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Archive for Fevereiro, 2012

Salzedas: regresso às origens

O programa “Encontros com o Património”, da TSF, na sua emissão de 04.02.2012, teve como pano de fundo os Mosteiros de Tarouca e Ferreirime visitou o mosteiro cisterciense
de Salzedas, construído nos começos da nacionalidade. Este mosteiro foi
objecto de uma intervenção por parte do Igespar, tendo reaberto ao
público em Outubro do ano passado. Foram convidados da emissão os arquitectos
Manuel Montenegro e Paula Silva, o arqueólogo Luís Sebástian, o
historiador da arte José Manuel Tedim e António Seixeira, pároco de
Salzedas.
O programa pode ser ouvido, na íntegra, no site da TSF >>
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Lamego: Bispo desafia os jovens a viverem em “alta fidelidade”

In Agência Ecclesia

O bispo de Lamego, D. António Couto, quer contar com a colaboração de jovens convictos da sua fé e dispostos a servir a Deus, numa atitude de “alta-fidelidade”.

“Não vos conformeis com as pautas deste mundo. Experimentai viver em Hi-Fi, alta-frequência, alta-fidelidade, alta dedicação, amor novo”, desafiou o prelado, esta sexta-feira, durante uma vigília de oração integrada no Dia do Consagrado.

De acordo com um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o bispo lamecense recorreu ao Evangelho para recordar aos mais novos o exemplo deixado por Simeão e Ana, que tiveram a coragem de vir ao encontro de Jesus, apoiados pelo “impulso do Espírito”.

Para aquele responsável, os “dois maravilhosos velhinhos” prefiguram “o retrato a corpo inteiro do Consagrado”, de alguém “totalmente dedicado a Deus” e que sob a orientação do Espírito Santo, é capaz de ir “compondo” o plano traçado por Deus para toda a humanidade.

“Há uma música nova à vossa espera. É como um som que nunca se ouviu, como um silêncio que nunca se calou! Que Maria, a Mãe da Alegria, vos leve pela mão”, reforçou.

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D. António Couto: entrevista ao Jornal do Centro

O último número do Jornal do Centro, traz, nas suas páginas centrais, uma entrevista com o Sr. D. António Couto, novo Bispo de Lamego. Na secção de Cultura do mesmo jornal encontra-se uma entrevista com o Mons. Cândido Lemos, Pároco de Sernancelhe.

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AINDA A «JORNADA DE CAFARNAUM», E JOB, O HOMEM QUE DÓI

In Mesa de Palavras

1. De madrugada a madrugada. Depois de entrarem [Jesus e os seus discípulos; ninguém como Marcos vincula Jesus aos seus discípulos] em Cafarnaum, na manhã de sábado entra Jesus na sinagoga de Cafarnaum e ensinava (Marcos 1,21). Ei-los agora que saem [Jesus e os seus discípulos: verbo no plural] da sinagoga, e entram na casa de Simão e de André (Marcos 1,29). Trata-se de um «relato de começo». Saindo da casa antiga, entram, uns 30 metros a sul, na casa nova, de Pedro. A sogra de Simão está deitada com febre. Jesus segura-lhe (kratéô) na mão (Marcos 1,31), expressão lindíssima que indica no Antigo Testamento o gesto protector com que Deus protege o orante (Salmo 73,23), Israel (Isaías 41,13), o seu servo (Isaías 42,6). E a sogra de Simão «levantou-se» (êgeírô), verbo da ressurreição, e pôs-se a servi-los (diêkónei: imperfeito de diakonéô) de forma continuada, como indica o uso do verbo no imperfeito. A sogra de Simão é uma das sete mulheres que, nos Evangelhos, «servem» Jesus e os outros. Ela é bem a figura da comunidade cristã nascente, que passa da escravidão à liberdade, da morte à vida, gerada, protegida, guardada e edificada por Jesus no lugar seguro da casa de Pedro.

2. À tardinha, já sol-posto, primeiro dia da semana [o dia muda com o pôr do sol], toda a cidade de Cafarnaum está reunida diante da porta daquela casa, para ouvir Jesus e ver curados por Ele os seus doentes. Note-se que os demónios continuam impedidos de falar, exactamente porque sabiam quem Ele era (Marcos 1,34). Pode parecer estranho este silenciamento de quem sabe! Mas é exactamente para ficar claro que acreditar em Jesus não é isolar uma definição exacta de Jesus, mas aderir a Ele e à sua maneira de viver. E este afazer é trabalho nosso, não dos demónios.

3. Na madrugada do mesmo primeiro dia da semana, muito cedo, de madrugada a madrugada, tendo-se levantado (anístêmi), outra prolepse da madrugada da Ressurreição que já se avista no horizonte, Jesus sai sozinho para rezar (Marcos 1,35), mas os discípulos correm logo a procurá-lo para o trazer de volta a Cafarnaum, pois, dizem eles, todas as pessoas o querem ver e ter. Ninguém o quer perder (Marcos 1,36-37).

4. Mas Jesus desconcerta os seus discípulos, e abre-lhes já os futuros caminhos da missão: «VAMOS, diz Jesus, a outros lugares, às aldeias vizinhas, para que TAMBÉM (kaí usado adverbialmente) ali ANUNCIE (kêrýssô) o Evangelho» (Marcos 1,38). Importante e intenso dizer. ANUNCIAR, verbo grego kêrýssô, é todo o afazer de Jesus, enche por completo o seu programa e o seu caminho. Ora, ANUNCIAR, kêrýssô, é dizer em voz alta a MENSAGEM que outro nos encarregou de transmitir. Aqui, o outro é Deus. Jesus é, então, o MENSAGEIRO de Deus. O ANUNCIADOR, o MENSAGEIRO, não fala em seu próprio nome, não emite opiniões. Fala em nome de Deus.

5. Prossigamos. Com aquele «vamos» [«vamos a outros lugares»], Jesus desinstala e agrafa a si os seus discípulos, apontando-lhes já o seu futuro trabalho de ANUNCIADORES do Evangelho pelo mundo inteiro. Mas é igualmente importante aquele TAMBÉM inclusivo [«para que também ali anuncie o Evangelho»]. É como uma ponte que une duas margens. Se, por um lado, prolépticamente, aponta o futuro, por outro lado, analepticamente, classifica como ANÚNCIO do Evangelho todos os afazeres da inteira «jornada de Cafarnaum», em que o verbo ANUNCIAR (kêrýssô) nunca apareceu. Ficamos, portanto, a saber que a toada do ANÚNCO do Evangelho é ensinar, libertar, acolher, curar, recriar.

6. É neste caminho belo de EVANGELIZADOR, que não é de sua iniciativa, mas que lhe é imposto desde fora, que Paulo anda (1 Coríntios 9,16).

7. Job é o homem que dói e grita. Procura um sentido. Pede a graça de uma mão. É para ele o EVANGELHO de Deus.

António Couto

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Dia Mundial do Consagrado – Vigília de Oração

«Vós, jovens, não vos conformeis com as pautas deste mundo (Romanos 12,2). Experimentai viver em Hi-Fi, alta frequência, alta fidelidade, alta dedicação, amor novo. Há uma música nova à vossa espera. É como um som que nunca se ouviu, como um silêncio que nunca se calou!»
 Foi, com este desafio, que o novo Bispo de Lamego, D. António Couto, terminou a homilia que pronunciou na Vigília de Oração por ocasião do Dia Mundial do Consagrado, realizada na Igreja de Almacave, no dia 3 de Fevereiro de 2012.
A Igreja, cheia de fiéis, entre os quais muitos jovens, marcaram presença na primeira ocasião em que o novo Bispo da Diocese presidiu a um evento diocesano. A Vigília de Oração, promovida pelo Secretariado Diocesano das Vocações, em parceria com a Paróquia de Almacave, para além do Sr. D. António, contou com a presença de vários sacerdotes, um grande número de religiosos e religiosas, leigos consagrados, alguns Seminaristas da Diocese e outros fiéis.
Depois do cântico de entrada, procedeu-se à exposição do Santíssimo Sacramento. Foram-se intercalando momentos de silêncio, com cânticos. Ouviram-se testemunhos vocacionais e, na sua homilia, o Sr. D. António afirmou que «hoje somos nós que nos chamamos Simeão e Ana. Somos nós que recebemos esta Luz nos braços, e que ficamos a fazer parte da família da Felicidade e a viver pertinho de Deus, Rosto a Rosto com Deus, Escutadores atentos ao bater do coração de Deus, movidos pelo Espírito de Deus, Recebedores de Deus, Anunciadores de Deus. Rezamos hoje para que, nesta sociedade de coisas e de números, os Consagrados vivam cada vez mais Rosto a Rosto com Deus, e dêem testemunho no mundo deste Dom maravilhoso.»
 Já depois da vigília, o Sr. D. António trocou algumas impressões com alguns membros do Grupo de Jovens da Paróquia de Almacave, que animaram este encontro de oração.
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Na Festa da Apresentação do Senhor

1. AIgreja Una e Santa celebra em 2 de Fevereiro, quarenta dias depois do Natal, a Festa da APRESENTAÇÃO do Senhor, que as Igrejas do Oriente conhecem por Festa do ENCONTRO (Hypapantê) e dos Encontros: Encontro de DEUS com o seu POVO agradecido, mas também de MARIA, de JOSÉ e de JESUS com SIMEÃO e ANA. Também connosco.

2. Quarenta dias depois do seu nascimento, sujeito à Lei (Gálatas 4,4), JESUS, como filho varão primogénito, é APRESENTADO a Deus, a quem, sempre segundo a Lei de Deus, pertence. De facto, o Livro do Êxodo prescreve que todo o filho primogénito, macho, quer dos homens quer dos animais, é pertença de Deus (Êxodo 13,11-13), bem como os primeiros frutos dos campos (Deuteronómio 26,1-10).

3. É assim que, para cumprir a Lei de Deus, quarenta dias depois do seu nascimento, JESUS é levado pela primeira vez ao Templo, onde, também pela primeira vez, se deixa ver como a Luz do mundo e a nossa esperança.

4. Compõe a cena um velhinho chamado SIMEÃO, nome que significa «ESCUTADOR», que vive atentamente à escuta, e que o Evangelho apresenta como um homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel. Ora, esse velhinho que vivia à espera e à escuta, com premurosa atenção, veio ao Templo, e, ao ver aquele MENINO, pegou nele nos braços. Por isso, os Padres gregos dão a SIMEÃO o título belo de Theodóchos [= recebedor de Deus]. É então que SIMEÃO entoa o canto feliz do entardecer da sua vida, um dos mais belos cantos que a Bíblia regista: «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz, porque os meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos, Luz que vem iluminar as nações e glória do teu povo, Israel!»

5. E, na circunstância, também uma velhinha chegou carregada de esperança. Chamava-se ANA, que significa «GRAÇA»; é dita «Profetisa», isto é, que anda sintonizada em onda curta com a Palavra de Deus; era filha de Fanuel, que significa «Rosto de Deus»; era da tribo de Aser, que significa «Felicidade». Tanta intimidade com Deus! Também esta velhinha serena e feliz –  com 84 anos, número perfeito de números perfeitos (7 x 12) – viu aquele MENINO. E diz o Evangelho que se pôs a falar dele a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém!

6. Esta é a Festa da Alegria e da Esperança acumulada e realizada. É a Festa da Luz. SIMEÃO e ANA viram a Luz e exultaram de Alegria. HOJE somos nós que nos chamamos SIMEÃO e ANA. Somos nós que recebemos esta Luz nos braços, e que ficamos a fazer parte da família da Felicidade e a viver pertinho de Deus, Rosto a Rosto com Deus, Escutadores atentos do bater do coração de Deus. Felizes sois vós, os pobres! (Lucas 6,20). Felizes os olhos que vêem o que vós vedes e os ouvidos que ouvem o que vós ouvis! (Lucas 10,23).

7. Fevereiro é um mês de Alegria, de Apresentação e Encontro, de Consagração e Contemplação. Num mundo triste e cansado, e tantas vezes enjoado, como o nosso, Maria, José e o Menino, Simeão e Ana são ícones de Felicidade, que nos vêm dizer que se cresce, não apenas em idade, mas em idade, sabedoria e Graça!

António Couto, in Mesa de Palavras

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Tributo da Arquidiocese de Braga ao Sr. D. António Couto, Bispo de Lamego

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