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Archive for Junho, 2013

Visita Pastoral a S. Pedro de Tarouca

Terminou, no último sábado de maio, a Visita Pastoral do senhor Bispo à Paróquia de São Pedro de Tarouca. Ao longo de vários dias, cumprindo um vasto programa previamente proposto, o Pastor diocesano encontrou as gentes desta paróquia, percorreu os seus espaços, presidiu à celebração da fé, contactou instituições e deixou respostas e ensinamentos aos fiéis desta comunidade cristã.

De acordo com o pároco, Padre Manuel Carlos Pereira Lopes, “a comunidade apreciou a sua muita sabedoria, a maneira como coloca as questões, o seu sorriso e carinho, a sua simplicidade, a sua maneira, simples e afável de se relacionar com as gentes”.

Neste último dia, o senhor Bispo foi recebido na Capela de Cristo Rei pelo povo de Gondomar e por outras pessoas (a Estátua de Cristo Rei foi ali colocada há 70 anos). Seguiu-se a Eucaristia na Capela durante a qual o Bispo falou da solenidade da Santíssima Trindade. Recordando Santo Ireneu, disse que o Pai tinha dois braços: o Filho e o Espírito Santo. São os braços com que o Pai acarinha o mundo e cada pessoa, os envolve e acaricia. Referiu a beleza ímpar da paisagem que daquele lugar se observa e pediu que soubéssemos admirar “com o dedo nos lábios”, isto é em silêncio, as maravilhas de Deus.

In Voz de Lamego, 2013/06/04

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IX Encontro de Ministros Extraordinários da Comunhão e Leitores

O Seminário Menor de Resende organizou e promoveu mais um encontro de formação para Ministros da Comunhão, no dia 25 de maio. No total, 115 participantes, sendo que 13 o fizeram pela primeira vez. A manhã foi preenchida com o acolhimento, a inscrição dos participantes, a palavra de abertura de Mons. Bouça Pires, uma comunicação do nosso Bispo, D. António Couto e a Eucaristia. Depois do almoço, a actuação de um grupo de concertinas, vindo de Pendilhe, Vila Nova de Paiva. Seguiu-se um tempo de partilha de experiências, com oportunidade para o diálogo esclarecedor. O convite ao testemunho e à acção evangelizadora precederam a oração que encerrou o encontro.

Mons. Bouça Pires, partindo da nossa realidade, convidou a viver o Ano da Fé como ocasião para a formação, inicial e contínua, de todos os baptizados, em particular os que mais se destacam na vida pastoral das nossas comunidades. Daí a necessidade de um esforço, pessoal ou em grupo, para ler, estudar e reflectir sobre os documentos da Igreja, nomeadamente os do II Concílio do Vaticano e o Catecismo.

D. António Couto centrou a sua mensagem na urgência da missão evangelizadora que abrange todos os fiéis, em tudo o tempo e lugar. Citando a Sagrada Escritura, documentos conciliares, exortações apostólicas e documentos episcopais latino-americanos, a todos evidenciou a vontade do Senhor, que chama para enviar. E quem tem a Boa Nova para anunciar, deve ter pressa.

Quanto à forma de cumprir diligentemente esta missão, neste mundo de hoje que precisa de ser levantado, disse-nos que isso só será possível com a força do amor. Um amor que se doa, que se apresenta sem nada mais, que vale por si e que é capaz de gerar proximidade, comunhão, transformação… E apontou o exemplo de S. Francisco de Assis que, sem nada, muito contribuiu para uma revolução na sociedade do seu tempo, incluindo a Igreja.

In Voz de Lamego, 2013/06/04

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No início de uma etapa *, por Pe. Joaquim Dionísio

Voz de Lamego, jornal que nos habituámos a olhar e a acolher, inicia uma nova etapa, a juntar a tantas outras percorridas nestes 83 anos de vida. Com a mesma vontade de bem servir todos quantos vivem a fé nesta porção do Povo de Deus que é a Diocese de Lamego ou a ela estão ligados. Uma etapa que se pretende atenta às circunstâncias e sem perder de vista as razões que sustentam a existência de um jornal diocesano.

Nos últimos anos contámos com o trabalho competente de Mons. Armando Ribeiro. Semanalmente, apesar de outros encargos pastorais, contribuiu decisivamente para cada edição que sempre elaborava como se da primeira se tratasse. E nós sabemos como a perseverança e a continuidade nem sempre são fáceis. Aqui louvamos o exemplo e nos confessamos gratos pelo seu testemunho.

Num tempo em que a comunicação tende a dispensar o papel e muitas publicações são suspensas, a nossa diocese preserva este meio para se dizer e para formar e informar. Procuraremos levar a todos os nossos leitores relatos e imagens da nossa realidade, fornecendo, dentro das possibilidades, elementos para ajudar a crescer na fé e na consciência de uma pertença comum a esta Igreja local e universal.

No começo da caminhada, fica expressa a vontade de querer estar à altura da responsabilidade, de responder devidamente à missão recebida do nosso Bispo, D. António Couto, e de contribuir para uma história pontuada de êxitos, apesar dos evidentes limites desde já assumidos.

Mantendo o ritmo há muito definido e a matriz desde sempre presente, Voz de Lamego marca encontro com todos os nossos Assinantes e Leitores, procurando levar-lhes conteúdos que ajudem a uma leitura cristã da realidade, favoreçam o compromisso eclesial e motivem o testemunho. Sem esquecermos a cidade e a região onde nos inserimos, procuraremos servir toda a diocese, presente nas gentes, nos gestos, nas opções e nos anseios.

O nosso jornal continuará a ser preparado na sua sede, sita na Travessa dos Loureiros, no actual Centro Pastoral (antigo Centro Apostólico), e vai ser impresso na Tipografia Diário do Minho.

Agradecendo o trabalho, a dedicação e o saber de quantos contribuíram para a vida do nosso jornal, avançamos para uma nova etapa, procurando servir bem todos quantos nos recebem e que, afinal, são a nossa razão de ser.

* Editorial do Jornal Voz de Lamego, 2013/04/06

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“Perdemos Cristo e o seu estilo de vida”. Sr. D. António Couto em entrevista

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“Construir a Casa da Fé e do Evangelho” * 

VL: O Senhor D. António está há cerca de ano e meio entre nós. Esse período de tempo permite-lhe ter já uma radiografia da nossa diocese, das suas gentes e das suas realidades?

D. António: Eu sei que fazer uma radiografia é coisa rápida. Sim, já fiz várias radiografias da vida da nossa diocese de Lamego. Mas confesso que não levo as radiografias muito a sério. Nem as radiografias nem as fotografias. Não é por acaso que, tendo eu embora corrido já muitos mundos, nunca quis ter máquina fotográfica, e nunca tirei fotografias. Tenho uma série de álbuns, que os amigos me oferecem, para eu lá colocar as minhas fotografias. Mal eles imaginam que estão todos vazios! Gosto de ver as pessoas, as paisagens, os monumentos demoradamente, como quem ama. É isso, ao vivo, que eu gosto de reter. Sou entranhadamente um homem da Bíblia, e sei, portanto, o valor das dimensões do tempo. Veja-se só o tempo que Deus levou a dizer-se a nós: milhares de anos. Deus é o melhor pedagogo que conheço, e é o meu modelo de pedagogo. O tempo que Deus levou e leva a dizer-se a nós! Porque nos respeita e não quer atropelar o nosso ritmo. Somos lentos. Vejamos o tempo que passamos na escola! Eu ando por Lamego apenas há um ano e quatro meses. Convenhamos que é demasiado pouco tempo para conhecer as paisagens humanas, sócio-culturais, espirituais e geográficas de Lamego, na sua riqueza e variedade.

VL: As visitas pastorais são uma constante na vida de um Bispo diocesano. Como tem visto a diocese através das mesmas? E, sobretudo, que ecos ou consequências da crise económica na vida da nossa gente?

D. António: As Visitas Pastorais são um meio privilegiado para contactar com as pessoas e instituições da nossa Diocese. Gosto de ir, ver e visitar o mais possível. Tenho ido a povos isolados e envelhecidos, profundamente marcados pela interioridade e desertificação. É com alegria e grande emoção que oiço os mais idosos expressar a sua alegria, e dizer que não se lembram, em toda a sua vida, de um bispo ter ido visitá-los lá na sua pequena aldeia, que eles amam. Até ao presente, visitei as zonas pastorais da Pesqueira e da Mêda. Estou agora a visitar a zona pastoral de Tarouca. Em toda a parte, tenho encontrado gente boa, simples e acolhedora. Que nem por isso se perde em queixumes. É gente crente. Sinto-me muito bem no meio de gente assim, e é um privilégio poder partilhar algum do tempo que Deus me deu com esses meus irmãos e irmãs. Dói-me o que a eles também dói: ver escolas fechadas, poucas ou nenhumas crianças e jovens. Alegro-me com o sentido muito vivo de Deus que esta gente simples e boa manifesta. Não posso esquecer o grande sentido de festa e de convívio com que esta bela gente me tem envolvido. Gostaria de me demorar mais tempo entre as pessoas das paróquias e lugares que tenho visitado. Mas lá está sempre o imperativo de Jesus: «Vamos a outros lugares, a fim de pregar também ali, pois foi para isso que eu vim» (Marcos 1,38).

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