe, o calor da tua mão no nosso rosto frio, insensível, enrugado, e faz-nos correr, com alegria, ao encontro dos pobres e necessitados. Que seja, e pode ser, Deus o quer, e nós também podemos querer, um ano bom, cheio de Paz, Pão e Amor, para todos os irmãos que Deus nos deu! Ámen!»

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