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D. António Couto aos sacerdotes mais jovens da Diocese: “Vivei da Palavra de Deus”

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O Sr. D. António Couto, Bispo de Lamego, reuniu-se, no passado dia 21 de Janeiro, com os Sacerdotes da Diocese de Lamego que receberam a ordenação sacerdotal nos últimos 13 anos. No total, marcaram presença 23 sacerdotes no encontro que se realizou na Casa de Retiros de S. José e que contou, também, com a presença do Mons. Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral da Diocese.

Depois da oração comum da Hora Intermédia, o Sr. D. António centrou a sua mensagem aos sacerdotes mais novos em três grandes pontos: a necessidade de pautar a própria vida pela Palavra de Deus; de dar prioridade à oração; de viver, generosamente, o “belo Sacramento da Reconciliação”.

Pautar a própria vida pela Palavra de Deus significa, nas palavras do Sr. D. António Couto, em primeiro lugar, meditar nela permanentemente: “sem meditarmos a Palavra de Deus, sem a escutarmos permanentemente, corremos o risco de nos tornarmos funcionários. O activismo, nas palavras de Pio XII, é ‘a maior das heresias do séc. XX’. E eu”, disse o Bispo de Lamego, “atrevo-me a afirmar que é também uma das maiores heresias do séc. XXI.” E fez um pedido: “nunca escondais Deus da vossa vida e nunca vos escondais de Deus. No dia em que nós escondermos Deus, e nós muitas vezes escondemos Deus através dos nossos comportamentos, Ele não se torna mais visível. Nós somos responsáveis de não darmos aos nossos irmãos o sentido de poderem também captar Deus. Nós não podemos esconder Deus, e isso é importante para jovens sacerdotes como vós.”

_U0A2096O Sr. D. António continuou afirmando que “na nossa vida, há aspectos que são absolutamente primeiros que, quando os descuramos, desafinamos a nossa vida toda.” Um desses aspectos é a oração: “amigos jovens, deveis passar muito tempo, o primeiro tempo da vossa vida, diria melhor, o maior tempo que Deus vos concede, porque é todo o tempo concedido, passai o maior tempo que Deus vos dá a meditar, a rezar. Passai! Podeis, talvez pensar, que sois novos, que tendes muita força e muito para fazer. É verdade, podeis fazer muitas coisas, mas já deveis ter reparado que grande parte das coisas que nós fazemos quando estamos em movimento, quando por detrás desse movimento não está a oração e não está Deus, nós não fazemos grande coisa. Podemos fazer coisas, mas não fazemos grande coisa, porque não entramos no nosso coração nem no coração das pessoas.” Em concreto, o Sr. Bispo pediu: “Nunca deixeis de rezar, sobretudo a Liturgia das Horas, que não é para despachar: é para viver todas as horas, para encher as horas dos nossos dias.”

Por fim, e fazendo referência ao último Sínodo de Bispos, no qual participou, lembrou que “é preciso dar mais importância ao belo exercício do Sacramento da Reconciliação ou do perdão, que nós abandonámos. Seria bom que nós possamos estar diariamente disponíveis para as pessoas, com as Igrejas abertas, porque senão, não mostramos Deus. E que estejamos por lá mais tempo, disponíveis para nos sentarmos com as pessoas nesse grande Sacramento terapêutico do perdão. E, já agora, deixai que vo-lo diga: não basta sentarmo-nos para acolhermos os irmãos que nos procuram para se reconciliar e presidirmos a esse belo Sacramento. É preciso que também nós o pratiquemos, porque se olharmos bem, para dentro de nós, vamos tomar consciência que a tarefa que nos é incumbida de mostrar Deus aos nossos irmãos é muito exigente para nós. Somos, por isso, fortemente convidados a reconciliarmo-nos.”

Depois da sua intervenção, vários dos sacerdotes presentes partilharam algumas das suas experiências pastorais, chegando mesmo a pedir ao Sr. Bispo para que este tipo de encontros se possa repetir.

  1. Maria de Lurdes silva
    05/02/2013 às 16:18

    Pois esta exortação deveria ser também para os mais velhos,pois na nossa paroquia só à confissões duas ou três vezes por ano,por isso a Igreja está a ficar deserta

    • diocesedelamego
      05/02/2013 às 16:24

      Cara D. Maria de Lurdes, obrigado pela sua partilha. É preciso não perder a confiança em Deus, rezando-lhe pela santificação de todos os sacerdotes.
      Se não se importa, omito o nome da Paróquia e tenho a certeza que, quando as pessoas recorrem ao Sr. Padre, ele arranjará sempre disponibilidade para as atender.
      Com amizade

  2. Maria de Lurdes silva
    05/02/2013 às 19:47

    Sim,é verdade que o Sr Padre atende quase sempre,porque vai lá uma pessoa de cada vez,muito de longe a longe,mas eu não sei se estou a tratar com alguem que conheça a realidade das aldeias, onde as pessoas não têm o ávontade de ir pedir para receberem o sacramento,mas esperam que o Sr Padre marque dia e hora, e como isso não acontece as pessoas não vão! e assim tem sido à vinte e quatro anos para cá.,. e inflizmente o povo vai-se afastando da Igreja,o que é uma pena e uma tristeza.

  3. 11/02/2013 às 13:05

    Esta exortação é para todos nós consagrados. Cá pela minha parte enfio o barrete.
    Agradeço ao Sr.Bispo estas palavras, tão necessárias para nós redescobrirmos a nossa especial pertença a Deus.

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