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Archive for 05/02/2012

Salzedas: regresso às origens

O programa “Encontros com o Património”, da TSF, na sua emissão de 04.02.2012, teve como pano de fundo os Mosteiros de Tarouca e Ferreirime visitou o mosteiro cisterciense
de Salzedas, construído nos começos da nacionalidade. Este mosteiro foi
objecto de uma intervenção por parte do Igespar, tendo reaberto ao
público em Outubro do ano passado. Foram convidados da emissão os arquitectos
Manuel Montenegro e Paula Silva, o arqueólogo Luís Sebástian, o
historiador da arte José Manuel Tedim e António Seixeira, pároco de
Salzedas.
O programa pode ser ouvido, na íntegra, no site da TSF >>
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Lamego: Bispo desafia os jovens a viverem em “alta fidelidade”

In Agência Ecclesia

O bispo de Lamego, D. António Couto, quer contar com a colaboração de jovens convictos da sua fé e dispostos a servir a Deus, numa atitude de “alta-fidelidade”.

“Não vos conformeis com as pautas deste mundo. Experimentai viver em Hi-Fi, alta-frequência, alta-fidelidade, alta dedicação, amor novo”, desafiou o prelado, esta sexta-feira, durante uma vigília de oração integrada no Dia do Consagrado.

De acordo com um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o bispo lamecense recorreu ao Evangelho para recordar aos mais novos o exemplo deixado por Simeão e Ana, que tiveram a coragem de vir ao encontro de Jesus, apoiados pelo “impulso do Espírito”.

Para aquele responsável, os “dois maravilhosos velhinhos” prefiguram “o retrato a corpo inteiro do Consagrado”, de alguém “totalmente dedicado a Deus” e que sob a orientação do Espírito Santo, é capaz de ir “compondo” o plano traçado por Deus para toda a humanidade.

“Há uma música nova à vossa espera. É como um som que nunca se ouviu, como um silêncio que nunca se calou! Que Maria, a Mãe da Alegria, vos leve pela mão”, reforçou.

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D. António Couto: entrevista ao Jornal do Centro

O último número do Jornal do Centro, traz, nas suas páginas centrais, uma entrevista com o Sr. D. António Couto, novo Bispo de Lamego. Na secção de Cultura do mesmo jornal encontra-se uma entrevista com o Mons. Cândido Lemos, Pároco de Sernancelhe.

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AINDA A «JORNADA DE CAFARNAUM», E JOB, O HOMEM QUE DÓI

In Mesa de Palavras

1. De madrugada a madrugada. Depois de entrarem [Jesus e os seus discípulos; ninguém como Marcos vincula Jesus aos seus discípulos] em Cafarnaum, na manhã de sábado entra Jesus na sinagoga de Cafarnaum e ensinava (Marcos 1,21). Ei-los agora que saem [Jesus e os seus discípulos: verbo no plural] da sinagoga, e entram na casa de Simão e de André (Marcos 1,29). Trata-se de um «relato de começo». Saindo da casa antiga, entram, uns 30 metros a sul, na casa nova, de Pedro. A sogra de Simão está deitada com febre. Jesus segura-lhe (kratéô) na mão (Marcos 1,31), expressão lindíssima que indica no Antigo Testamento o gesto protector com que Deus protege o orante (Salmo 73,23), Israel (Isaías 41,13), o seu servo (Isaías 42,6). E a sogra de Simão «levantou-se» (êgeírô), verbo da ressurreição, e pôs-se a servi-los (diêkónei: imperfeito de diakonéô) de forma continuada, como indica o uso do verbo no imperfeito. A sogra de Simão é uma das sete mulheres que, nos Evangelhos, «servem» Jesus e os outros. Ela é bem a figura da comunidade cristã nascente, que passa da escravidão à liberdade, da morte à vida, gerada, protegida, guardada e edificada por Jesus no lugar seguro da casa de Pedro.

2. À tardinha, já sol-posto, primeiro dia da semana [o dia muda com o pôr do sol], toda a cidade de Cafarnaum está reunida diante da porta daquela casa, para ouvir Jesus e ver curados por Ele os seus doentes. Note-se que os demónios continuam impedidos de falar, exactamente porque sabiam quem Ele era (Marcos 1,34). Pode parecer estranho este silenciamento de quem sabe! Mas é exactamente para ficar claro que acreditar em Jesus não é isolar uma definição exacta de Jesus, mas aderir a Ele e à sua maneira de viver. E este afazer é trabalho nosso, não dos demónios.

3. Na madrugada do mesmo primeiro dia da semana, muito cedo, de madrugada a madrugada, tendo-se levantado (anístêmi), outra prolepse da madrugada da Ressurreição que já se avista no horizonte, Jesus sai sozinho para rezar (Marcos 1,35), mas os discípulos correm logo a procurá-lo para o trazer de volta a Cafarnaum, pois, dizem eles, todas as pessoas o querem ver e ter. Ninguém o quer perder (Marcos 1,36-37).

4. Mas Jesus desconcerta os seus discípulos, e abre-lhes já os futuros caminhos da missão: «VAMOS, diz Jesus, a outros lugares, às aldeias vizinhas, para que TAMBÉM (kaí usado adverbialmente) ali ANUNCIE (kêrýssô) o Evangelho» (Marcos 1,38). Importante e intenso dizer. ANUNCIAR, verbo grego kêrýssô, é todo o afazer de Jesus, enche por completo o seu programa e o seu caminho. Ora, ANUNCIAR, kêrýssô, é dizer em voz alta a MENSAGEM que outro nos encarregou de transmitir. Aqui, o outro é Deus. Jesus é, então, o MENSAGEIRO de Deus. O ANUNCIADOR, o MENSAGEIRO, não fala em seu próprio nome, não emite opiniões. Fala em nome de Deus.

5. Prossigamos. Com aquele «vamos» [«vamos a outros lugares»], Jesus desinstala e agrafa a si os seus discípulos, apontando-lhes já o seu futuro trabalho de ANUNCIADORES do Evangelho pelo mundo inteiro. Mas é igualmente importante aquele TAMBÉM inclusivo [«para que também ali anuncie o Evangelho»]. É como uma ponte que une duas margens. Se, por um lado, prolépticamente, aponta o futuro, por outro lado, analepticamente, classifica como ANÚNCIO do Evangelho todos os afazeres da inteira «jornada de Cafarnaum», em que o verbo ANUNCIAR (kêrýssô) nunca apareceu. Ficamos, portanto, a saber que a toada do ANÚNCO do Evangelho é ensinar, libertar, acolher, curar, recriar.

6. É neste caminho belo de EVANGELIZADOR, que não é de sua iniciativa, mas que lhe é imposto desde fora, que Paulo anda (1 Coríntios 9,16).

7. Job é o homem que dói e grita. Procura um sentido. Pede a graça de uma mão. É para ele o EVANGELHO de Deus.

António Couto

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