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Archive for Janeiro, 2013

Solenidade de S. Sebastião, Padroeiro da Diocese de Lamego

Excerto da homilia do Sr. D. António Couto, Bispo da Diocese

D. António Couto: “Os jovens devem ser a aposta do diálogo ecuménico” (Rádio Renascença)

In Rádio Renascença

“Os jovens devem ser a grande aposta do diálogo ecuménico”, considera D. António Couto, presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, a propósito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que começa esta sexta-feira.

D. António Couto recorda a vontade de Cristo em trazer unidade e deitar abaixo os muros que separam as diversas confissões religiosas.

O presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, D. António Couto fala na importância do diálogo ecuménico: “É dever de todos nós na Igreja Católica alertar as pessoas para uma particular sensibilidade para acolher todos como irmãos. Cristo veio para fazer a unidade e não a separação, não para levantar muros mas para os deitar abaixo, fazer de nós todos a família de Deus”.

D. António Couto recorda que a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, não é apenas um evento nacional: “A celebração foi preparada por um grupo de estudantes indianos. Eles têm um conjunto de tonalidades próprias, como o tambor que tocam para reunir e para iniciar uma caminhada, têm um canto próprio, em vez de dizer os textos da fé, cantam-nos, também isso será feito na celebração nacional”.

Para o Bispo católico, a grande aposto do diálogo ecuménico, devem ser os jovens: “Os jovens estão muito mais sensíveis para esta vertente do ecumenismo, abraçar um irmão de outra confissão religiosa. São eles que estão a crescer e é importante apostar neles porque amanhã serão eles a guiar este processo ecuménico”.

A celebração ecuménica nacional vai decorrer em Coimbra no dia 25, na igreja de São José, o tema é um texto de Miqueias, “O que exige Deus de nós?”.

Rádio Renascença: Diocese de Lamego está desertificada

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In Rádio Renascença

Diocese de Lamego celebra este domingo, dia 20, o padroeiro principal, São Sebastião, com uma celebração na Sé, que assinala também o primeiro ano de D. António Couto como prelado diocesano de Lamego.

Está a fazer um ano que D. António Couto foi recebido na Sé Catedral de Lamego com amendoeiras em flor. A sua chegada era esperada com ansiedade pelos populares. Passado um ano, Bispo de Lamego olha à sua volta e a desertificação salta à vista.

“Muitos velhinhos, gente idosa, uma diocese claramente desertificada, as crianças são poucas. Nota-se muito. A gente vai pelas aldeias e para encontrar uma criança é preciso fazer quilómetros e quilómetros e isto, de certa maneira, também nos faz doer a alma”, desabafa D. António Couto.

Mas apesar da desertificação, o coração do Douro não é pintado com cores cinzentas pelo Bispo da diocese de Lamego: “Vejo uma alegria muito intensa nos nossos leigos, gente pura, genuína, com espírito cristão. É talvez o melhor balanço que posso fazer deste primeiro ano nesta diocese.“

O Bispo de Lamengo tenta “estar com as pessoas, ver os seus anseios e também ir pedindo aos sacerdotes que não descurem, pelo contrário, aumentem de intensidade a sua presença junto destas pessoas”.

Apesar da crise que assola o país, na diocese de Lamego os seus efeitos vão-se sentindo, mas de uma forma indirecta. D. António Couto explica que “as pessoas continuam apegadas ao seu mundo, ao seu chão, á sua terra, e de lá vão tirando o seu sustento e às vezes conseguem ainda algum lucro, nomeadamente com o vinho, com o azeite, com as amêndoas e, digamos, que aqui não se sente tão directamente”.

A diocese de Lamego celebra, este domingo, dia 20, o padroeiro principal, São Sebastião, com uma celebração na Sé, que assinala também o primeiro ano de D. António Couto como prelado diocesano de Lamego.

Os segredos das Bodas de Caná

Por Sr. D. António Couto, in Mesa de palavras

bodas caná fernando gallego (Small)1. A Igreja Una e Santa é hoje de novo convidada e, por isso, se reúne (é reunida) num banquete de espanto e de alegria, para saborear o Vinho Bom (kalós) e Último, cuidadosamente guardado até Agora (héôs árti), mas Agora oferecido pelo Esposo verdadeiro, que é Jesus (João 2,1-11). O segredo deste vinho Bom e Último é conhecido dos que servem (diákonoi) (João 2,9b), mas o chefe-de-mesa (architríklinos) «não sabia ‘DE ONDE’ (póthen) era» (João 2,9a).

 2. E, na verdade, aquele saber ou não ‘DE ONDE’ (póthen) era, aqui anotado pelo narrador, é a questão fundamental que atravessa o IV Evangelho, e aponta permanentemente para Deus. Provocação para uma sociedade indiferente, com saber, mas sem sabor, sem frio e sem calor, morna, à deriva, sem calafrios e sem Deus. E, todavia, já Nietzsche o dizia: «Ao homem que te pede lume para acender o cigarro,/ se o deixares falar,/ dez minutos depois pedir-te-á Deus». Entremos, pois, por esta auto-estrada repleta de sinalizações para Deus, pois ela vem de Deus, e por ela vem Deus, por amor, ao encontro dos seus filhos.

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Roubo de Arte Sacra, em Avões (Lamego)

In Jornal do Centro

Os três santos mais valiosos da Capela da Nossa Senhora das Candeias, em Avões de Lá, Lamego, foram furtados por desconhecidos, na madrugada de ontem (dia 17).

A PJ está a investigar este roubo de arte sacra. O alerta foi dado pelas 12h30, por uma mulher, responsável pela Capela, quando se preparava para arranjar o espaço antes da celebração de uma missa. A população da aldeia está em choque, uma vez que um dos santos roubados é a Senhora das Candeias, um dos mais venerados. “A festa da Senhora das Candeias está à porta (dia 2 de fevereiro) e foi uma triste notícia para a população, ainda mais por que há muitos devotos a esta santa, que vêm de outros concelhos”, disse Macário Rebelo, presidente da Junta de Freguesia de Avões. Os ladrões entraram pela porta da sacristia e levaram também um cálix. “A fechadura estava rebentada, o que indica que foi forçada. E a porta arrombada”, explicou.

Segundo o padre da aldeia, os larápios levaram os santos com mais valor e deixaram os de barro. Este foi o primeiro assalto à Capela de Nossa Senhora das Candeias.

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Mensagem de S. S. o Papa Bento XVI para o Dia Mundial do Doente

Amados irmãos e irmãs!

1. No dia 11 de Fevereiro de 2013, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, celebrar-se-á de forma solene, no Santuário mariano de Altötting, o XXI Dia Mundial do Doente. Este dia constitui, para os doentes, os operadores sanitários, os fiéis cristãos e todas as pessoas de boa vontade, «um momento forte de oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade» (João Paulo II, Carta de instituição do Dia Mundial do Doente, 13 de Maio de 1992, 3). Nesta circunstância, sinto-me particularmente unido a cada um de vós, amados doentes, que, nos locais de assistência e tratamento ou mesmo em casa, viveis um tempo difícil de provação por causa da doença e do sofrimento. Que cheguem a todos estas palavras tranquilizadoras dos Padres do Concílio Ecuménico Vaticano II: «Sabei que não estais (…) abandonados, nem sois inúteis: vós sois chamados por Cristo, a sua imagem viva e transparente» (Mensagem aos pobres, aos doentes e a todos os que sofrem).

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O Céu aberto e Deus aqui tão perto

Por D. António Couto

1. Passado o Advento e as Festas Natalícias, estamos agora no umbral do chamado «Tempo Comum» do Ano Litúrgico que, ao contrário do que se possa pensar, não é um «Tempo secundário», mas fundamental na vida celebrativa da Igreja Una e Santa. Na verdade, ao longo deste «Tempo Comum», Domingo após Domingo, a Igreja Una e Santa, Baptizada e Confirmada, Esposa Amada de Cristo, é chamada a contemplar de perto, episódio após episódio, toda a vida histórica do seu Senhor, desde o Baptismo no Jordão até à Cruz e à Glória da Ressurreição.

 2. Esta apresentação só é possível porque, em cada um dos Anos Litúrgicos, é proclamado, Domingo após Domingo, praticamente em lição contínua, um Evangelho inteiro. Neste Ano C, é-nos dada a graça de ouvir o Evangelho de Lucas, que tem uma vincada identidade e personalidade Missionária, mas que é apresentado ainda como sendo o Evangelho do Espírito Santo, o Evangelho da Oração, o Evangelho da Graça (único dos Evangelhos Sinópticos a empregar este termo) e da Alegria, e o Evangelho onde Jesus «visita» e se encontra HOJE (8 vezes no Evangelho de Lucas) com o mais alargado leque de pessoas: pobres, ricos, pecadores, doentes, idosos, mulheres, viúvas, crianças…

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