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Archive for 20/01/2013

Solenidade de S. Sebastião, Padroeiro da Diocese de Lamego

Excerto da homilia do Sr. D. António Couto, Bispo da Diocese

D. António Couto: “Os jovens devem ser a aposta do diálogo ecuménico” (Rádio Renascença)

In Rádio Renascença

“Os jovens devem ser a grande aposta do diálogo ecuménico”, considera D. António Couto, presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, a propósito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que começa esta sexta-feira.

D. António Couto recorda a vontade de Cristo em trazer unidade e deitar abaixo os muros que separam as diversas confissões religiosas.

O presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, D. António Couto fala na importância do diálogo ecuménico: “É dever de todos nós na Igreja Católica alertar as pessoas para uma particular sensibilidade para acolher todos como irmãos. Cristo veio para fazer a unidade e não a separação, não para levantar muros mas para os deitar abaixo, fazer de nós todos a família de Deus”.

D. António Couto recorda que a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, não é apenas um evento nacional: “A celebração foi preparada por um grupo de estudantes indianos. Eles têm um conjunto de tonalidades próprias, como o tambor que tocam para reunir e para iniciar uma caminhada, têm um canto próprio, em vez de dizer os textos da fé, cantam-nos, também isso será feito na celebração nacional”.

Para o Bispo católico, a grande aposto do diálogo ecuménico, devem ser os jovens: “Os jovens estão muito mais sensíveis para esta vertente do ecumenismo, abraçar um irmão de outra confissão religiosa. São eles que estão a crescer e é importante apostar neles porque amanhã serão eles a guiar este processo ecuménico”.

A celebração ecuménica nacional vai decorrer em Coimbra no dia 25, na igreja de São José, o tema é um texto de Miqueias, “O que exige Deus de nós?”.

Rádio Renascença: Diocese de Lamego está desertificada

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In Rádio Renascença

Diocese de Lamego celebra este domingo, dia 20, o padroeiro principal, São Sebastião, com uma celebração na Sé, que assinala também o primeiro ano de D. António Couto como prelado diocesano de Lamego.

Está a fazer um ano que D. António Couto foi recebido na Sé Catedral de Lamego com amendoeiras em flor. A sua chegada era esperada com ansiedade pelos populares. Passado um ano, Bispo de Lamego olha à sua volta e a desertificação salta à vista.

“Muitos velhinhos, gente idosa, uma diocese claramente desertificada, as crianças são poucas. Nota-se muito. A gente vai pelas aldeias e para encontrar uma criança é preciso fazer quilómetros e quilómetros e isto, de certa maneira, também nos faz doer a alma”, desabafa D. António Couto.

Mas apesar da desertificação, o coração do Douro não é pintado com cores cinzentas pelo Bispo da diocese de Lamego: “Vejo uma alegria muito intensa nos nossos leigos, gente pura, genuína, com espírito cristão. É talvez o melhor balanço que posso fazer deste primeiro ano nesta diocese.“

O Bispo de Lamengo tenta “estar com as pessoas, ver os seus anseios e também ir pedindo aos sacerdotes que não descurem, pelo contrário, aumentem de intensidade a sua presença junto destas pessoas”.

Apesar da crise que assola o país, na diocese de Lamego os seus efeitos vão-se sentindo, mas de uma forma indirecta. D. António Couto explica que “as pessoas continuam apegadas ao seu mundo, ao seu chão, á sua terra, e de lá vão tirando o seu sustento e às vezes conseguem ainda algum lucro, nomeadamente com o vinho, com o azeite, com as amêndoas e, digamos, que aqui não se sente tão directamente”.

A diocese de Lamego celebra, este domingo, dia 20, o padroeiro principal, São Sebastião, com uma celebração na Sé, que assinala também o primeiro ano de D. António Couto como prelado diocesano de Lamego.

Os segredos das Bodas de Caná

Por Sr. D. António Couto, in Mesa de palavras

bodas caná fernando gallego (Small)1. A Igreja Una e Santa é hoje de novo convidada e, por isso, se reúne (é reunida) num banquete de espanto e de alegria, para saborear o Vinho Bom (kalós) e Último, cuidadosamente guardado até Agora (héôs árti), mas Agora oferecido pelo Esposo verdadeiro, que é Jesus (João 2,1-11). O segredo deste vinho Bom e Último é conhecido dos que servem (diákonoi) (João 2,9b), mas o chefe-de-mesa (architríklinos) «não sabia ‘DE ONDE’ (póthen) era» (João 2,9a).

 2. E, na verdade, aquele saber ou não ‘DE ONDE’ (póthen) era, aqui anotado pelo narrador, é a questão fundamental que atravessa o IV Evangelho, e aponta permanentemente para Deus. Provocação para uma sociedade indiferente, com saber, mas sem sabor, sem frio e sem calor, morna, à deriva, sem calafrios e sem Deus. E, todavia, já Nietzsche o dizia: «Ao homem que te pede lume para acender o cigarro,/ se o deixares falar,/ dez minutos depois pedir-te-á Deus». Entremos, pois, por esta auto-estrada repleta de sinalizações para Deus, pois ela vem de Deus, e por ela vem Deus, por amor, ao encontro dos seus filhos.

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